sábado, julho 31, 2010

Agressão a Danilo Gentili em SBC: Corregedoria investigará 4 GCM's


Investigação preliminar feita pela Corregedoria-Geral da Guarda Civil Municipal de São Bernardo concluiu que quatro integrantes da corporação cometeram infrações disciplinares no caso que envolveu o repórter do programa CQC (Custe o que Custar) Danilo Gentili.

De acordo com o secretário de Segurança Urbana, Benedito Mariano, foi constatado que houve negligência e uso excessivo da força. Na próxima semana, a Corregedoria dará sequência ao inquérito e terá mais 60 dias para definir se os guardas serão punidos ou não pelo comportamento abusivo.

O secretário afirmou que os guardas podem ser até demitidos. "Existem quatro possibilidades segundo o código de conduta da coorporação: repressão ou advertência orais ou escritas, suspensão ou até a demissão. Mas os guardas terão direito a ampla defesa", explicou.

O programa CQC levou ao ar no dia 28 de junho a reportagem realizada por Gentili no Cenforpe (Centro de Formação de Professores de São Bernardo do Campo) e gravada uma semana antes da exibição.

O vídeo revela truculência do grupo de guardas-civis na tentativa de impedir a produção da matéria. Em uma das imagens, é possível ver Gentili sendo agarrado pelo pescoço por um dos guardas.

Oito integrantes da corporação foram investigados preliminarmente.

Segundo Mariano, a emissora não entregou a fita das gravações na íntegra. "Pedimos as fitas e o exame de corpo de delito de Gentilli. Esses materiais poderiam ajudar no inquérito. Vamos reforçar todos os pedidos."


Fonte Diário do Grande ABC

Conheça o Fritada: a inquisição dos humoristas sobre as celebridades

Fritada: a inquisição dos humoristas sobre as celebridades

"Roasts" (Torrado em português), é um estilo de comédia que surgiu nos Estados Unidos em 1920.

'Neste formato uma celebridade é o centro das atenções e os humoristas não poupam piadas sobre fatos e boatos da vida dessa pessoa. É um tipo de Santa Inquisição onde os humoristas fazem o papel da igreja católica e as celebridades o papel dos hereges que vão para a fogueira.

sexta-feira, julho 30, 2010

Lei Eleitoral 'engessa' CQC na cobertura das Eleições 2010




Marcelo Tas diz estar assombrado com a resolução 23.191/09 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão, publicada em dezembro do ano passado, mas com efeitos nestas eleições, colocou limites para a cobertura jornalística, proibindo trucagem, montagem e recursos que possam ridicularizar candidatos, partidos políticos ou coligações.

Na prática, isso atinge em especial os programas humorísticos, que satirizam os políticos. O CQC, por exemplo, cria várias situações que os deixam expostos. E, com frequência, reforçam tais situações com trucagens em que o entrevistado, por exemplo, ganha nariz de Pinóquio ou leva uma bordoada na cara.

Ainda durante a ditadura militar, Marcelo Tas já fazia coisas semelhantes, encarnando o repórter fictício Ernesto Varella. Varella, por exemplo, chegou na frente de Paulo Maluf quando ele era candidato à Presidência no Colégio Eleitoral enfrentando Tancredo Neves e perguntou, na lata: “O senhor é ladrão”?

Marcelo TAS disse que a regra do TSE já impôs limitações ao CQCOs cartunistas do programa, encarregados de fazer as montagens na figura dos entrevistados, acabaram afastados de todo o material produzido para as eleições de outubro. Mas a previsão é que a ausência de recursos gráficos seja substituída por uma cobertura ainda mais ousada, mas com o pé na Lei eleitoral, destaca o próprio apresentador.

Para Marcelo Tas, criar regras que inibem tais programas trazem prejuízo, principalmente, para o próprio eleitor. O apresentador é categórico nas ponderações sobre a Lei eleitoral. Para ele, a legislação tem aspectos positivos, mas também peca e traz a ameaça da cobertura eleitoral amordaçada. Ele, porém, avisa: a regra não vai intimidá-lo nem limitar o CQC: “Não estou amarrado. E não devemos nos intimidar com a resolução”.

Além de avaliar a resolução do TSE, Marcelo Tas faz uma crítica aos rumos da campanha eleitoral. Para ele, a ausência de debate é o mal que assola a eleição, que passou a ser protegida pelos instrumentos legais e compara o período de ditadura com a atual democracia, ainda em processo de amadurecimento, como ele mesmo afirma.



Multa

Pela resolução, a emissora de televisão que descumprir a resolução estará sujeita ao pagamento de multa no valor de R$ 21.282,00 a R$ 106.410,00 duplicada em caso de reincidência. Os casos deverão ser julgados nos Tribunais Regionais Eleitorais e poderão ser encaminhados ao tribunal Superior Eleitoral (TSE) para serem submetidos ao julgamento da corte.

Outros programas de peso, e que adotam a mesma linha, também sofreram baixas em função das regras previstas pela Lei Eleitoral. O Casseta e Planeta Urgente, de Rede Globo, também deixou de lado as piadas ácidas envolvendo presidenciáveis. Embora não utilize efeitos gráficos e recursos para reforçar a sátira, o programa preferiu economizar na dose de humor contra políticos para não correr o risco de amargar um multa aplicada pela Justiça eleitoral.

Confira a entrevista de Marcelo TAS ao Congresso em Foco

Congresso em Foco - Como você avalia a determinação do TSE de impor limites à cobertura humorística nas eleições?
Marcelo Tas - Para mim, falando de uma maneira muito direta, isso é uma limitação da liberdade de expressão. Porque numa eleição, o cartunista, por exemplo, é uma figura importante. Não só para fazer humor, mas para provocar debate. Aquele debate na rua, na padaria, no boteco. O humor é um gatilho que dispara a inteligência das pessoas. É uma lente que faz você enxergar a realidade, distorcida, é claro. Mas isso não deixa de ser realidade. É uma maneira de você provocar o assunto eleição. Então, eu lamento profundamente. Acho uma agressão à inteligência do eleitor. E até uma agressão aos jornalistas. Dizer para nós jornalistas não podemos fazer perguntas bem humoradas aos candidatos é um tratamento dado para uma criança. É como se a gente não soubesse fazer o nosso trabalho e precisasse de alguém para regulamentar a natureza das perguntas.

E como ficará a rotina de trabalho do CQC e outros programas que misturam humor e política? Haverá mais cautela nas eleições? O que muda em efeitos práticos?
Nós estamos muito atentos, com todo o suporte do setor jurídico da Band, para cumprir rigorosamente o que está na Lei. Ou seja, espaço equânime aos candidatos. Não abrir mão do direito de resposta. Mas, infelizmente, os nossos cartunistas não estão mais trabalhando. No CQC, nós temos uma equipe de cartunistas que fazem aqueles desenhos sobre a figura dos entrevistados. E os nossos cartunistas não estão trabalhando no nosso material de campanha eleitoral. Só nas outras reportagens. Eu acho isso lamentável. Porque a expressão do profissional fica tolhida. Nós somos o país do Angeli, do Chico Caruso, que são figuras atuantes nas eleições. Quantas vezes a gente não viu uma caricatura do Lula, dos generais na época da ditadura. Quantas vezes, eu mesmo, moleque, fui impactado pela caricatura de um general, isso durante a ditadura, veja você. Nesse período, os cartunistas podiam comentar, através da sua arte, a política. E agora, em plena democracia, eles não podem. Eu fico assombrado com essa falta de liberdade. Fico envergonhado como cidadão.

