terça-feira, dezembro 29, 2009

Leitores do JB elegem CQC como melhor programa de TV em 2009:


O público até pode traçar paralelos com o tom ácido e irreverente do TV Pirata, que marcou história na televisão brasileira, ou com o bem-sucedido deboche do Casseta & Planeta. Mas o CQC (Custe o que Custar), exibido pela Rede Bandeirantes desde 17 de março de 2008, encontrou uma personalidade própria dentro do humor brasileiro. E olha que o modelo é argentino – o programa Caiga quien Caiga, transmitido desde 1995 no país vizinho. A adequação da fórmula à TV nacional vem dando certo, como comprova a eleição como o melhor programa de 2009, através dos votos computados pelo JB Online.

– O CQC é um projeto que passou por algumas adequações ao desembarcar no Brasil. Originalmente, era mais político do que voltado para o mundo do entretenimento. A princípio, ir aos teatros e às baladas não estava muito previsto. Mas o brasileiro gosta do universo das celebridades – sublinha Rafael Cortez, que tem experiência como clown e na stand up comedy.

Apresentado por Marcelo Tas, com Marco Luque e Rafinha Bastos, na bancada, e Cortez, Felipe Andreoli, Danilo Gentili, Oscar Filho, na reportagem, o programa ganhou, em setembro, o reforço da primeira “mulher de preto”, Mônica Iozzi, escolhida num concurso através do voto do público. Outro destaque do ano no CQC foram as matérias realizadas no exterior.

– Investimos na variedade de assuntos. Coberturas como a do Festival de Veneza foram marcantes – diz Andreoli, referindo-se à polêmica na qual se envolveu Rafael Cortez ao invadir o tapete vermelho para falar com celebridades presentes ao evento na edição de 2008.

Cortez confirma o risco que correu.

– Na hora deu medo, mas foi demais – relembra o repórter, que acabou detido pela polícia italiana.

Outras reportagens chamaram a atenção, como a vitória histórica de Barack Obama nos Estados Unidos e as centradas na Copa de 2010 e na conquista do Rio de Janeiro ao posto de sede das Olimpíadas de 2016.

– Esta cobertura foi bem legal, ainda que eu não seja particularmente favorável à escolha do Rio para sediar as Olimpíadas. Afinal, há outras prioridades – opina Andreoli.

Rafael Cortez enumera outras empreitadas memoráveis.

– A cerimônia da 5ª Cúpula da América Latina, Caribe e União Européia, em Lima, valeu pelo ineditismo. Falei num portunhol sem vergonha. E tiramos leite de pedra no Festival de Cannes desse ano – admite o repórter.

A matéria sobre pedofilia na internet, realizada graças à participação de uma atriz, que entrou em salas de bate-papo passando-se por adolescente, espelha uma importante faceta de denúncia do CQC, perpetuada em quadros como o Proteste já!, no qual Rafinha Bastos destaca problemas variados e cotidianos, como prevenção contra a dengue, sistema precário de transporte e dificuldades enfrentadas por portadores de deficiência.

O mundo político é um capítulo à parte. Numa medida polêmica, os integrantes do CQC foram proibidos de fazer matérias dentro do Congresso Nacional.

– Ao longo do tempo, o programa foi encontrando o seu limite. Em relação aos políticos, é legal incomodar até porque nos sentimos representando o que as pessoas gostariam de expressar. Mas não procuramos ser agressivos com os artistas. Não perguntamos para ofender. A proposta não é rir da cara das pessoas – garante Andreoli.

Os políticos, claro, não são entrevistados fáceis.

– O Fala na cara não foi para frente porque os políticos não toparam participar – frisa Andreoli, em relação ao quadro em que pessoas eram abordadas na rua por um repórter do CQC, que fazia perguntas sobre o político convidado a ir ao programa naquela semana. – Já Paulo Maluf é quase uma lenda. Às vezes, dá vontade de continuar conversando com ele com a câmera desligada para ver se permanece igual.

Entre os bons entrevistados, Andreoli destaca o atleta César Cielo, a atriz Juliana Paes e o cantor Luciano. Quadros voltados para entrevistas com celebridades, como o Repórter inexperiente, deixam saudade.

– Danilo ficou imortalizado na galeria dos humoristas brasileiros com este quadro – elogia Andreoli.

Por mais que os repórteres do CQC sigam uma pauta pré-estabelecida, o improviso é ingrediente fundamental no dia a dia da atração.

– Às vezes, os entrevistados nos surpreendem e no improviso damos uma réplica melhor do que qualquer frase pensada. Em geral, ficamos muito expostos – ressalta Andreoli. – Não sabemos quais as respostas que iremos ouvir. E nossa edição não privilegia só os melhores momentos do repórter.


Fonte: Jornal do Brasil

segunda-feira, dezembro 28, 2009

CQC 86: ÚLTIMO DO ANO!


Band, 22h15
Para ir ao estúdio: plateiacqc@band.com.br
Contato: cqc@band.com.br

Entre outras:
QUEM RECEBEU OS ÓCULOS NEGROS
CQC INTERNACIONAL
PROTESTE JÁ
"CUMPANHERO" LULA
CONTROLE DE QUALIDADE
ENTREVISTADOS MUDOS
ATRÁS DOS PRESIDENCIÁVEIS
TOP 5- MELHORES DO ANO
GAFES
DESCONTROLE DA BANCADA
BASTIDORES CQC- INÉDITO


O CQC volta dia 15 de Março!

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Feliz Natal e um ótimo 2010!



A Equipe do CQCBlog agradece a todos que participaram, visitaram e fizeram seu protesto no CQCBlog este ano!

Que 2010 seja cheio de realizações e muito CQC!

Valeu Galera!

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Resultado da Promoção de Natal do CQCBlog

E saiu o resultado da promoção de Natal do CQCBlog! Foram 528 participantes e 3 livros sorteados. Sim 3 livros, você não leu errado. O livro do Danilo Gentili foi para a Tátylla Mendes (@diario_de_bordo), o livro do Marcelo TAS foi para a Gabriella Oliveira (gabiaoliveira) de Franca , SP e o livro autografado do Marcelo TAS foi sorteado entre os 10 Top Comentaristas do blog e quem levou a melhor foi a Dayane Ponciano de Natal RN (dayaneponciano).


Gostariamos de agradecer imensamente a toda galera que participou da promoção. 
Ano que vem tem mais!
A mandioca é nossa!

segunda-feira, dezembro 21, 2009

CQC #85 - Roteiro



Band, 22h15 | Para ir ao estúdio: plateiacqc@band.com.br | Contato: cqc@band.com.br

Entre outras:

ESPECIAL ROBERTO CARLOS

MOMENTOS DANILO

MOMENTOS RAFA CORTEZ

OITAVO CQC- MOMENTOS MONICA

CAETANO VELOSO

MOMENTOS FELIPE

TOP 5

MOMENTOS OSCAR

PREMIO CQ TESTE DO ANO: ROGERIO FLAUSINO

PALAVRAS CRUZADAS: MARCO LUQUE x RAFINHA BASTOS

Fonte Blog do TAS

domingo, dezembro 20, 2009

Monica Iozzi continua no CQC em 2010


Isto mesmo! Nossa 8ª mosquinha confirmou sua permanência no CQC em 2010. Foi durante sua participação ao vivo no Programa do Loreno na última 5ª feira que a Mulher de Preto disse que continua no CQC ano que vem.

Primeiro Monica brincou com a pergunta de um dos internautas que acompanhavam o programa da ClickTV:
- Gente eu não vou ficar no CQC em 2010. Vou ser repórter do TV Fama!

