terça-feira, julho 06, 2010

Análise do CQC 103 - por Pedro Rech


Depois de uma excelente fase, o CQC parece ter esfriado um pouco os ânimos com o programa mediano desta segunda-feira. Ainda assim, teve seus méritos. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Pontos Altos: 
Em primeiro lugar impossível não citar a postura violenta e hilária da bancada que, sob certos ângulos, pode muito bem ter carregado o programa inteiro nas costas. Igualmente impossível não citar a matéria de Felipe Andreoli, na eliminação da seleção brasileira, que verdadeiramente expôs suas entranhas em rede nacional. O que vimos foi nada menos do que a ruína, não diria de um repórter, mas de um brasileiro. Embora na ocasião da derrota do Brasil eu pessoalmente não tenha sofrido de nenhum sentimento mais profundo, vendo sob o olhar de Andreoli, cheguei a ficar com os olhos cheios d’água. Da mesma forma, vale citar o divertido link ao vivo com Andreoli que precedeu a matéria.
Ainda em clima de copa, Rafael Cortez conseguiu dosar com precisão genialidade e constrangimento na obra-prima que foi a matéria do “Guerreiro do Hexa”, talvez, verdadeiramente o ponto alto desta semana. Matéria, aliás, que pode muito bem ser comparada com outra bem-sucedida empreitada de Cortez, a matéria sobre a fabricação de uma celebridade, semanas atrás.
 Ainda sobre as matérias da Copa, que já começaram a dar sinais de desgaste (mas para que nossa sorte chega à sua última semana), vale por fim citar a matéria de Cortez na eliminação da Argentina.

Alternando para a política, sensacional a matéria de Mônica Iozzi e a visita de Silvio Berlusconi ao Brasil, onde Mônica literalmente mostrou ter peito para enfrentar pautas importantes como essa. Para quem teve um início de carreira tão fraco dentro do CQC, referente ao período pós-concurso para oitavo integrante em 2009, Mônica não deixa de a cada semana nos surpreender, tendo feito inclusive muitos críticos engolirem as próprias palavras, como a exemplo de quem vos fala.

O retorno do excelente quadro “Teste de Honestidade” não esteve à altura de suas primeiras edições, e mais, pareceu uma reciclagem de um “Proteste Já” exibido ano passado cujo conceito e execução foram essencialmente os mesmos, mas ainda assim vale figurar entre os pontos altos. De certa forma, o “Teste de Honestidade” é o quadro que completa conceitualmente o CQC. Afinal, de que adianta semana após semana apontar as falhas de caráter de nossos representantes quando nós mesmos temos o mesmo comportamento, em menor escala certamente, em nosso dia-a-dia? É a prova de que, infelizmente, o governo é reflexo de sua população.

E por fim, me resta citar os sempre divertidos “A Semana Em Fotos” e o “Top Five”, que ontem ficou à altura da propaganda de Tas.

Pontos Intermediários: 
A cobertura do jogo Gana vs. Uruguai por Rafael Cortez teve um ritmo arrastado, mas foi divertida ainda assim. O mesmo vale para a matéria dupla de Oscar Filho na festa sertaneja em São Paulo e na festa junina na Paraíba. O mesmo vale ainda para a cobertura do jogo Paraguai vs. Espanha por Felipe Andreoli. Outra matéria que vale ser destacada aqui neste espaço foi Mônica Iozzi no lançamento do livro comemorativo ao centenário do Corinthians, que foi engraçada apesar da pauta dispensável.

Pontos Baixos: 
Não adianta, é preciso citar a matéria de Felipe Andreoli pulando de bungee jump na África do Sul. A matéria em si não foi particularmente ruim, aliás, estava muito bem colocada dentro do contexto da derrota do Brasil, mas, francamente, colocar um intervalo comercial bem no meio? Há forma mais sacana e barata de prender a audiência? Não pude deixar de me lembrar de momentos semelhantes da história do CQC, como o sempre preocupante “CQTeste” com Ronaldo em 2009 (confesso que acrescentei essa referência em homenagem ao nosso ilustre leitor Rafael Cortez, que confessou a quem vos fala ser leitor assíduo destas análises).

Nota: 7

CQC registrou recorde de audiência desde estréia em 2008 com média de 6,5 e pico de 10,5.
 
Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo.  
Twitter pessoal:@pedroffr
Posted By: Viviane Pereira

Análise do CQC 103 - por Pedro Rech

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4 comentários:

  1. Isso aconteceu ..porque o programa é semanal...assim as noticias da copa já estavam saturadas...principalmente pela mela que levamos da laranjita...Lamentavelmente ...a grande atração esperada...era o proteste já na cidade de Analandia que irá ao ar..dia l2-7..Estamos ansiosos..e sabe porque?..Os politicos da cidade não.

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  2. Análise perfeita como sempre!
    Também achei uma puta falta de sacanagem comercial longuíssimo no meio da última matéria!
    Guerreiro do HEXA foi excelente. Rafael Cortez sempre se reinventando. Por isso que sou fã deste cara!

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  3. Com respeito as matérias da Copa, obviamente o Cortez e o Felipe estavam sim desgastados e cansados, mas acho que mesmo assim as matérias foram boas...
    E fiquei feliz com á volta do Teste de honestidades!!!

    Na verdade, o CQC mais do que nunca está a cada momento mais interessante..........

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  4. O CQC é o melhor programa da tv brasileira.
    O Marco Luque e o Rafinha Bastos poderiam economizar nos palavrões(só essa observação), no mais é ótimo.

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