A ideia de impor limites à cobertura nas eleições foi pautado pelo Congresso Nacional, ano passado, durante a discussão da mini-reforma eleitoral. Candidatos que agora disputam a reeleição defenderam, publicamente, os limites na cobertura eleitoral. O que você acha disso?
Eu acredito que esses parlamentares e candidatos, que tentam limitar o acesso da população à informação, agem com um DNA muito antigo, que é o DNA do coronel-controlador. Esse comportamento ainda está muito vivo no Brasil. É o coronel que é dono da rádio, dono da televisão, dono do jornal. É um cara que não admite a liberdade de informação que a gente vive hoje, sobretudo com a internet. Esse tipo de coronel está sendo varrido do mapa pela história. Mas é claro que como ele ainda controla muitos veículos nos seus currais eleitorais. Ele quer agora decretar o fim da liberdade na internet. Pois ele acha que a internet é como o curral antigo e analógico que ele tem lá na cidade dele. Mas não é! Agora, eu confio no bom senso da Justiça brasileira.

A conversa já está encerrada e não cabe contestação, na sua avaliação?
Então ... Nós no CQC não contestamos a lei. A gente obedece a Lei. E não estamos procurando fazer uma cobertura que fira essa lei. Mesmo protestando agora como eu estou fazendo com você. Mas a gente acredita que há forma, não de burlar a lei, mas de cobrir as eleições apostando na inteligência dos candidatos, dos partidos e evidentemente dos eleitores. Porque a gente acredita que o eleitor tem interesse, sim, na política. Ele não tem interesse é naquela política formal, amordaçada e controlada. O brasileiro tem interesse, sim, nos rumos da vida dele e da sociedade. É por isso que esse tipo de limitação, na minha visão, só prejudica mais a participação da sociedade. Esse tipo de regulamentação da legisalação eleitoral, na minha visão, afasta ainda mais aquele cara que já estava cansado daquela mesma conversa. O debate eleitoral pode ser equilibrado sem deixar de ser respeitoso. Isso é exatamente o que eu acredito que a gente faça no CQC, mesmo criticando os candidatos e partidos. A gente os trata com respeito. E a gente é, sobretudo, um veículo para que eles se comuniquem com uma fatia importante do eleitorado.

Essa regra pode gerar ações contra o CQC na Justiça? Isso pode levar vocês a meterem o pé no freio?
Bom ... eu vou te dizer uma coisa. Se eu não amarelei quando tava o [general João] Figueiredo lá de presidente, eu não posso amarelar agora quando ta lá um presidente, que pra mim, representa uma pessoa que era contra os generais. Eu não quero acreditar que agora, quando o Brasil passa por uma democracia, relativamente madura, a gente vai poder ter esse tipo de medo. Ou de repressão. E eu, veja bem, estou aqui reconhecendo a importância de regular os excessos. Da picaretagem, da malícia, da criação de fatos manipulados e mentirosos. Eu acho que isso tudo tem que ser punido. Como, aliás, já aconteceu em outras eleições. Os tais dossiês, os tais vídeos apócrifos. Agora, a liberdade de crítica e debate, ela não pode ser limitada.

As eleições mal começaram e a gente sente os primeiros sinais da ausência de debate. Apenas o roteiro da acusação e denúncia. A ausência do humor não torna ainda mais caótico o pleito desse ano?
Eu acho que nós, jornalistas, não podemos fazer como os jogadores da Seleção, que botaram a culpa na Jabulani, entendeu? Não podemos botar a culpa no eleitor, na lei eleitoral. Nós temos o papel de aquecer esse debate, de questionar os candidatos. Eu acredito que o eleitor está cansado do papo furado. O eleitor não quer perder tempo com o horário eleitoral, que tem os marqueteiros falando que o mundo é todo azul, que os candidatos são lindos. Que ninguém faz plástica. Que ninguém usa peruca. Que ninguém tem disfunção erétil. Ou seja, é aquele mundo perfeito. O eleitor quer justamente o debate. Eleição, pra mim, é debate de idéias. Debate de planos, de tudo. Tem que ser um debate livre.

Mas, pelo caminhar das eleições, já percebemos que o debate está totalmente ofuscado pelas estratégias de enfrentamento e guerra verbal entre tucanos e petistas. Você tem a mesma impressão?
Eu não estou aqui defendendo candidato nenhum, mas o candidato Índio [da Costa, vice de José Serra], por exemplo, vai lá e acusa o PT de ligações com a FARC. A reação do PT é abrir um processo no tribunal da Corte Suprema. Isso que eu acho a loucura brasileira. Essa, na verdade, seria a hora do PT rebater respondendo. Debatendo a posição dele diante das FARC. E não resolver uma questão ideológica com processo. O Brasil é o único país onde isso acontece. É um tremendo retrocesso a gente achar que a democracia brasileira vai crescer porque agora a gente pode ficar processando uns aos outros. É o contrário. Isso não acontece na França, nos Estados Unidos ou na Inglaterra: um partido ser acusado e ele apresentar um processo porque alguém deu aquela declaração. Esse, na verdade, deveria ser o momento do debate. Dos esclarecimentos públicos. E não de abrir um processo para que o juiz decida se aquilo foi ou não agressão.

Pela forma como o TSE se posicionou sobre a Lei eleitoral, podemos dizer então que essa eleição será marcada pela a ausência de humor. O limite imposto intimidará as coberturas?
Eu sou um rapaz relativamente velhinho já. Cobri as diretas já. E acredito que não seja a hora, depois de tantos anos, de temermos a democracia. Ou de uma emissora ter medo da multa. Se não, é aquele jogador que não entra em campo porque tem medo do cartão amarelo ou vermelho. Uma emissora ou rádio, que tem a consciência que ela faz uma cobertura equilibrada, mesmo que seja ousada, como faz o CQC, terá consciência que faz dentro da Lei, com justiça, com bom senso, e sobretudo, aberta à crítica, que é o nosso ponto principal do CQC. O CQC está aberto o tempo inteiro para ele ser criticado inclusive pelos políticos. O [José] Genoino [deputado do PT de São Paulo], por exemplo, não fala com a gente, mas o microfone está permanentemente aberto. Inclusive para ele explicar o fato de não falar com a gente. E para mim, o Genoino é um símbolo dessa ignorância e postura autoritária. Quer dizer, ele, que para mim, eu falo inclusivamente isso pessoalmente, era o símbolo de um cara bem humorado, pois já o entrevistei várias vezes. O Genoino era o porta voz da esquerda na direita. Era ele quem falava com Delfim, ACM. Ou seja, ele era o parlamentar na acepção da palavra. Mas virou uma pessoa autoritária, amarga, e preconceituosa com relação ao humor.

Você encara a decisão do TSE como uma espécie de censura, que te deixou amarrado para a cobertura jornalística das eleições desse ano?
Eu não estou amarrado. E sugiro que ninguém deva se sentir amarrado. Por que se não, quando eu fazia reportagem em plena ditadura e o Figueiredo era o presidente, iria me sentir mais amarrado ainda. Eu não posso me sentir amarrado com a democracia atual e vigente no país. Acredito muito no bom senso do Serra, da Dilma, da Marina, do Plínio, de entenderem que nós devemos celebrar uma festa democrática. Se não, para que a gente fez todo esse avanço?



Em O Globo: Ao censurar, lei eleitoral agride Carta

"Um dos seus piores efeitos é, na prática, baixar a censura nos programas humorísticos de TV e rádio, além de engessar a cobertura jornalística dos pleitos. A proibição de "trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato ou coligação" serve de base para a Justiça impedir, por exemplo, o "Casseta & Planeta" (TV Globo), "CQC"(Bandeirantes) ou "Pânico na TV" (Rede TV) de usarem as eleições como fonte de inspiração. No arsenal jurídico, há multas pesadas e até o poder de retirar o infrator do ar. Seria impensável na mais pujante democracia, nos Estados Unidos. Lá não se impede o humorista de explorar as eleições como matéria prima. Vale relembrar o sucesso dos "Saturday Night Live" inspirados em Hillary Clinton e Sarah Palin. A própria Hillary, com grande fairplay, apareceu em um dos programas da NBC."