Depois da cara de quem não estava entendendo nada do personagem Loreno, vivido pelo Rafael Cortez, Monica soltou uma gargalhada e confirmou sua permanência no CQC:
- Mentira! Continuo sim no CQC em 2010!

É isso ai! Esperamos que em 2010 a Monica Iozzi venha com a corda toda, pautas boas para ela mostrar seu talento não faltarão, não é?

Assista ao Programa do Loreno com participação da Monica Iozzi aqui

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Equipe do CQC é atacada por taxistas em Ciudad del Este



Na fronteira para a realização de matéria que deve ir ao ar ainda este ano, a equipe do Proteste Já do CQC, foi hostilizada e atacada por taxistas de Ciudad del Este, em incidente ocorrido na tarde de terça-feira (15), nas imediações da Ponte da Amizade.

De acordo com testemunhas, a revolta dos taxistas teve início com o rumor de que os cinco homens, que tomavam imagens nas proximidades da passarela fronteiriça, teriam comprado armas de brinquedo e “tijolos” de farinha, para simular a passagem de substâncias ilícitas pela fronteira.

O objetivo seria mostrar, com imagens captadas à distância e através de microcâmeras, as facilidades para burlar a fiscalização e introduzir substâncias ilegais em território brasileiro.

Ante a hostilidade dos trabalhadores do volante, os cinegrafistas e técnicos Renato Santos Pimer, João Gonçalves, Alexandre José de Souza, Agustín Manuel e Sebastián Marcelo Kodax, os dois últimos, da produtora argentina que detém os direitos do programa, tiveram de solicitar auxílio policial.

Os estrangeiros foram levados à delegacia da Polícia Nacional no bairro San Agustín, onde negaram as acusações dos taxistas e afirmaram que as filmagens eram para ilustrar um programa que irá ao ar no mês de janeiro, sobre o qual não deram detalhes adicionais.

No último sábado (12), Rafinha Bastos, apresentador do CQC e repórter do quadro de denúncias “Proteste Já”, esteve na aduana brasileira da Ponte da Amizade para a gravação de cenas e entrevistas com autoridades da Receita Federal do Brasil (RFB).

Em suas andanças, Bastos esteve, também, em Brasília, motivo pelo qual, estima-se que o foco da matéria esteja relacionado às falhas na fiscalização federal na região fronteiriça ou à demora para a aplicação da chamada “Lei dos Sacoleiros”. A produção do CQC mantém o tema em sigilo.

Fonte Midiamax

quarta-feira, dezembro 16, 2009

"Barbixas" vão substituir férias dos integrantes do CQC:

Durante as férias dos integrantes do "CQC", em janeiro e fevereiro do ano que vem, o horário será ocupado pelo programa "É Tudo Improviso", com o grupo teatral Barbixas. A nova atração tem estreia prevista para o dia 11 de janeiro e o primeiro programa será gravado nesta quarta-feira, com a participação de Marco Luque, um dos apresentadores do "CQC".

No blog, o grupo revelou que todos os episódios terão convidados do espetáculo "Improvável", como Cristiane Wersom, Marianna Armellini (das Olivias) e o Marco Gonçalves (do Jogando no Quintal). De acordo com o grupo, o programa será apresentado por Marcio Ballas e terá "jogos famosos, jogos inéditos, uma banda ao vivo, elenco de amigos e produção de ponta".


domingo, dezembro 13, 2009

CQC 84 - Spoilers

Na expectativa para mais um CQC e com uma leve tristeza por ser o penúltimo ao vivo do ano, o CQCBlog traz a seus leitores algumas materias que irão rolar no programa de número 84

- Felipe Andreoli foi cobrir a entrega do Prêmio Melhores do Brasileirão

- Oscar Filho esteve na Festa do Luciano Huck para arrecadação de fundos para o Instituto Criar

- Rafael Cortez foi cobrir o Prêmio Congresso Em Foco e lá encontrou um reporter mais mala do que ele





Amanhã o roteiro completo do Marcelo TAS.

Update! -Roteiro Oficial



Entre outras:

CRAQUE BRASILEIRÃO 2009

PRÊMIO ISTO É

PROTESTE JÁ- RESOLUÇÕES

CONGRESSO EM FOCO- MELHORES POLÍTICOS DO ANO

DESCOBRINDO A ÁFRICA

JOGO DO MARCELINHO

TOP 5

FILME DO CAETANO

CQ TESTE: TONY KANAAN- SEGUNDA CHANCE

INSTITUTO CRIAR

PALAVRAS CRUZADAS: MARIA RITA x ED MOTTA

sábado, dezembro 12, 2009

Promoção de Natal no CQCBlog










Natal chegando, época de presentear os amigos e aqui no CQCBlog não será diferente.


Nós vamos sortear para nossos fiéis leitores 02 presentes: o livro do Marcelo TAS (que já é praticamente um Best-Seller) "Nunca Antes na História deste País" e o livro do Danilo Gentili  (que se tornará um Best-Seller ) "Como se tornar o pior aluno da Escola".



Quer tentar a sorte? É só deixar 1 (um) comentário neste post e torcer muito. 
O sorteio acontecerá dia 21 de Dezembro ao vivo e será narrado no Twitter do @cqcblog é só acompanhar e torcer!

Os livros não estão autografados.


Quer ser parceiro nas promoções do CQCBlog? Entre em contato





PS: Galera 1 comentário é o suficiente para participar da promoção.  Deixe o nome completo e se tiver twitter pode deixar sua @ ai também ok? 


PS2: Promoção termina dia 20/12/2009 ás 23:59. Comentários feitos após este horário serão descartados.


PS3: O sorteio será feito ao vivo, narrado pelo twitter na 2ª feira dia 21/12/2009 a partir das 21:00hrs Usaremos o site Random.org para fazer o sorteio.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

CQC 83 - Especial Copa do Mundo - Roteiro


Ilustração by Brogui

Band, 22h15 |Para ir ao estúdio: plateiacqc@band.com.br |Contato: cqc@band.com.br

Entre outras:

SORTEIO DAS CHAVES

CONTROLE DE QUALIDADE

O QUE AS MULHERES SABEM DE FUTEBOL?

TOP 5 DE TODAS AS COPAS

JOGO AFRICANO

A SELEÇÃO DA TRIBO

CQ TESTE: ZAGALO

COMO GANHAR A COPA

PALAVRAS CRUZADAS: RIVELINO x CARLOS ALBERTO TORRES

Fonte Blog do TAS

Marco Luque na capa de Dezembro da revista Imagine:


O apresentador e humorista Marco Luque fez às vezes de estrela, e é a capa da edição de dezembro da revista Imagine. Mas nada de pose de galã, Luque interpretou ele mesmo em suas mil facetas.
Numa entrevista leve e cheia de entusiasmo, Marco Luque contou como criou seus 12 personagens, entre eles Jackson Five, Mary Help e Pepe.
Luque também contou sobre sua fase como jogador de futebol e o inicio de sua carreira no Terça Insana, que deu o passo para que ele entrasse na comédia, sobre a produção de seu show “Tamo Junto” que percorre o país, além é claro de sua participação no CQC como um dos apresentadores.

Para saber mais sobre a entrevista de Marco Luque, clique aqui!


quarta-feira, dezembro 09, 2009

Marcelo TAS, Marco Luque e Rafinha Bastos em Um banquinho pra 3

Um Banquinho Para 3



O espetáculo Um Banquinho pra 3, que acontece no dia 18 de dezembro, no Teatro FAAP, reunirá no mesmo palco os 3 apresentadores do programa CQC.

Marcelo Tas será o mestre de cerimônia da noite, Rafinha Bastos fará uma apresentação de Stand Up Comedy e Marco Luque encerrará a noite com um de seus personagens mais famosos: o Motoboy e Jackson Five.

Um Banquinho Para 3
Horário: 21h30
Preço: R$ 70 / R$ 35 (meia-entrada)
Data: de: 18.12.2009 até: 18.12.2009
Local: Teatro Faap (R. Alagoas - 903 - Pacaembu - Fone: 3662-7233)

Fonte Guia SP

terça-feira, dezembro 08, 2009

CQC exibe especial sobre a África do Sul:

Nesta quinta-feira, às 22h15 , a Band exibe um programa especial do "CQC" sobre a África do Sul. Rafael Cortez e Felipe Andreoli ficaram lá por mais de 10 dias. Durante a viagem, os repórteres falaram com o capitão do Tri, Carlos Alberto Torres, com o técnico do Tetra, Carlos Alberto Parreira, e entregaram os óculos do CQC para Joseph Blatter, presidente da Fifa.

Eles também conheceram um pouco da cultura e da culinária sul-africana, visitaram o estádio onde vai acontecer a final da Copa do Mundo e assistiram a uma partida de futebol entre clubes do Soweto. E claro que Felipe e Rafael fizeram um safári e aproveitaram para provar da culinária local.



Fonte: EBand

segunda-feira, dezembro 07, 2009

CQC #82 - Roteiro


Homenagem do CQCBlog ao Rafinha Bastos que aniversariou no último dia 05/12

Band, 22h15 | Para ir ao estúdio: plateiacqc@band.com.br | Contato: cqc@band.com.br

Entre outras:

FINAL DO BRASILEIRÃO

PRÊMIO EXTRA

PROTESTE JÁ: RESOLUÇÃO DO DECK DE SÃO SEBASTIÃO

FILME DO MENSALÃO: MAKING OF

ATRÁS DO GOVERNADOR ARRUDA

TOP 5

CQ TESTE: INRI CRISTO - imperdível

CAPACETE DE OURO (com participação do Marco Luque)

LIVRO DO CORINGÃO

TRAILER: CQC NA COPA

Críticas, comentários e sugestões são bem-vindas!

No CQC, tudo é possível, até o último minuto, sempre. Relaxem, divirtam-se e obrigado pela companhia!

Fonte Blog do TAS

sábado, dezembro 05, 2009

Danilo Gentili afirma que 2010 promete ser O ANO do CQC:


Ele faz parte da equipe de repórteres de um dos programas mais elogiados da televisão brasileira, o "CQC - Custe o Que Custar", da "Band". Entre uma entrevista e outra, enquanto trabalhava no Prêmio Extra de Televisão, na última terça-feira, o repórter Danilo Gentili conversou com o SRZD.

Vencedor com a atração na categoria Melhor Humorístico, Danilo se mostrou surpreso ao subir ao palco e brincou com os leitores do
jornal, que são o júri nesta votação. "Eu não esperava mesmo ganhar, estava até de boca cheia. Estou muito honrado, mas não sei se é grande coisa, porque vocês votam nos políticos", disse ele, que é o principal repórter na cobertura do que acontece no Distrito Federal para o "CQC".

Se ano passado foi marcante pela estreia, a aprovação do público e a cobertura das eleições, a chegada de 2009 foi temida pela equipe do programa. "Sabíamos que 2008 foi muito bom. Tivemos uma reunião e a gente imaginou que este ano seria difícil por não ter nenhum evento político, que é o fio da meada do 'CQC'. E a gente precisava se superar. Foi um leão por dia", comentou Danilo. "Cada semana é diferente, às vezes o programa não fica tão bom, mas sempre nos esforçamos para fazer o melhor".

Segundo o humorista, um pouco de sorte foi essencial para a continuidade do sucesso e lembrou dois episódios que protagonizou este ano. Em julho, ele foi derrubado por um dos seguranças que acompanhavam o senador José Sarney (PMDB-AP) quando tentou entrevistá-lo na entrada do Congresso Nacional. Já em outubro, ele foi preso na cidade de Assis, em São Paulo. A prefeitura obedece à lei que considera vadiagem contravenção e, disfarçado de mendigo, ele foi levado para a delegacia, onde permaneceu por quatro horas.

"O sucesso envolve ousadia, buscar fazer a coisa que você acredita que seja o certo e também um pouco de sorte, não vou negar", disse ele, que comentou a liberdade que a atração tem na emissora. "Não estamos na número um nem na número dois, o que me permite ser subversivo e até marginal", disse ele, que falou ainda sobre o futuro do programa. "Em 2010 tem a Copa do Mundo e uma eleição singular, marcada pela saída do Lula, este promete ser o ano do 'CQC'".

Fonte: Sidney Rezende

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Após confusão, Genoino diz que se sente constrangido com CQC:

Depois de uma confusão entre José Genoino e o repórter do CQC Oscar Filho, o deputado se recusou a dar entrevista ao programa afirmando que "só faz violência contra as pessoas" e afastando o repórter com o cotovelo, Genoino disse à colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, que sempre é procurado pela atração, mas que não falará com o humorístico. "É constrangido, é perseguido, é piada, é chacota... É um absurdo. O cara não quer falar, aí eles botam a tua imagem, botam uma caricatura."

O apresentador do CQC, Marcelo Tas, retrucou as acusações. "Ele tem o direito de não falar conosco, e nós temos o direito de continuar tentando falar com ele. Só queria dizer para o Genoino que isso é um sinal de amor: a gente jamais procura alguém por quem não tenhamos um tipo de afeto, ainda que seja pequenininho." Tas ainda explicou porque tanta insistência. "O Genoino sempre foi o Silvio Santos do PT, não podia ver um microfone. Depois do mensalão, virou a Greta Garbo."


Fonte: Terra

quinta-feira, dezembro 03, 2009

CQC Especial África do Sul




No dia 10 de dezembro, quinta-feira, os repórteres Rafael Cortez e Felipe Andreoli apresentam um programa especial na Band, todo dedicado à África do Sul.

No melhor estilo CQC, os dois homens de preto vão mostrar o sorteio das chaves, passar por todas as cidades que irão sediar os jogos da Copa do Mundo de 2010, falar dos os preparativos e sobre o povo de lá.

"CQC Especial África do Sul" será transmitido na quinta-feira, dia 10, a partir das 22h15, na Band.

Fonte E-Band

Acompanhe o Diário de Bordo da Viagem á África do Sul no Blog do Felipe Andreoli e veja as fotos da Viagem no Twitpic do Felipe Andreoli 

Roberto, Felipe Andreoli, Zacca, Sizwe, Tumi, Rafael Cortez, Pedro e Turco - Nelson Mandela Square - Johanesburgo







terça-feira, dezembro 01, 2009

CQC ganha o prêmio Extra:

Danilo Gentilli foi o represente do "CQC" incubido de subir ao palco para receber o Prêmio Extra de Melhor Humorístico. "Obrigado pelo voto. Ano passado a gente não ganhou, achei que a gente não ia ganhar de novo, estava até comendo macarrão", brincou o comediante, que estava acompanhado pelo câmera do programa, gravando tudo para ser exibido na próxima segunda-feira.