Veja o Editorial completo ( http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2010/07/28/ao-censurar-lei-eleitoral-agride-carta-917257874.asp )

Imagens CQCsBlog

quinta-feira, julho 29, 2010

"CQC" vai pagar R$ 153 mil a Pamela Butt por danos morais

A atriz pornô Pamela Butt ganhou a ação que movia contra o "CQC" na Justiça, após ser chamada de "prostituta" por Marcelo Tas e de "puta" por Rafinha Bastos no programa. A Band deve indenizá-la com R$ 102 mil e a produtora argentina Eyeworks - Cuatro Cabezas, que desenvolveu o "CQC", R$ 51 mil.

A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Audrey Furlaneto e publicada na Folha desta quinta-feira (29). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

Nos comentários feitos na bancada, Tas disse: "Eu vou convocar a presença de um padre e de uma prostituta. (...) Eu falei errado, vocês vão me desculpar. É um padre e uma atriz pornô".

E Rafinha Bastos ironizou: "A pessoa ganha dinheiro pra filmar. Não, não é puta, imagina, imagina [risos]...".




Na defesa, a Eyeworks declarou que, "moralmente falando, tanto prostitutas quanto atrizes pornôs obtêm seus proventos por meio do mercado do sexo", o que "justifica o equívoco". O juiz considerou a defesa de "uma desfaçatez enorme".

Procurada pela coluna, a Band respondeu que "não foi intimada da decisão" e, por isso, não vai se manifestar.

Fonte Folha

quarta-feira, julho 28, 2010

Sentença final do Processo de Pamela Butt contra o CQC sai em Setembro


A atriz pornô Pamela Butt disse à coluna Olá!, do jornal Agora São Paulo, que sairá em setembro a sentença final do processo que move contra o CQC, da Band, por ter sido chamada de prostituta ao vivo no Quadro "Palavras Cruzadas' na edição do dia 23 de Março de 2009. Segundo a atriz, ela foi vítima de má fé do programa. (Veja: Pamela Butt vai colocar o "CQC" no pau )







Pamela Butt vai colocar o "CQC" no pau

Como bem lembrado pelo Pedro Rech, este foi um dos motivos pelos quais o CQC passou a ser gravado por algum tempo no ano passado. 

Esperamos que o final deste caso seja só o pagamento de uma indenização e que o programa não seja novamente afetado por causa disso, não É?

terça-feira, julho 27, 2010

Análise do CQC 106 - por Pedro Rech

 Plateia CQC by Vivis
Após uma semana exilado, eis que retorno para minhas rotineiras análises, e espero que vocês tenham sentido a minha falta, a exemplo de nosso mais ilustre leitor, Rafael Cortez, que eu sei que andava sentido falta deste modesto espaço virtual, tanto quanto eu senti saudades de vocês. Seja como for, o CQC desta segunda-feira foi, como muitos devem ter percebido, fraquinho, mas teve momentos deveras hilários que valeram a semana. Sem mais, vamos à analise completa.


Pontos Altos:
Em primeiro lugar, é preciso citar a bancada que, nessa segunda-feira, teve sacadas brilhantes, e também é preciso citar a receptiva platéia (e isso não tem nenhuma relação com o fato de que membros deste blog e leitores assíduos estivessem lá presentes). Seguindo para as matérias propriamente ditas, sensacional a matéria da musa de todos nós, Mônica Iozzi com os ditos “candidatos nanicos” à presidência. Não é nem preciso comentar a respeito da validade da iniciativa de trazer esses pequenos concorrentes ao âmbito da mídia nacional, se bem que alguns desses candidatos não são de baixa popularidade à toa, e será nossa sorte se eles permanecerem assim.

Dando seqüência, impossível não citar a matéria de Oscar Filho e Rafael Cortez sobre a situação dos estádios brasileiros no contexto da Copa do Mundo 2014, situação essa tão vergonhosa quanto à sempre decepcionante política do presente. Igualmente impossível não citar o “Proteste Já” sobre a ONG CICAS, que estava operando em um edifício abandonado ameaçado de demolição. Foi, de certa forma, mais chocante ver um “Proteste Já” cujo problema tenha sido resolvido no decorrer da matéria, e sem nenhum tipo de violência ou indisposições, do que ver um “Proteste Já” repleto de obstáculos e agressões. Como bem disse Rafinha Bastos após a matéria, “nem parecia um Proteste Já”.
Rafael Cortez, o fã mais ilustre das análises do Pedro Rech

Seguindo, finalmente vimos um “Documento da Semana” (que o Tas insiste de chamar de “Documento CQC”, se bem que o nome imaginário de Tas é melhor do que o nome real) sobre o casamento gay. No final das contas, acabou sendo bastante superficial, ignorando diversos dados concretos (por exemplo, se constitucionalmente o Brasil é um estado laico, isto é, separado da religião, não há nenhuma razão legal para impedir a união civil entre pessoas do mesmo sexo, logo, a ilegalidade é inconstitucional), mas foi bastante divertido e incentivou um debate extremamente válido, exatamente como a matéria que emulou o “Documento da Semana” sobre a recente ilegalização da dita “palmada educativa”.

Fora isso, ainda vale citar o grande Nasi em um divertidíssimo “O Povo Quer Saber”, o quase sempre sensacional “Top Five” e, claro, o triunfo da auto-ironia que acabou sendo o apoteótico final-crítica a respeito da situação envolvendo Felipe Massa na Fórmula 1.

Bancada se despedindo do CQC 106

Pontos Intermediários: 
Aqui, é preciso citar Oscar Filho na centésima apresentação do musical “Gaiola das Loucas”, uma matéria mais do que dispensável mas que foi na medida certa, um segundo a mais ou a menos teria sido fatal, e que por isso conseguiu ser leve e divertida, exatamente como a matéria de Rafael Cortez na peça “Zorro”. Aliás, como me ausentei semana passada, não pude ainda comentar a respeito da forma que Rafael Cortez emergiu, como a Fênix, das cinzas de seus dourados fios de cabelo. Como Tas bem mencionou ainda na semana passada, o que diabos é aquele chapéu-coco? Uma homenagem ao pintor belga René Magritte? Cortez, e eu sei que você está lendo isso, assuma sua carequez meu amigo! O mundo pertence àqueles que tem a cabeça lisa! (surto do Pedro on) Aliás, será que algum outro repórter estará me lendo neste momento? Eu trocaria absolutamente todos os meus leitores, famosos ou não, bem como o meu suposto “prestígio” como analista, e trocaria até mesmo minha alma pela mais singela presença de Mônica Iozzi. Ah, l’amour. (surto do Pedro off) Seja como for, ainda me resta citar a matéria de Oscar Filho (que, diga-se de passagem, compensou toda a sua moderada ausência no decorrer desta temporada no programa desta segunda-feira) no showbol, da qual não há muito a ser comentado.

Vivis, Rafa Cortez e Rafinha (filha da Vivis)

Pontos Baixos:
Embora Felipe Andreoli parecesse ter cheirado cocaína, tamanha era sua energia e entusiasmo, na matéria com a “elite” da música sertaneja, a matéria acabou sendo fraquíssima e teve um ritmo bastante arrastado. E por fim, eu sei que Rafael Cortez vai torcer o nariz agora, mas é impossível não citar o peso morto do CQC, o “CQTeste” com Edgard Piccoli. Entenda, caro Cortez, mas o fato é que esse quadro já atingiu a exaustão. Espero que vocês levem em conta a hostilidade da audiência (não é possível que eu seja o único a não aguentar mais esse quadro) para com o “CQTeste” e o tirem do programa para a temporada de 2011. Como eu já estava com saudades de dizer, ou o CQC acaba com o CQTeste ou o CQTeste acaba com o CQC.