Estreia — 17/03/2008.
Diretor — Diego Barredo.
Equipe — Marcelo Tas, Rafinha Bastos e Marco Luque ficam na bancada, apresentando a atração. E Rafael Cortez, Danilo Gentili, Felipe Andreoli, Oscar Filho e Mônica Iozzi fazem as reportagens nas ruas.
Você sabia? — O formato original do “CQC” é argentino, e surgiu em 1995. Existem versões no Chile, na Itália e na Espanha. Por aqui, o programa tinha apenas sete integrantes. Em setembro deste ano, no entanto, Mônica Iozzi desbancou milhares de inscritos e foi escolhida a oitava integrante da atração.
Concorreu ao Prêmio Extra com — “A grande família”, “Casseta & Planeta, urgente!”, “Pânico na TV”, “Show do Tom” e “Zorra total”.


Fonte: Site Extra

Oscar Filho: "O CQC mexe com o intelecto das pessoas"

Por Fábia Oliveira


Oscar Filho foi categórico ao desqualificar qualquer comparação entre o CQC e o Pânico na TV. Para o humorista, seu programa mexe mais com o intelecto da pessoa e tem mais qualidade que o concorrente da Rede TV!.

"Não há comparação. São duas coisas completamente distintas. No CQC os integrantes não são alvos de experimentações físicas como andar em brasa quente, não levamos bêbados pra casa, não tem gostosas rebolando pra câmera. Tentamos fazer o público pensar com a cabeça de cima. Acho que isso está claro, não? Não assisto ao Pânico porque geralmente estou fazendo algo interessante no momento", disse.

Ele falou também como é sua vida fora do programa e a relação com os fãs. "As mulheres querem saber se o Rafael Cortez é gay, se o Marco Luque é daquele jeito mesmo... Elas também mandam abraços para o careca", conta ele, se referindo ao apresentador Marcelo Tas.

Entre as reportagens que marcaram a carreira de Oscar, está uma entrevista com o cineasta Hector Babenco, feita em março do ano passado. A confusão aconteceu no Teatro Eva Herz, em São Paulo. Oscar Filho provocou Babenco por causa de uma declaração do cineasta de que não existe nenhum ator brasileiro à altura do mexicano Gael García Bernal. Depois, ele aproveitou para perguntar a Babenco o que ele sentiria se dissessem que não existe nenhum diretor à altura de Fernando Meirelles. Irritado, Babenco chamou o repórter de "bolha" e bateu com uma revista no rosto de Oscar. "Perguntei algo que o Hector não gostou e ele precisou usar a mão dele para responder", minimiza.

Estamos no segundo ano do CQC. Que balanço que você faz do programa? Como você vê a entrada da Mônica Iozzi no grupo?
O programa se consolidou. As pessoas sabem muito mais a que o programa se propõe. A entrada da Mônica Iozzi é ótima. Outro dia mesmo entrei no camarim e vi a Mônica se maquiando. Achei aquilo estranho porque estava acostumado em entrar no camarim e ver o Rafael Cortez se maquiando...

Como vocês são recebidos nas pautas? Existe alguma resistência por parte das celebridades ou dos políticos que vocês entrevistam?
Pelas celebridades sou bem recebido, não sei os outros. Vivemos numa época que aparecer é o que se tem de fazer, não importa como. Portanto, a maioria dos famosos faz ou responde coisas absurdas só pra estar in. Já alguns políticos perceberam que o melhor é se aliar, não fugir. Percebi isso quando o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, no ano passado, sequer nos dava bola. No dia do lançamento de sua candidatura, me ofereceu sorvete e andou abraçado comigo por um longo caminho. Foi a primeira vez que ele fez isso no CQC. A partir daí está sempre sorridente. O mesmo está acontecendo com o governador José Serra. As eleições são ano que vem, né?

Durante a festa de lançamento do programa Zero Bala, Otávio Mesquita brincou, agradecendo a presença do Pânico na TV!. Como você encara essas comparações? Você assiste à produção da RedeTV!?
Não há comparação. São duas coisas completamente distintas. No CQC os integrantes não são alvos de experimentações físicas como andar em brasa quente, não levamos bêbados pra casa, não tem gostosas rebolando pra câmera. Tentamos fazer o público pensar com a cabeça de cima. Acho que isso está claro, não? Não assisto ao Pânico porque geralmente estou fazendo algo interessante no momento.

Ser famoso atrapalha na hora de abordar pessoas que, como vocês, também são conhecidas do grande público?
Agora ajuda. No início era um "quem é você dando uma de espertinho?". Hoje em dia a pessoa reconhece e sabe que vai vir algo interessante e que vai fazê-la pensar um pouco. Os bons artistas estão cansados de responder perguntas como: "O que tá achando do evento?". Ou "Está feliz por estar esperando um bebê?" e ainda "O que achou do seu casamento?".

Além de repórter, você também é ator. Isso ajuda nas pautas do CQC?
Ajuda muito. Principalmente quando preciso entrevistar alguém que não tenho a mínima vontade de entrevistar. Vou e faço cara de "tô gostando para caramba", graças aos meus dotes das artes cênicas.

Fonte Terra

segunda-feira, novembro 30, 2009

CQC #81 - Roteiro


Felipe Andreoli e Rafael Cortez na África do Sul preparando o Especial da Copa de 2010

Band, 22h15 | Para ir ao estúdio: plateiacqc@band.com.br | Contato: cqc@band.com.br

Entre outras:

FINAIS DO BRASILEIRÃO: SPFC x GOIAS; MENGO x CORINTHIANS

LULA, O FILHO DO BRASIL, EM SÃO BERNARDO

CONTROLE DE QUALIDADE

CADEIA DE FAVORES

PASSANDO O ENADE A LIMPO

TOP 5

FILME: É PROIBIDO FUMAR

CQ TESTE: SIMONI

PALAVRAS CRUZADAS: THAMMY x NANNY PEOPLE


Fonte Blog do TAS

sábado, novembro 28, 2009

CQC apresentará Cadeia de Favores 2009



Imagine que um lápis pode mudar o futuro de 150 crianças. Esta é a essência do quadro Cadeia de Favores do programa Custe o Que Custar (CQC), que vai ao ar na próxima segunda-feira, 30/11. O quadro comandado pelo repórter Rafinha Bastos consiste basicamente em localizar uma associação ou Organização Não Governamental (ONG) que ajuda crianças carentes. No local o repórter constata todas as necessidades dessa entidade e com um objeto simbólico de uma das crianças, como um lápis, por exemplo, sai em busca do desejo dos pequenos brasileirinhos.

Nas ruas de São Paulo Rafinha começa a primeira fase da cadeia. Com o lápis em mãos o repórter passa a abordar pessoas e começa aí um troca-troca de objetos. Rafinha sempre terá algo de maior valor e assim por diante.

Em seguida temos a segunda etapa da cadeia. O repórter parte para o encontro com personagens conhecidas do mundo da música, arte, letras, televisão, esporte, cinema e empresarial. Nesta cadeia temos a participação de Ivete Sangalo, Robinho, Romero Britto, Gisele Bündchen, Fernando Meireles, e Ricardo Almeida. Cada qual dando algo pessoal até chegarmos a um empresário que adquiriu tudo que a entidade necessitava.

Como resultado ajudamos a Associação Bloco do Beco, no Jardim São Luiz, zona Sul de São Paulo. A entidade oferece oficinas de música, dança, culinária, artesanato, literatura, costura e esportes para crianças do bairro. A partir desta segunda-feira o Bloco do Beco vai ter uma nova realidade para 150 crianças da comunidade graças a Cadeia de Favores.