Nota: 7 
(Viu só Cortez, eu nem "desci a lenha" tanto assim)

Audiência
O CQC  ficou em segundo e terceiro lugares na média de audiência (ficando em segundo às 23h01 e às 23h58 – com média 7.4 pontos). Exibido na faixa das 22h10 às 00h12, a atração registrou de 6 pontos de média e 11% de share para a Band. (Fonte Portal CQC)


Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal:@pedroffr

segunda-feira, julho 26, 2010

CQC 106 - Roteiro


Band, 22h15 | Para ir ao estúdio: registre-se no site oficial CQC

Entre outras:

CAMPANHA PRESIDENCIAL: ATRÁS DOS CANDIDATOS

CHITÂOZINHO E XORORÓ

QUEM QUER SER GOVERNADOR: SÃO PAULO

GAIOLA DAS LOUCAS

PROTESTE JÁ: ONG

ESTREIA DO ZORRO

SHOWBOL

DOCUMENTO CQC: CASAMENTO GAY

CQ TESTE: EDGAR PICOLLI

TOP 5

POVO QUER SABER: NASI

PS: Este roteiro é apenas um guia. Pode sofrer alterações, amputações e inversões até a hora e, principalmente, durante a transmissão do programa, que é ao vivo!

Fonte Blog do TAS

Plateia mais do que especial hoje! Estarei lá com as meninas da Las Cortezas, galera da CQC Brasil e vários fãs clubes do CQC. Vai ser a melhor plateia do Ano, pode acreditar!

domingo, julho 25, 2010

Spoilers do CQC 106


Spoilers CQC é uma postagem feita com base nas notas que saem na imprensa e postagens no Twitter dos integrantes do programa. Se você presenciou alguma matéria do CQC sendo gravada nos envie o spoiler que postaremos no blog. Possíveis Quadros do CQC de amanhã:

Mônica Iozzi com os candidados c/ menor intenção de voto Levy Fidelix (PRTB), Eymael (PSDC) e Ivan Pinheiro (PCB) durante eventos públicos que promovem suas candidaturas.

Felipe Andreoli na Festa de 40 anos da Dupla Chitãozinho e Xororó

Oscar Filho do Showbol

CQTeste Edgar Picolli

Rafael Cortez no musical Zorro

Controle de Qualidade

O povo quer saber com Nasi (ex-IRA!)

Semana em Fotos

Top Five (O jogador Fábregas beijando o repórter do CQC Espanha deve entrar)

Críticas, comentários e sugestões são bem-vindas!

sexta-feira, julho 23, 2010

Tema do Proteste Já é abordado em campanha política em Curitiba

Photobucket

O déficit nas creches de Curitiba, que já foi tema do quadro Proteste Já, virou bandeira de campanha do candidato ao governo do Paraná Osmar Dias do PDT.

Osmar Dias, anunciou nesta quarta-feira, em evento realizado em Curitiba, um programa para a construção de creches do governo do estado para atender mulheres trabalhadoras. As creches foram justamento um dos pontos polêmicos da gestão de seu principal adversário, o candidato tucano Beto Richa, durante sua gestão na Prefeitura de Curitiba. A falta de vagas em creches públicas na capital foi tema de campanha da disputa pela Prefeitura de Curitiba em 2008, quando Richa se reelegeu.

“Tenho uma proposta alinhada com a da candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT), de que, para cada creche que o governo federal construir no Paraná, farei outra. Vamos dobrar o número de creches no estado”, garantiu Osmar. O plano de governo de Dilma Rousseff prevê construção de 6 mil novas creches no país.

Osmar também defende mudanças no perfil das creches. Para o candidato ao governo, as creches devem ir além “do simples cuidar” dos filhos enquanto os pais trabalham e passar a oferecer um espaço de formação cidadã, preparando a criança para a educação integral. Ensino em tempo integral é outro projeto que Osmar pretende implantar gradativamente nas escolas estaduais. (Fonte IG)





Eu acho interessante os candidatos utilizarem os assuntos abordados no Proteste Já de cada cidade / estado e colocar uma solução em seus planos de Governo. Desta forma, as cobranças da população podem gerar um saldo positivo para a população do local.


E você, o que acha disso? Comente!

quinta-feira, julho 22, 2010

Fábregas dá selinho em repórter do CQC

A relação entre jogadores e repórteres só não anda muito bem no Brasil, onde Leão agrediu um deles na quarta. No restante do mundo, o amor anda rolando solto no ar.

O primeiro a estreitar a relação foi Casillas, que não agüentou ser entrevistado pela namorada após ser campeão do mundo, e tascou-lhe um beijo na boca. No embalo, o craque da Copa, o uruguaio Diego Forlán, foi a um programa de entrevistas e sapecou um beijo na apresentadora.



O camisa 10 da Fúria, Cesc Fábregas, também gostou da ideia. Em entrevista ao CQC espanhol, o jogador entrou na brincadeira e beijou a boca do repórter Raúl Gómez. Só falta agora o Brasil entrar na dança.

Fonte e-Band

quarta-feira, julho 21, 2010

Sandy toca berrante pro CQC


Até quando é apenas convidada de um evento, Sandy rouba todos os flashes. Foi assim na noite de terça-feira (20) no show comemorativo de 40 anos de carreira da dupla Chitãozinho & Xororó, em Campinas. A cantora compareceu à festa do pai e do tio e acabou virando o centro das atenções, sobretudo quando o repórter Felipe Andreoli propôs que a artista tocasse um berrante e ela, simpática, aceitou.

Animada, Sandy levou tudo no maior alto astral e nem ligou para o "mico" que pagou em frente aos familiares e amigos. Pelo contrário, se divertiu a valer com a brincadeira.

Felipe Andreoli também pediu para Chitãozinho & Xororó cantar sucessos dos Beatles. O resultado você confere segunda no CQC.

Fonte Terra
Agradecimentos ao @munizfatel que deu a dica

segunda-feira, julho 19, 2010

CQC #105 - Roteiro

Ilustra da talentosíssima @linasilva do MegaLigaCQC

Band, 22h15 | Para ir ao estúdio: registre-se no site oficial CQC

QUEM QUER SER GOVERNADOR?

FESTIVAL DE CINEMA DE PAULÍNIA

CORRIDA PRESIDENCIAL

MISS GAY & PRETA GIL

ENTREVISTA: MESSI E DECO

TESTE DE HONESTIDADE: CHAVEIRO

FESTA DA NOVELA TITITI

BONEQUINHOS DO ROBINHO, NEYMAR E GANSO

CQ TESTE: MULHER MORANGO

TOP 5

POVO QUER SABER: CAETANO VELOSO


PS: Este roteiro é apenas um guia. Pode sofrer alterações, amputações e inversões até a hora e, principalmente, durante a transmissão do programa, que é ao vivo!

domingo, julho 18, 2010

Spoilers do #CQC105

Até Dona Marisa assiste ao CQC!
Spoilers CQC é uma postagem feita com base nas notas que saem na imprensa e com o que os integrantes do CQC postam no Twitter a respeito das pautas do programa da semana.

Monica Iozzi no Festival de cinema de Paulinia

CQC no lançamento dos bonecos dos garotos da vila
Sabatina CQC com candidatos ao governo do Rio de Janeiro
O que levou Preta Gil a dar uma tortada na cara do Danilo Gentili? Segunda no CQC.
Foto by @2bicudos


Controle de Qualidade

O povo quer saber

Semana em Fotos

Piores Notícias da Semana

Top Five

Mônica Iozzi diz que querem criar intriga entre CQC e Pânico

Mônica Iozzi, do CQC, da Band, foi surpreendida por ter sido considerada metida por colegas de trabalho em pautas e eventos. Em conversa com O Fuxico, a repórter explica o que aconteceu no dia em que foi chamada de “snobe”.