Fonte Band

Veja o Trailer do Cadeia de Favores 2009



sexta-feira, novembro 27, 2009

Danilo Gentili ensina a copiar trabalho da internet; veja trecho de livro:




O comediante, publicitário e cartunista Danilo Gentili, do programa "CQC", da Band, contabiliza uma expulsão, 12 suspensões e 78 assinaturas no "livro negro" durante sua conturbada vida escolar.
Com o objetivo de compartilhar com o público essas experiências politicamente incorretas, Gentili acaba de produzir o livro "Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola" (Panda Books, 2009), com lançamento previsto para 8 de dezembro, que oferece 23 lições para que o leitor se transforme em um baderneiro de mão-cheia.
Os capítulos, cheios de ilustrações feitas pelo próprio comediante, ensinam a colar nas provas, chegar atrasado, criar uma doença convincente, colocar apelidos nos colegas, brigar, jogar a culpa no outro, espalhar fofoca e até a não ler livros.
Na lição nº 4, Gentili explica detalhadamente como copiar um trabalho da internet, e diz o que o aluno deve responder caso o professor desconfie de algo "familiar" no texto. Veja, abaixo, as dicas e as técnicas para ludibriar seu mestre e usar o ctrl C + ctrl V a seu favor.
PARA VER ALGUNS TRECHOS DO LIVRO, CLIQUE AQUI!
FONTE: Folha Online

'Beijo, me liga' vira nome de música e de série Teen

O famoso bordão "Beijo, me liga", usado pelo Marco Luque no CQC, virou nome de uma série Teen que vem sendo exibida pelo Canal MultiShow desde o final de Outubro.

'Beijo, me liga' conta história de seis amigos que nunca se desgrudam e que está sempre conectada. O celular, Orkut, Facebook, MSN, Twitter etc.são os principais meios de comunicação da galera jovem que vivem questões comuns do universo adolescente, como festas, pegação, amores, desamores, brigas e tudo mais que um adolescente tem o direito, ou não, de fazer.

A série vem recebendo boas críticas e alcançando repercussão entre o público jovem.

O tema de abertura da série é a música Beijo, Me Liga da Banda santista Aliados
que no início da carreira era chamada de Aliados 13, e teve como integrante por dois anos o guitarrista Thiago Castanho, membro do Charlie Brown Jr., para o qual voltou em Abril de 2005.

Confira o clipe recém lançado:




quinta-feira, novembro 26, 2009

Oscar Filho vai parar no hospital, após show:

Depois de um show com sala lotada na cidade de São José do Rio Preto, interior paulista, o repórter do CQC, Oscar Filho, foi parar no hospital com forte alergia, no último domingo (22).

Questionado no Twitter pelo colega Marco Luque, que divide a bancada da atração da Band com Rafinha Bastos e Marcelo Tas, sobre o que tinha acontecido, Oscar explicou:

"(...). Foi uma alergia que apareceu da nada. Valeu por perguntar!", agradeceu.

Sem perder o bom humor, o humorista ainda falou com um fã, que brincou sobre o motivo da alergia.

"Tinha muita mulher. Fiquei com alergia, porque tava longe delas", finalizou.


Fonte: Site Terra

quarta-feira, novembro 25, 2009

Monica Iozzi: 'Ficar no CQC é o meu foco agora!'


por Fábia Oliveira

Depois de eliminar 28 mil concorrentes e conquistar a vaga de oitava integrante do humorístico da Band CQC, Mônica Iozzi vive um momento de incerteza profissional. O contrato da repórter com o programa termina em dezembro e ela ainda não foi chamada para conversar sobre a renovação.

"Por enquanto, sei que fico até o fim do ano. Existe um aceno do programa para que eu permaneça, mas nada foi formalizado", diz.

Em janeiro, Mônica viaja para a Austrália. A intenção é aperfeiçoar o inglês e ainda fazer cursos de teatro e cinema. "O CQC entra em férias e a gente volta no comecinho de março. Isso se eu voltar, né?", observa a moça, que entrou no programa em outubro.

Mônica sabe de suas deficiências em relação aos outros sete integrantes da turma, que estão familiarizados com a função de repórter de TV. "Sei que ainda não estou no nível dos meninos, mas me esforço para chegar lá. Ficar no programa é meu foco agora", avisa.

A oitava CQC é atriz, formada pela Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp. Apesar disso, ela jura que não entrou no programa imaginando projeção nacional. "Nunca pensei em tirar proveito do que o CQC podia me dar ou para ficar na mídia", vocifera.

A oitava CQC já passou por algumas intempéries durante as reportagens. Durante uma festa de uma famosa revista, Mônica saiu da produtora com uma lista de celebridades para entrevistar. Quando chegou lá, viu que boa parte das pessoas que estavam programadas simplesmente não apareceram. E, quem deu as caras, não quis falar com ela. "Fiquei mal e liguei pro Rafael Cortez, que se tornou um grande amigo. Eu estava chorosa e ele me disse que isso é recorrente, faz parte", lembra.

E deve ser mesmo. Afinal de contas, antes dessa fatídica festa, Mônica teve um entrevero com Flora Gil, mulher do cantor e político Gilberto Gil. "Ela não queria que o Gil falasse com a gente", conta. Só que, dessa vez, deu tudo certo no final das contas e ela saiu do show com a entrevista na mão. Mônica diz que fazer parte do CQC não é simples. "Às vezes, tenho 30 segundos para driblar um segurança e fazer uma pergunta genial para alguém. Isso é muito difícil e eu estou aprendendo ainda", admite.

Outra dificuldade enfrentada por Mônica foi aprender a lidar com as câmaras. Mesmo tendo feito seis curtas e um curso de interpretação para TV e cinema, ela ficou ressabiada. "A sorte é que o CQC é bem o que todo mundo vê. É na cara e na coragem", diz.

Mas nem tudo é pedreira na vida da repórter. Dia desses, ela ganhou três beijinhos - no rosto - do compositor Chico Buarque. Por conta do feito, Mônica viu seu twitter ser bombardeado por recados do público feminino. "Eu disse que estava representando todas as mulheres do Brasil e pedi um beijo. Ele deu dois. Eu pedi mais um e ele deu", rememora.

O fato de estar cara a cara com um ídolo da música popular brasileira deixou Mônica paralisada. Um produtor foi quem a trouxe de volta à realidade. "Chico parou e ficou me olhando. Eu pensava: 'Chico Buarque está olhando pra mim'. Aí, o produtor disse: 'vai lá' Eu tinha esquecido por alguns segundos que eu estava ali", diverte-se.

Entrevistar a atriz Fernanda Montenegro é uma meta a ser cumprida por Mônica. "Acho que todas as profissões têm seus gênios. Na minha, ela é esse exemplo de atriz, mulher e mãe", elogia.

Quase o Superman

A vida de Mônica mudou pouco com a fama. Por aparecer na tevê sempre de terno, ela quase não é reconhecida nas ruas. E, quando alguém lembra que ela faz parte do CQC, esquece seu nome. "Escutei duas senhoras falando num shopping: 'Aquela não é a coisa Iozzi'", ri.

Quando está sem o figurino do programa, a repórter anda de ônibus, vai à padaria e à farmácia sem causar tumulto. Mas quando coloca o figurino do programa... "Estou vivendo um momento Superman da minha vida. Quando estou de vestidinho, sou o Clark Kent. Com o terninho, viro o Superman", brinca.

A beleza da moça fica mais evidente quando está sem o figurino do programa. Mesmo assim, ela afirma não acreditar que sua beleza tenha ajudado a derrotar os 28 mil inscritos no concurso para a escolha do oitavo integrante da produção. "Eu gosto de mim, mas bonita mesmo é a Letícia Sabatella", garante Mônica, que tem 1,74 m e pesa 61 kg.

Instantâneas

# Mônica nasceu em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Sempre que pode, ela vai visitar a família em sua cidade natal. A última vez que ela viu os parentes foi no último dia 2 de novembro, data em que a moça completou 28 anos. "Fizemos uma festinha lá em casa", conta.

# A mãe de Mônica ligou muito preocupada para a filha assim que uma de suas reportagens foi ao ar. Numa entrevista com Daniela Mercury, a repórter deu uma cantada na cantora. "Tive de explicar que foi uma brincadeira", relembra.

# Apesar de trabalharem juntos, Mônica tem pouco contato com os outros membros do CQC. "As pessoas acham que moramos em uma república e vivemos juntos o tempo todo, mas não é assim", pondera. Na realidade, cada repórter recebe a sua pauta e vai sozinho fazer sua matéria.

# Antes de entrar no programa, Mônica trabalhou como balconista de uma livraria. "Eu atendia no setor de artes plásticas e, por isso, aprendi a reconhecer as grandes obras", analisa.

Fonte Terra

E nós esperamos que seu contrato seja renovado o quanto antes Monica!

segunda-feira, novembro 23, 2009

CQC #80 - Roteiro



Band, 22h15 - Para ir ao estúdio: plateiacqc@band.com.br - Contato: cqc@band.com.br

Entre outras:

BOTAFOGO x SP // FLAMENGO x GOIAS

PREMIO QUALIDADE NA TV

PROTESTE JA: FALTA D'AGUA

LULA, O FILHO DO BRASIL

BRASÍLIA: CRISTINA KIRCHNER

TOP 5

CAMPANHA AIDS

CQ TESTE: GEISY DA UNIBAN

FILA DE TEATRO

PALAVRAS CRUZADAS: ANTERO x AMIGÃO

Críticas, comentários e sugestões são bem-vindas!

Fonte Blog do TAS

sexta-feira, novembro 20, 2009

CQC terá Geisy da Uniban no CQTeste desta semana


Créditos da Imagem @fc_CQC_CE


Veja os destaques do CQC desta semana:

Rafa no Botafogo x São Paulo e Felipe no Flamengo x Goiás
Na reta final do Brasileirão o CQC faz jornada dupla e vai cobrir os dois jogos mais importantes do final de semana.

Felipe no Prêmio Qualidade
Felipe foi ao Rio pra receber mais um prêmio para o CQC. Numa festa cheia de globais o CQC foi o único premiado que não pertencia a "poderosa".

Rafa no Festival de Brasília
Rafa foi na abertura do festival acompanhar a estréia oficial do filme do Lula, um evento pomposo cheio de políticos que teve a presença de Dona Marisa que deu uma palavrinha exclusiva para o CQC.

Rafa com Cristina Kirchner
A presidenta da Argentina volta ao Brasil pra tentar melhorar as relações comerciais entre os dois países. Mas quem ela encontra em Brasília é um Rafael Cortes cheio de amor pra dar.

CQTeste "Geisy da Uniban"
O CQTeste dessa semana traz uma anônima que virou celebridade instantânea. Geisy da Uniban topou encarar Rafa Cortez pra provar que não chama atenção somente por suas pernas.

Fonte E-Band

CQC vai ao ar até 28 de dezembro; programa entra em férias e só volta em março:


O "CQC", da Band, vai entrar de férias. O último programa do humorístico vai ao ar no dia 28 de dezembro e, depois, só volta em março de 2010. O repórter Oscar Filho, ou "pequeno pônei", como é chamado por Marcelo Tas, já tem planos para janeiro e fevereiro. "Vou pegar todo o dinheiro que ganhei neste ano e comprar uma Brasília, sonhar que eu estou andando de bermuda nas Bermudas e ficar de férias do 'CQC'", brinca. No lugar da produção a Band ainda não confirma qual programa vai entrar no horário. Exceto na primeira semana de janeiro quando a emissora exibe a minissérie "Tsunami", produzida pela HBO.


quinta-feira, novembro 19, 2009

CQC de 2ª e 5ª feira em Dezembro



A Band exibirá duas edições do “CQC” numa mesma semana de dezembro. Uma será no formato clássico, exibida na segunda (7), e a outra só com matérias sobre a Copa, na quinta (10).

Felipe Andreoli e Rafael Cortez irão embarcar na próxima 5ª feira para a África do Sul para preparar o Especial da Copa. Os dois  irão acompanhar como estão as obras nas cidades que sediarão partidas da Copa do Mundo. Ao total serão visitadas pelos meninos do CQC cerca de nove cidades do país.

"Eu vou levar o Rafael comigo para dar lições de futebol a ele. Dizer que são 11 de cada lado, que o de preto é o juiz. Porque, o Rafael, se você jogar a bola, ele pega com a mão", brinca Felipe Andreoli, sobre o colega de viagem, Rafael Cortez.

Fonte Outro Canal

quarta-feira, novembro 18, 2009

CQC grava especial na África do Sul:

Os repórteres Felipe Andreoli e Rafael Cortez, integrantes do “CQC“, viajarão para Johannesburgo e Cidade do Cabo, a serviço da Band. Além dessas, devem passar ainda por outras nove cidades.

Segundo a coluna Outro Canal, assinada por Sílvia Corrêa, o CQC irá à África do Sul na próxima semana para mostrar o andamento das obras na sede da Copa de 2010.

As gravações irão ao ar no dia 10 de dezembro, em um programa especial, somente com reportagens feitas na África.
Fonte: Tv Aqui

Danilo Gentili continua no CQC


 Temos recebido várias perguntas no Twitter sobre a permanência do Danilo Gentili do CQC. Na semana passada não se falava em outra coisa: "Danilo Gentili conversa com a Record", "Danilo Gentili estuda proposta para trocar de emissora". Por conta das especulações, o próprio Danilo Gentili deu algumas twittadas brincando com as especulações:

2010 SERÁ DIFERENTE! ASSINEI CONTRATO C/ OUTRA EMISSORA! Sou o novo narrador da ESPN. Obrigado todos vcs q acreditaram no meu talento

Pessoal! Brincadeira o negocio da ESPN. Eu assinei sim c/ outra emissora. E com a FOX. Serei o novo Homer Simpson em 2010. Me desejem sorte!

OFICIAL: CONTINUAREI NA BAND MAS SAIREI DO CQC. Ganhei papel de destaque em Emanuelle. Obrigado a todos q acreditaram no meu talento.

REAL MOTIVO PQ NÃO ASSINEI C/ RECORD: Eu queria participar da Fazenda mas eles disseram q meu lugar era no Zoológico.

Então, para quem ainda tinha dúvidas, o capeta em forma de Guri continuará no CQC em 2010.

segunda-feira, novembro 16, 2009

CQC #79 - Roteiro


 ilustra  www.arionauro.com.br 
 

Entre outras:

PROCURANDO MADONNA
SHIMON PEREZ
TROFÉU RAÇA NEGRA
PROTESTE JÁ: INUNDAÇÃO
FESTIVAL DE CINE DE MANAUS
TOP FIVE
A NOITE DO APAGÃO
FESTA DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA
CQ TESTE: PAULO BARBOSA
EDMILSON E OUTROS BOLEIROS CONSCIENTES
PALAVRAS CRUZADAS: GRETCHEN x MULHER MELÃO

Críticas, comentários e sugestões são bem-vindas!