“Há pouco tempo uma amiga veio me falar sobre isso. Eu não sei quem escreveu e nem li o conteúdo, não tenho interesse nessas coisas de fofoquinhas de bastidores, sabemos que 90% não são verdade. Naquele dia especificamente eu falei para o meu câmera para irmos para o outro lado, porque a equipe do Pânico na TV iria gravar ali, eles não querem aparecer no fundo da minha tela, nem eu quero aparecer na deles, isso já é combinado, um acordo entre os dois programas, que existe desde antes de eu entrar.”

Mônica elogia a equipe do programa da emissora concorrente e diz que querem criar uma rivalidade onde não existe.

“Não existe nenhum tipo de rivalidade entre os programas e as pessoas querem criar essa rivalidade. A gente sempre esbarra com o pessoal do Pânico nos eventos e nos damos muito bem, a gente dá risada juntos, se ajuda, eles são ótimos.”


Fonte: Terra


sexta-feira, julho 16, 2010

O Formigueiro será exibido aos domingos


No domingo, 25 de julho as 19:00hrs. Esta é a data de estréia do programa solo de Marco Luque na Band.

O programa de estréia contará com as participações de Thaide, um dos apresentadores do Programa A Liga, e da cantora Luiza Possi que também gravou o piloto do programa a meses atrás.

Criada pela produtora argentina Cuatro Cabezas, a mesma do CQC, a atração é uma espécie de talk show misturado com musicais e stand up comedy. O programa será apresentado por Marco Luque, que irá interagir com duas formigas falantes que o ajudarão a comandar as entrevistas de forma engraçada e irreverente e colocará seus entrevistados em situações inusitadas.

O elenco contará ainda com Warley Santana que foi integrante do CQC em 2008 e fazia o quadro Em Foco, Allan Benatti, que foi integrante do Jogando no Quintal e Kerson Formis que faz parte do Grupo PMG de Comédia.

Abaixo, o vídeo do piloto do programa que foi gravado no cenário da versão espanhola da atração. Na ocasião, Luque entrevistou a cantora Luiza Possi, que em um determinado momento aparece ingerindo gás hélio.









O programa entra na briga da audiência dominical e irá competir com o "Domingão do Faustão" (Globo), "Programa do Gugu" (Record) e "Roda a Roda" (SBT).


O maior patrocínio da atração foi negociado no valor de R$ 10 milhões.

quarta-feira, julho 14, 2010

Rafael Cortez careca: estou me sentindo viril, forte e poderoso

Imagem by @nathalia_ligia

Confiante de que o Brasil seria hexacampeão com a Copa do Mundo 2010, Rafael Cortez prometeu que ficaria careca caso a nossa seleção voltasse da África do Sul sem a taça. Como promessa é dívida, a vitória da Espanha o colocou para cortar os cabelos, ao vivo, no "CQC" desta segunda-feira (12). Na maior pose de Camila (Carolina Dieckmann) em "Laços de Família" - com direito à mesma trilha da novela, "Love by Grace" - o repórter teve os cabelos cortados pelo âncora do humorístico da Band, Marcelo Tas, e os amigos Rafinha Bastos e Marco Luque.







iG/Babado: Você está arrependido de ter feito a promessa?
Rafael Cortez: Um dia eu estava vendo "Pânico na TV" e no quadro "Quero ser Gisele" - onde fizeram uma grande transformação com a Gorete - apareceu o Rodela. Sabe aquele que os dentes saem para frente e para trás? Então... Ele disse que pelo humor, voluntariamente, pediu para tirarem os dentes da boca dele. Eu não gostei de ficar careca, mas quando voluntariamente me arrisquei, estava fazendo pela piada. Bonito eu não estou, mas estou feliz, porque quis provocar algum reboliço e contribuir com a audiência do programa e nós tivemos, em termos de audiência, o melhor final de bloco da história do programa.


iG/Babado: O seu charme foi embora com os cabelos ou agora acha que vai fazer ainda mais sucesso com as meninas?
Rafael Cortez: Eu estou me olhando no espelho e eu não tenho uma cabeça feia. Eu tenho a cabeça de um dinossauro e eles eram grandes, fortes e dominaram a Terra por milhares de anos. Eu estou me sentindo assim: viril, forte e poderoso. Vou continuar fazendo sucesso, eu acho.


iG/Babado:Gostou do resultado?
Rafael Cortez: Eu podia estar com um pouquinho de cabelo a mais. Passaram máquina dois e eu preferia que tivessem passado a quatro. Isso quer dizer que daqui a duas semanas vai estar bom. Enquanto isso, vou usar bandana, boné ou gorrinho estilo Chaves. Ninguém vai me ver careca. Ela faz parte da minha intimidade, como a minha nudez. Tenho duas cabeças. A primeira eu mostro para poucas pessoas. A segunda vou mostrar menos ainda.

Fonte Ig 

"O outro momento foi o fundo do poço de toda uma geração, o fim de uma era e a morte de um sonho, estou falando, claro, de toda a situação envolvendo a “raspagem” do cabelo de Rafael Cortez, ao vivo. A forma em que a idéia foi desenvolvida deixaria até mesmo João Kleber (aliás, por onde andará esse ícone do sensacionalismo barato?) orgulhoso. Tudo de sacana que existe na televisão foi aplicado aqui: reciclagem de um conceito relativamente esquecido (ou alguém ainda se lembra da situação semelhante em que Felipe Andreoli fez chapinha em seu cabelo, também ao vivo?), expectativa criada e forçada durante todo o programa, e até mesmo, vejam só, um intervalo bem antes da consumação do ato. Essas duas situações cruzaram todas as barreiras da idiotice e, por tamanha ousadia e com resultados tão hilários, não mereciam figurar em nenhum outro lugar." Pedro Rech - Análise do CQC104

Nem ficou tão ruim assim, não é meninas?

Agradecimentos @kildaresena e @isamascarenhas que ajudaram a corrigir o nome da novela que o Ig deu errado

terça-feira, julho 13, 2010

Rafinha Bastos fala de internet e planos para o "CQC" e "A Liga"

Para alguns, o humor "pastelão" e humor intelectual são coisas bem diferentes. Este é o caso de Rafinha Bastos, apresentador dos programas "CQC" e "A Liga", ambos da Band . "Meu humor é basicamente o meu texto. Gosto de escrever, de pensar sobre os mais diversos assuntos. Acho engraçado quem faz careta e dá cambalhotas em cena, mas não é a minha", confessa. E não é só na televisão que o trabalho de Bastos é conhecido, desde 1999 ele está na internet com a "Página do Rafinha", um site de vídeos-sátiras. "A internet é uma diversão por ser um veículo para expor as ideias que tenho sobre as coisas que vejo e leio. É uma oportunidade de estar com o público, mas não sinto nenhuma obrigação de estar online o tempo todo e as pessoas sabem disso", explica.

A função de apresentador não é a única no currículo deste gaúcho de Porto Alegre. Formado em Jornalismo e também bastante experiente como ator – fez, por exemplo, a série "Mothern", exibida no GNT. Sua vocação para a ironia pode ser a resposta. Quando questionado se ele não se incomoda caso alguém não ache graça no que ele diz, Rafinha brinca, "isso costuma acontecer frequentemente quando faço graça em enterros e velórios. Mas não me abalo muito não".

Também conhecido por falar abertamente sobre o que pensa, mesmo não citando eventuais problemas que sua opinião tenha trazido, ele indaga: "Se não puder falar o que penso, o que vale esta exposição que tenho hoje?". Durante a entrevista, Rafinha confessou que sempre quis trabalhar na TV porque gosta do veículo e das inúmeras possibilidades que oferece. "Não me vejo e nunca me vi em outro lugar", afirma. Com aproximadamente 15 anos de carreira, Rafinha acredita que está apenas começando. "Seja comédia, ficção ou jornalismo, quero fazer muita coisa legal ainda", conclui.

Seu site é muito acessado e os dois programas que você participa têm média de seis pontos de audiência. Já pensou em ter um programa só seu?

Já, todos os dias. Tenho ideias, formatos, desejos, sentimentos, luxúrias. Tenho tempo para viabilizar estes projetos. Por enquanto, trabalho como um camelo em dois programas.

Você já entrevistou políticos, travestis, personalidades e anônimos. Já se acostumou a ser entrevistado?

Ainda acho estranho. Estou mais acostumado a entrevistar, mas entendo que haja algum tipo de interesse neste humilde ser que ouso em chamar de pessoa. Confesso que não costumo dar entrevistas muito boas.

Você vai mesmo deixar o quadro "Proteste Já", do programa "CQC", que exibe problemas em cidades brasileiras ignorados por políticos?

Estou deixando o quadro aos poucos. O Danilo Gentili está fazendo e indo muito bem. Fico feliz de fazer parte de um programa que monitora o trabalho da classe política. Minha vontade é de que esta cobrança, que fazemos semanalmente, inspire a nossa audiência a fazer o mesmo.



"A Liga" é um programa mais jornalístico. Qual foi a matéria que mais impressionou você?

Todas as matérias são surpreendentes. A que mais gostei foi a que passei um dia em uma colônia nudista. Tive a oportunidade de ver no vídeo que tenho uma bunda totalmente murcha (risos).


Fonte: Primeira Edição.

Análise do CQC 104 - por Pedro Rech

 

Apesar de um “Proteste Já” épico e empolgante, do encerramento da cobertura da Copa do Mundo e do início da cobertura da corrida eleitoral, o CQC dessa segunda-feira foi apenas médio. Considerações mais apuradas a seguir:



Pontos Altos: 
É preciso começar elogiando o desempenho da bancada, que essa segunda-feira estava especialmente ácida e violenta. Seguindo, impossível não citar também o início da cobertura da corrida eleitoral, com a matéria dupla de Danilo Gentili no comício de Dilma Rousseff e Mônica Iozzi entrevistando o candidato “nanico” Plínio Arruda. Foi deveras um bom começo, e Rafinha Bastos disse na bancada, logo antes da exibição da matéria, que a cobertura desse ano faria jus à cobertura de 2008. Se assim for, é o início de uma fase espetacular, pois o “Especial de Eleições 2008” permanece, até hoje, como o melhor programa de todos os tempos.

E eis que chegamos ao verdadeiro ponto alto desta semana, o “Proteste Já” sobre o esgoto irregular em Analândia, que poderia muito bem render uma análise individual. Encarando a agressão covarde contra a equipe do CQC como fato secundário (que foi, diga-se de passagem, muito mais grave do que o ocorrido em São Bernardo do Campo, pois lá o ocorrido foi resultante do despreparo e ignorância da força policial, já em Analândia, os agressores eram nada menos do que o corpo administrativo da cidade que sabiam muito bem o que estava fazendo, e dentro da própria prefeitura, ou como gostaria de chamar, hospício), resta-me conduzir uma breve análise da patologia doentia do ex-prefeito e atual chefe de gabinete da prefeitura, o Sr. Roberto Perin (DEM). A princípio, Roberto Perin é completamente louco, e no sentido clássico da palavra, com direito à lobotomia e tudo mais. Por Deus, o que foi aquela assustadora conversa de "boneco" e a performance para as câmeras? O povo de Analândia entregou sua cidade a um verdadeiro psicopata. Um super-vilão ao estilo da era de ouro dos quadrinhos. Possivelmente, o pior de todos já enfrentado pelo CQC, e eu pretendo demonstrar o porquê.

Dentro da galeria de vilões clássicos do CQC, podemos encontrar o bom e velho deputado federal José Genoino (PT-SP), cuja índole maligna peca pela indiferença e auto-controle diante às câmeras. Luiz Marinho (PT), o ilustre prefeito São Bernardo do Campo, como tantos outros inimigos clássicos, peca por fugir da entrevista quando esta se aproxima do auge. Rubens Furlan (PMDB), o mártir da democracia e saudoso prefeito de Barueri, pecou por estar enclausurado dentro de sua própria fúria, parecendo ao público em geral apenas um grande cara de pau e não um lunático. Já Roberto Perin parece ter a capacidade de entender perfeitamente o poder da mídia, e assim consegue subverter completamente a entrevista. O que se pode responder a alguém que nega veementemente a verdade exposta, no caso, o problema do esgoto? Como permanecer são perante a mais completa loucura? Dessa forma, repórteres mais fracos e desavisados poderiam facilmente serem rebaixados ao nível da ignorância e violência, e nessa rebaixamento ergueriam Perin aos louros da vitória. Mas Gentili, também como um super-herói clássico, em uma reação exemplar, permaneceu firme e consciente ao enfrentar esse verdadeiro Coringa brasileiro, e o resultado foi o que vimos segunda-feira. Espero que essa história não caia no esquecimento, jamais.

Uma pena que não pudemos ver Mônica Iozzi em ação nesse “Proteste Já”. Teria sido a provação definitiva para a já consagrada carreira de nossa musa. A título de curiosidade, Mônica não foi a primeira repórter fora do eixo Rafinha-Gentili a carregar o manto do “Proteste Já”. Ainda em 2008, Felipe Andreoli teve uma participação regular no caso barra-pesada dos funcionários fantasma na cidade de Cotia.
Prosseguindo, vale citar os sempre divertidos “A Semana Em Fotos” e o “Top Five”, bem como do “O Povo Quer Saber” com o sensacional Thaíde. Também é preciso citar a matéria final de Felipe Andreoli na Copa do Mundo da África do Sul, na ocasião do lançamento dos projetos de preparo para o Brasil sediar a Copa em 2014 e, ainda, o breve resumo da Copa. Aproveitando o ensejo, resta-me declarar minhas sinceras congratulações à Felipe Andreoli e Rafael Cortez por uma cobertura absolutamente excepcional da Copa.
E agora é preciso citar dois momentos semelhantes em sua execução e em seu nível absurdo de imbecilidade e constrangimento. O primeiro, claro, é a matéria de Oscar Filho entrevistando Tom Cruise e Cameron Diaz, que foi acentuada por uma espécie de sub-trama de espionagem, óbvia referência ao filme “Missão Impossível”, e pelo “excelente” inglês de Oscar.
O outro momento foi o fundo do poço de toda uma geração, o fim de uma era e a morte de um sonho, estou falando, claro, de toda a situação envolvendo a “raspagem” do cabelo de Rafael Cortez, ao vivo. A forma em que a idéia foi desenvolvida deixaria até mesmo João Kleber (aliás, por onde andará esse ícone do sensacionalismo barato?) orgulhoso. Tudo de sacana que existe na televisão foi aplicado aqui: reciclagem de um conceito relativamente esquecido (ou alguém ainda se lembra da situação semelhante em que Felipe Andreoli fez chapinha em seu cabelo, também ao vivo?), expectativa criada e forçada durante todo o programa, e até mesmo, vejam só, um intervalo bem antes da consumação do ato. Essas duas situações cruzaram todas as barreiras da idiotice e, por tamanha ousadia e com resultados tão hilários, não mereciam figurar em nenhum outro lugar.