Fonte Blog do TAS

sábado, novembro 14, 2009

Uma análise técnica da fatídica detenção do repórter Danilo Gentili

Recebemos via email uma análise da Equipe Gamil Föppel Advogados Associados sobre a prisão do Danilo Gentili em Assis SP. Ontem a Viviane Pereira postou um texto sobre o acontecido aqui no Blog mas o texto abaixo contém uma análise técnica completa sobre o ocorrido.

Segue o texto na íntegra:


Uma análise técnica da fatídica detenção do repórter Danilo Gentili

Por
Gamil Föppel
Renata Ferrari


Conhecidos por uma atuação, no mínimo, inusitada, os repórteres do programa CQC, que vai ao ar pela emissora Bandeirantes, às segundas-feiras, habitualmente insurgem-se em situações também inusitadas, norteadas por um humor e por uma ironia refinados.

Munido das características inerentes à atuação dos repórteres do referido programa, Danilo Gentilli visitou, no último dia 31 de outubro, a cidade de Assis, em São Paulo, para gravar um programa que iria ao ar em 09 de novembro, a respeito de uma nova política implantada naquela cidade, conhecida como “Política da Tolerância Zero”.

A polícia militar de Assis teria sido instruída a fazer cumprir a lei punindo os indivíduos enquadrados na situação prevista no artigo 59 da lei de Contravenções penais, que possui a seguinte redação:

Art. 59. Entregar-se alguém habitualmente à ociosidade, sendo válido para o trabalho, sem ter renda que lhe assegure meios bastantes de subsistência, ou prover à própria subsistência mediante ocupação ilícita: Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses

Alguns esclarecimentos de ordem técnica acerca da mencionada contravenção penal devem ser feitos. Inicialmente: não se trata de um crime. O direito penal brasileiro prevê duas categorias distintas para classificar os ilícitos penais, que variam de acordo com a gravidade do fato tipificado. A conduta que levou Danilo Gentili à delegacia, portanto, é tratada no Direito pátrio como uma contravenção penal.

Mas a peculiaridade desta previsão legal não se esgota em sua classificação. Ressalte-se, oportunamente, ter sido, a Lei de Contravenções Penais, publicada em 1941, quando estava em vigor a famosa constituição de 1937, outorgada pelo então presidente Getúlio Vargas, inaugurando a chamada Ditadura do Estado Novo. Referido texto constitucional implantou uma realidade autoritária, surgida flagrantemente para beneficiar determinada parcela da população.

Um breve e necessário esclarecimento: a legislação de cada época da história de um país varia de acordo com a realidade que vigora naquele momento. A constituição, por sua vez, é a lei máxima de uma nação, devendo, todo o resto da legislação editada, voltar-se para o texto constitucional, do qual precisa extrair o seu fundamento de validade. A conclusão é lógica e bem simples: as leis editadas sob a égide da Constituição de 1937 deviam seguir o sistema implantado pelo texto constitucional, eminentemente autoritário. Não foi diferente o que aconteceu com a Lei das Contravenções Penais, em 1941.

Pois bem. Os anos passam, as constituições surgem – ao todo, já tivemos nove – , novos sistemas e realidades se instauram e algumas leis permanecem formalmente em vigor. E aí é que mora o problema. Hoje, quando o legislativo que nós elegemos edita uma nova lei, ela esbarra num procedimento previsto no texto da Constituição (a nossa atual, de 1988), no qual é prevista inclusive uma comissão somente para analisar a constitucionalidade da proposta, para que não seja publicada uma lei que viole o texto constitucional. Ressalte-se que não apenas esta comissão, mas todo o poder legislativo, na edição de uma lei, deve observar com cuidado se estão presentes ali os fundamentos previstos na Constituição. E as razões são simples.

Mesmo com um procedimento cuidadoso, muitas vezes é editado um diploma legal em desacordo com a constituição em vigor. Uma lei que surja em descompasso com o texto constitucional é desconsiderada, não devendo ser aplicada por qualquer juiz ou tribunal. Mesmo que ainda não tenha havido o procedimento formal de reconhecimento da inconstitucionalidade de uma lei (uma ação específica, chamada “Ação de Direta de Inconstitucionalidade”, processada no Supremo Tribunal Federal), aos juízes é autorizado, e deles se espera, a não aplicação desta lei.

A Lei das Contravenções Penais, que data de 1941, todavia, não pode ser chamada de inconstitucional. Isto porque, no momento em que surgiu, ela se coadunava com a realidade implementada pela constituição de 1937. Ocorre, no entanto, que no sistema jurídico proposto pela constituição de 1988, o crime de vadiagem já não possui mais espaço, não se coaduna com a nossa realidade constitucional atual. É um expediente conhecido no direito como “não recepção”. A lei, que era constitucional quando foi editada, não foi recepcionada por esta nova realidade, mormente a inaugurada pela nossa constituição de 1988, democrática a ponto de ser chamada de “Constituição Cidadã”.

Estamos, então, diante da seguinte situação: temos uma lei, em pleno vigor, já que nenhum procedimento formal retirou a eficácia do diploma legal, mas que, em razão de não ter sido recepcionada pelo texto da constituição, não merece aplicabilidade.

Mas agora vem a pergunta: e por quê a contravenção de vadiagem não se coaduna, não respeita, não está de acordo com o texto da Constituição de 1988? São tantas as razões...

A constituição de 1988 tem como um dos grandes pilares o princípio da isonomia, também conhecido como princípio da igualdade, que proíbe tratamentos diversos entre os indivíduos. Aquela máxima já conhecida de que todos são iguais perante a lei. Pois bem. Voltemos ao texto da contravenção de vadiagem.

Art. 59. Entregar-se alguém habitualmente à ociosidade, sendo válido para o trabalho, sem ter renda que lhe assegure meios bastantes de subsistência, ou prover à própria subsistência mediante ocupação ilícita: Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses

Através de um exemplo bastante simples pode-se inferir a violação ao princípio da isonomia: se um sujeito rico entrega-se à ociosidade sendo válido para o trabalho, ele não é punido, já que não se enquadra no resto do dispositivo, que exige que o contraventor não possua renda que lhe assegure meios bastantes de subsistências. Ao revés, um cidadão efetivamente pobre, que se encontre na mesma exata situação narrada para o sujeito rico, será enquadrado na hipótese, já que ele não possui renda que lhe assegure meios bastantes de subsistência. Quanto ao princípio da igualdade, já não é preciso falar mais nada. Trata-se de uma discriminação odiosa, que permite o ócio à parcela mais abalizada da população.

Além disso, saindo um pouco da análise constitucional e voltando os olhos para o direito penal, considerar crime o fato de uma pessoa “entregar-se habitualmente à ociosidade” fere os postulados mais básicos do direito criminal. Pois bem. Inicialmente, cumpre esclarecer que o direito penal, de acordo com o Estado Democrático em que vivemos, deve ser utilizado como ultima ratio. Tal utilização implica o reconhecimento de que, somente se recorre ao extremo de criminalizar (ou tornar contravenção) uma conduta, quando ela realmente justificar a incidência do direito penal.

Isto porque, por meio da aplicação deste ramo do direito, restringe-se o que há de mais valioso na vida do indivíduo: a sua liberdade. É por isso que, antes de recorrer ao direito penal, deve-se buscar, nos outros ramos do direito, uma forma de contornar e solucionar aqueles problemas. Não me parece ser necessária uma insurgência penal para o fato de o sujeito entregar-se ao ócio – talvez o Direito Administrativo, regulando uma atuação positiva do Estado, com uma política de geração de emprego – pegando carona no Direito do Trabalho, talvez. Mas criminalizar o ócio não pode ser o caminho mais acertado.

Junte-se a isso mais uma característica do direito penal: pune-se a conduta e não o sujeito. Isto é: o direito penal é do fato, não do autor. Ora, mas a contravenção trata da conduta de “entregar-se ao ócio”. Sim, de fato. Mas o texto legal não se esgota por aí, e restringe a aplicação da contravenção para aqueles que não possuem renda suficiente para subsistência: neste instante, passa-se a punir o sujeito pelo que ele é, e não pelo fato que cometeu.

Por todas estas razões, a contravenção penal de vadiagem não pode ser aplicada. Com isso, não mereciam ser encaminhados a delegacia todos os indivíduos de Assis que se enquadraram nos requisitos do artigo, bem como o repórter, Danilo Gentilli, que foi detido de acordo com uma lei que, em verdade, não deveria ser aplicada.

A despeito disso, a as autoridades públicas da cidade de Assis, em São Paulo, resolveram, não apenas determinar a aplicação da lei, mas instituiu um regime de “Tolerância Zero”. Ao contrário do que se possa imaginar, a escolha do termo que designou o regime de exceção implementado na cidade também possui referências jurídicas.

A política de “Tolerância Zero” surgiu nos Estados Unidos, em meados da década de noventa, sendo conseqüência de um estudo que culminou a criação da chamada broken windows theory (teoria das janelas quebradas). Essa teoria utiliza-se de uma metáfora bastante simples na busca de um meio de diminuir a criminalidade. Os fundadores da referida teoria sustentavam o seguinte: se uma janela de um edifício ou de um escritório fosse quebrada e não fosse imediatamente consertada, aos olhos daqueles que passassem nas redondezas do estabelecimento, este seria descuidado, que não havia autoridade para a manutenção da ordem naquele local. Em pouco tempo, os transeuntes também se insurgiriam contra as outras janelas – já que não notaram cuidado ou mesmo um meio que os inibisse de tal prática. Com o passar do tempo, com uma grande quantidade de janelas quebradas, iniciando a decadência daquele prédio, daquela rua, daquele bairro...

De fato, houve sucesso na implantação da política de tolerância zero na cidade de Nova Iorque. Isto porque, tratou-se de uma medida muito mais ampla, que se ocupava também de outras formas de proteção à criminalização, que, por óbvio, não se esgotava na punição de qualquer quebrador de janelas. Ao lado disso, as autoridades previam uma série de medidas outras, que contribuíram para a diminuição da criminalidade.

Obviamente, as autoridades públicas de Assis não importou a integralidade da política novaiorquina. Pegou emprestada apenas a idéia mais evidente da referida política e resolveu iniciar um sistema desenfreado de fiscalização e punição. É uma política de tolerância zero à brasileira, que busca responsabilizar supostos criminosos sem voltar-se para os problemas da origem da criminalidade. Tapar o sol com a peneira: aquela velha mania do brasileiro de contentar-se com medidas paleativas.

Voltemos à Assis.

A peculiaridade da situação ocorrida com Gentilli não se esgota aí. Para quem teve oportunidade de assistir à reportagem (e quem não teve, o faça), percebeu que ele foi constrangido a obedecer ordens dos policiais – que variavam entre determinações impossíveis (colocar as mãos na cabeça quando estavam imobilizadas), e excessos na atuação dos policiais, que, em tese, teriam abusado do poder que o Estado lhes deu. Além disso, sem que demonstrasse qualquer resistência a ser encaminhado para delegacia, o nosso repórter foi algemado. Mas vamos por partes.

Respondendo de formas simples às indagações dos policiais, o repórter é logo surpreendido com um, nada carinhoso “você está de gracinha” conjugado com um empurrão que começou a assustá-lo. A abordagem dos policiais machucou a mão do repórter, que insistia apenas estar trabalhando. Em seguida, o repórter solicita que os policiais não se excedam, aduzindo que machucá-lo não fazia parte do exercício da atividade policial. Neste instante, os policiais dão ordem de prisão a Gentilli, pelos delitos de desobediência e desacato.

Ilegal a ordem de prisão por desobediência. Primeiro que não houve, no caso, a prática de desobediência (que consiste no descumprimento de uma ordem legal de uma autoridade pública – embora houvesse autoridade pública, não houve qualquer descumprimento, porque não houve qualquer ordem e, ainda, em razão de toda a atuação dos policiais ter sido excessiva e ilegal).

Por desacato, porém, de fato poderiam ter realizado a prisão em flagrante do repórter, mesmo que razoavelmente não se verifique qualquer conduta do repórter que desacate a autoridade do policial. Ora, e como poderiam prendê-lo? Simples. O delito de desacato tem a sua redação simples e direta. É crime desacatar alguém. Quem está sendo desacatado irá fazer o juízo de valor e determinar o que pode configurar tal delito. É um expediente perigoso – mas não tão incomum – presente no direito penal, em que utilizam-se expressões vagas e imprecisas, violando os princípios da legalidade e taxatividade penal – que existem exatamente para não deixar dúvidas quando da verificação de um delito, exigindo clareza, objetividade e, sobretudo, suficiência na previsão legal.

Agora, às algemas.

Sempre foi um tema bastante debatido, embora a importância justifique o debate, a simplicidade que deveria caracterizar o instituto deveria dispensá-lo. Qualquer criança que for indagada acerca da função de imobilizar as duas mãos de uma pessoa, juntas e para trás, responderá que se trata de um expediente a fim de limitar a liberdade de locomoção do indivíduo. Pois bem. Da infantil resposta decorre a necessidade da utilização das algemas, que precisou que fosse editada um dispositivo da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal, o de nº 11, que afirma somente ser permitida a utilização das algemas quando estritamente necessárias e mediante justificativa escrita.

Os policiais condutores, ao depararem-se com indivíduos que apresentem resistências em serem conduzidos à delegacia, podem – e devem – algemá-los e, ao chegar na delegacia, devem fundamentar por escrito a utilização de tal instrumento.

O nosso repórter não mostrou resistência à condução à delegacia, tampouco obstou o desempenho das atividades policiais e, mesmo assim, foi algemado quando da sua condução – a despeito de desnecessárias as algemas, não só segundo a conclusão infantil, mas conforme manifestação do Supremo Tribunal Federal.
Ao chegar na delegacia, identificou-se como repórter do programa CQC e conversou com o delegado, que prestou esclarecimentos sobre a importância da política de tolerância zero implantada pela na cidade de Assis.

Foi, enfim, liberado.

Esclarecimento necessário: não foi lavrado auto de prisão em flagrante, tampouco registrada qualquer ocorrência em desfavor do repórter.

Esclarecimento necessário, parte 2: não se está criticando a atuação ou atribuindo qualquer prática delitiva aos policiais envolvidos no incidente, cuja identidade é desconhecida.

Esclarecimento necessário, parte 3 – e a mais importante: o lamentável de tudo isso é imaginar que só tivemos acesso aos atos que agora comentamos em razão de o repórter ter se submetido à fantasiosa situação acima descrita – no exercício das suas funções jornalísticas. O problema, mesmo, está naquelas pessoas, para as quais aquela situação vivida por Gentili não tem nada de fantasiosa, para as quais a pobreza é cruelmente real, e que podem ter sido submetidas a constrangimentos ainda piores – sem que ninguém tenha voltado os olhos para elas.

“Vai trabalhar, vagabundo
Vai trabalhar, criatura
Deus permite a todo mundo
Uma loucura
Passa o domingo em familia
Segunda-feira beleza
Embarca com alegria
Na correnteza”
Chico Buarque – Vai trabalhar, vagabundo.


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