Pontos Intermediários: 
A matéria dupla de Felipe Andreoli e Rafael Cortez cobrindo as semi-finais e a final da Copa do Mundo foram, no mínimo, um encerramento morno para uma cobertura tão boa como havia sido esta. Fora isso, a matéria de Oscar Filho sobre a traição foi nada menos do que um desperdício, afinal, teria funcionado muito melhor como um (aliás, injustamente sumido) “Documento da Semana”, sendo o resultado final da matéria foi apenas superficial. E, por fim, como não poderia deixar de ser, resta-me citar o “CQTeste”, que graças ao grande Paulo Bonfá e ao retorno de Rafael Cortez manteve um pouco de sua já desgastada dignidade.


Pontos Baixos: 
Na ausência de uma matéria verdadeiramente ruim, é preciso citar o absoluto desânimo da platéia, que não esteve à altura das sacadas genais da bancada. Uma pena, já que ultimamente parecia que esse problema havia sido corrigido.


NOTA: 7,5
A audiência do CQC foi de 5.5 de média e picos de 7

Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal:@pedroffr

Obs.: Gostaria de me desculpar, mas para meu profundo desgosto (e espero que de vocês também), semana que vem eu infelizmente não poderei escrever a minha análise corriqueira por motivo de viagem. Prometo compensar a equipe deste adorável blog e os igualmente adoráveis leitores de alguma forma. Grato pela compreensão de todos.

segunda-feira, julho 12, 2010

CQC 104 - Roteiro

 Felipe Andreoli no meio da torcida no jogo Brasil e Portugal! by @estevaomelo


Band, 22h15 | Para ir ao estúdio: registre-se no site oficial CQC

Entre outras:

ALEMANHA x URUGUAI

LINK AO VIVO

FINAL DA COPA

CELEBRIDADES DE HOLLYWOOD

PROTESTE JÁ: O DONO DE ANALÂNDIA

ELEIÇÕES: ATRÁS DE DILMA

CQ TESTE: PAULO BONFÁ

BARRACO DE SOROCABA: CQC DISCUTE TRAIÇÃO

BRASIL 2014: A FESTA DO LANÇAMENTO

POVO QUER SABER: THAIDE

TOP 5

PIORES NOTICIAS DA SEMANA

CORTEZ VAI RASPAR O CABELO?

PS: Este roteiro é apenas um guia. Pode sofrer alterações, amputações e inversões até a hora e, principalmente, durante a transmissão do programa, que é ao vivo!

Fonte Blog do TAS

domingo, julho 11, 2010

Spoilers do #CQC104

Domingão é dia de spoilers do CQC aqui no blog. Saiba o que vai rolar no melhor programa da TV Brasileira antes do Roteiro do Marcelo TAS.
Danilo Gentili no evento pró-Dilma em Santo André

Proteste Já Analândia

CQC na Copa

Oscar Filho no lançamento do filme Dupla Explosiva
Imagem by Shanna Capell
Controle de Qualidade

O povo quer saber

Semana em Fotos

Piores Notícias da Semana

Top Five


PS.: O candidato a presidência Plinio Arruda gravou com o CQC também, mas não sei se foi O Povo quer saber ou outro quadro

Tem algum spoiler do CQC? Nos mande @cqcblogs

sábado, julho 10, 2010

Entrevista com Danilo Gentili: Sem nada a perder

Danilo Gentili vem apanhando semanalmente em rede nacional. Mas diz que vai seguir em frente

por Flávia Tavares, de O Estado de S. Paulo

Depois de ler repetidas redações do garoto com críticas ao sistema de avaliação da escola, em que "um aluno criativo o suficiente pra bolar um método de cola diferente tira zero, mas quem decora a matéria tira dez", a professora decidiu chamar a mãe do menino para uma conversa: "Não sei se seu filho é um poeta ou um canalha". Ela não imaginava, mas anunciava ali a ambiguidade que marcaria a vida de Danilo Gentili, hoje com 30 anos. O moleque contestador de voz suave transformado num repórter enorme que apanha publicamente. O comediante que foi fazer graça depois de perder pai e irmã em menos de um ano. A celebridade nacional que nasceu e cresceu num cortiço de Santo André.

A cara lavada, quase fria, com que ele coloca autoridades na parede nos quadros do CQC (Custe o que Custar, programa da TV Bandeirantes) desperta a ira de quem está sendo pressionado e a admiração de quem está sendo defendido. Nas últimas três semanas, Danilo e sua equipe sofreram três agressões. O ABC paulista não tem sido especialmente gentil com ele. Um dos episódios foi em São Bernardo do Campo, outro, em sua cidade natal. A primeira agressão foi cortesia da Guarda Municipal de São Bernardo, que não se preocupou em esconder das câmeras os safanões no repórter depois das denúncias do quadro Proteste Já!, sobre uma escola que corre risco de soterramento.

Nessa semana, os afagos vieram de militantes do PT, em Santo André, em evento da candidata Dilma Rousseff, que se viu compelida a defender o rapaz no microfone. Ela estava acompanhada de Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo que o enfrentou depois da agressão de seus guardas, e de Marta Suplicy, cujos seguranças também já deram uns petelecos em Danilo. "Marinho e Marta falavam pra Dilma: ‘continua, continua’. Temos isso gravado, tomara que vá ao ar", diz Danilo. Entre um episódio e outro, o chefe de gabinete e ex-prefeito de Analândia, a 236 quilômetros de São Paulo, também mostrou ao comediante/repórter as consequências de perguntas indesejadas e gracejos poéticos ou canalhas. "É uma covardia, porque essas pessoas não batem na minha cara e ficam para brigar. Elas dão chutes e socos discretos, ficam provocando", relata.

Drama distorcido. No meio de toda essa hostilidade, Danilo visitou na quinta-feira a casinha de quarto e sala onde nasceu, na periferia de Santo André, e se pegou de olhos regados pelas memórias de tempos felizes, tempos difíceis e de porradas mais simbólicas que tomou por ali. "Foi meu pai que ergueu essa antena. E colocou esse poste de varal", suspirava. Há 12 anos, Danilo pai morria de enfarte, em plena Copa do Mundo, depois de dez anos desempregado de um emprego que nem existe mais, o de técnico de máquina de escrever. Danilo filho, ou Juninho, como é carinhosamente tratado pelas vizinhas de cortiço, tinha 18 anos quando a irmã, Karina, de 24, morreu em um acidente de carro, apenas oito meses depois da morte do pai. Sua mãe, Guiomar, também sofreu um acidente automobilístico quando buscava uma doação para o orfanato onde trabalhava; perdeu um dedo da mão e foi aposentada por invalidez.

O carro de Danilo foi roubado e ele ficou sem a namorada. Tudo isso num período de dois anos. Naquela época, o jovem tentava incrementar a baixíssima renda familiar com trabalhos diversos. Ajudava no estoque do shopping Metrópole, em São Bernardo do Campo; entregava amostras grátis de remédios em consultórios médicos (e odiava passar na frente dos doentes para isso); foi auxiliar administrativo da prefeitura de Santo André na gestão do petista Celso Daniel (assassinado em 2002), tendo sido convocado até para ajudar os garis em enchentes na cidade. Arriscou uma carreira de pastor da Igreja Batista, mas não se conteve e, como nas redações escolares, criticava o dízimo em suas pregações, sendo expulso dos cultos. Sonhava em ser cineasta, mas não podia pagar o curso. Acabou fazendo Comunicação Social na UniABC, faculdade que maldiz. "Me identifico com o ABC. É um berço de proletariado, de empregados. Não sou anarquista, mas me identifico com a anarquia do ABC."

Com tudo dando errado, decidiu esquecer "aquela vidinha de arrumar um empreguinho e dali a 40 anos, se tivesse muita sorte e não ficasse doente, quem sabe comprar uma casa própria" para que foi criado. Tentou a sorte na comédia. "A base da comédia é o drama. É o drama distorcido", justifica a escolha inusitada, antes de desembestar num discurso incompatível com o tom sensível de sua voz. "Eu não tenho nada a perder. O comediante autêntico tem que ter uma visão de mundo e hoje a minha é a seguinte: sou totalmente descrente da humanidade. Não acredito na sinceridade das pessoas, não acredito que as coisas funcionem. Mas isso vem de antes de meu pai e minha irmã morrerem. Eu era pior. Quando você toma porrada, fica mais maleável." Nascia ali o comediante sem nada a perder, que fala o que quer e ouve o que não quer, descrente e cínico. O sarcasmo descomprometido está presente também nos quadrinhos que rabisca, mas não publica - o personagem Wilbor, por exemplo, seria um "alter ego da época em que eu só me dava mal".

A cultura de "stand-up comedy" estava chegando ao Brasil e, sem saber, Danilo era fã de alguns de seus expoentes americanos, como Jerry Lewis e Eddie Murphy, estrelas das sessões da tarde de sua infância. Enviou textos para a trupe do Clube da Comédia, recém-criado por Marcelo Mansfield, Rafinha Bastos, Marcela Leal, Oscar Filho e Márcio Ribeiro. Foi aceito e começou a fazer shows em bares e casas de teatro. Antes de ser chamado para o CQC, já lotava plateias, como faz toda sexta-feira, em São Paulo, com seu espetáculo solo. "Hoje, vivo confortavelmente com o que ganho como comediante e na TV." Ajudou a quitar uma casa de dois dormitórios para a mãe, em Santo André, comprou um apartamento na Bela Vista e um carro para cada um. Mas não é de ostentar. Está sempre de calça jeans e, seguindo sua filosofia de preto-no-branco, só usa camisetas dessas cores. "Odeio estampa." Ele se prepara agora para abrir, com Rafinha Bastos, um bar em São Paulo para revelar novos talentos da comédia.

Surra no Ibope. Pelo CQC, veste o mal cortado terno preto e os óculos escuros que uniformizam os rapazes e a garota do time. É bem tratado por alguns políticos, como Aloizio Mercadante, Flávio Dino e Paulo Maluf, apesar de o doutor já ter processado o programa. Não foi o único, provavelmente não será o último. Marta Suplicy também abriu processo, que também foi encerrado. Luiz Marinho cogita processar Danilo por desacato a autoridade. José Sarney não recorreu à Justiça, mas seus seguranças jogaram Danilo no chão do Congresso na época do escândalo dos atos secretos. Aliás, o Congresso estuda a possibilidade de proibir o trabalho do CQC em seus corredores. Aos que argumentam que esse tipo de humor-verdade-camicase ridiculariza os políticos e as instituições, Danilo responde: "Não é a mídia que ridiculariza os políticos, é o que eles mesmos fazem. A gente só expõe".

O "patrão" Marcelo Tas, que com seu repórter Ernesto Varela inaugurou as entrevistas constrangedoras e certeiras na TV brasileira, defende os pupilos. "Eu, que tenho alguns anos de estrada e cobertura de eleições nas costas, constato com tristeza que a redemocratização brasileira, além de eleições livres, trouxe também novas ferramentas de censura", declarou por e-mail. "Dentro da equipe, temos discussões sobre a ética da nossa conduta. Quando avaliamos qualquer fuga de rota, reconhecemos o erro e mudamos imediatamente de rumo." Nessas avaliações, Tas já recomendou a seus repórteres que maneirassem nos palavrões, já que tantas crianças e famílias assistem ao programa. E foi só. A Bandeirantes oferece assessoria jurídica ao programa e os patrocinadores parecem entender seu caráter ousado.

Danilo acredita que esse tipo de inquisição política que o CQC promove ajuda na formação desses jovens brasileiros que se divertem diante da TV. "O que o CQC faz é muito resumido. É óbvio que não tem a profundidade de uma matéria de jornal, de uma revista semanal. Mas o valor do CQC é despertar o interesse, para o espectador ir se aprofundar mais." Danilo diz que vai anular seu voto nas eleições de outubro. Admite ser convencido do contrário caso algum dos presidenciáveis que ele segue se mostre confiável.

Apanhar com tanta frequência - e os episódios devem aumentar com a proximidade das eleições, acredita Danilo - tem ajudado a turbinar o ibope da atração, que bateu recorde de audiência desde a estreia, em 2008, na última segunda-feira, com pico de 10,5 pontos. Mas ele garante que não entra nas pautas pensando em quem provocar para tomar o próximo chega-pra-lá. "Para a minha imagem, também é um risco. É muito fina a linha em que eu caminho. Pode acontecer de eu chegar num cara e ele me desmontar, ou eu entrar numa briga e perder a cabeça." No episódio de São Bernardo, ele quase perdeu. Nos outros dois, ficou quieto, esperou a situação se acalmar. Enquanto não toma a porrada definitiva, continua de microfone na mão, correndo atrás de confusão. A qualquer custo.

Fonte Estadão

sexta-feira, julho 09, 2010

Danilo Gentili participa do Furo MTV

Confira a participação do Danilo Gentili no quadro Controle Remoto com o Bruno Motta no programa Furo MTV.



Dani Calabresa, Bruno Motta e Danilo Gentili já trabalharam juntos no grupo de Stand Up Comédia Ao Vivo.
O programa foi ao ar na quinta-feira dia 08 de Julho. Quando sair um vídeo de melhor qualidade postamos no nosso canal no Youtube.

Felipe Andreoli irrita presidente da Federação Argentina de Futebol


Na chegada ao evento de apresentação do emblema oficial da Copa do Mundo de 2014, nesta quinta-feira, o presidente da Associação de Futebol Argentina (AFA), Julio Grondona, bateu boca com Felipe Andreoli.

Andreoli perguntou ao dirigente quem vai ficar mais tempo como presidente de federação, ele ou Ricardo Teixeira. "Não entendi o propósito da pergunta", disse o argentino. "Eu acho que devia mudar um pouco", retrucou o repórter. "Então, muda você", disparou Grondona, que ficou de péssimo humor e logo entrou no evento, sem conversar com os jornalistas.

Grondona dirige a AFA desde 1979, e Teixeira assumiu a CBF dez anos depois.

A história do continuísmo incomoda também o dirigente brasileiro. Na manhã desta quinta, em outro evento sobre a Copa de 2014, ele foi direto quando questionado sobre a declaração do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu mais rotatividade na CBF: "Eu respeito, democraticamente, o que o presidente Lula acha em relação às reeleições, apesar de discordar".

Fonte ESPN
Imagem Lancenet

quinta-feira, julho 08, 2010

Palmirinha quer se aposentar. E o Top Five?

Palmira Nery da Silva Onofre, mais conhecida como Palmirinha, deve parar com o seu programa de culinária em agosto, segundo a coluna de Flávio Ricco, na UOL.


A apresentadora, com 79 anos completados no último dia 29, alega que só está tomando essa decisão, num dos seus melhores momentos na televisão, porque está cansada.

A TV Gazeta, oficialmente, ainda não recebeu qualquer comunicação a respeito, mas se isto vier a acontecer, respeitará a decisão da sua contratada, que está na sua emissora há 11 anos.

Palmirinha também é uma das personalidades mais lembradas pelo CQC, no quadro Top Five, com seus vídeos e comentários divertidos. (Fonte e-Band)


Para os fãs do CQC, esta é uma noticia triste. A Palmirinha é uma das pessoas que mais fez presenças memoráveis no Top Five. Confira algumas das participações dela no quadro:








Eu, particularmente, aprendi a fazer várias receitas com a Palmirinha e vou sentir muita falta dela na TV

Tem sugestões para o Top Five? Envie para @topfivebrasil
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