terça-feira, agosto 31, 2010

Análise do CQC 111 - por Pedro Rech


Eis o triunfo da vontade! Em meio a uma bancada em seu auge e matérias no mínimo médias, o CQC desta segunda-feira conseguiu compensar o fraquíssimo programa da semana passada. Aliás, se me permitem comentar, minha análise dessa semana acabou se tornando excepcionalmente longa. Espero que, apesar disso (e não que isso seja necessariamente ruim) vocês sintam tanto divertimento em lê-la quanto eu me diverti ao escreve-la. Sem mais, vamos às considerações.



Pontos Altos: 
Desde a Copa do Mundo que ele não figurava aqui entre os “Pontos Altos”, mas eis que volta o cão arrependido, Felipe Andreoli, na matéria no evento “Athina Onassis International Horse Show”. E, quem diria que tal pauta renderia uma matéria tão divertida? Primeiramente, como é bom ver Andreoli não sendo, como bem diria Rafinha Bastos, um puxa-saco completo. E aproveitando o ensejo, algo bastante triste foi constatado nessa matéria, a respeito das Olimpíadas e da Copa do Mundo no Brasil. Nós simplesmente não estamos prontos para sediar tais eventos, e o escandaloso acontecimento no Hotel Continental, no Rio de Janeiro, é a melancólica comprovação disso, embora o presidente do comitê olímpico não tenha parecido disposto a comentar o assunto. Pensem, faltam menos de quatro anos para a Copa do Mundo em terras tupiniquins, e como andam as obras de infra-estrutura para absorver o gigantesco número de turistas? Na melhor das hipóteses, as obras estão andando como a humanidade na clássica música de Lulu Santos, “com passos de formiga e sem vontade”. O Brasil vai virar motivo de piada internacional, anotem o que o seu humilde analista lhes diz. E quem viver, verá.

Seguindo, impossível não citar a matéria da minha musa, Mônica Iozzi, a respeito dos candidatos à vice-presidência, que foi mais informativa do que propriamente engraçada. [surto do Pedro on] Aliás, eu me deprimo mais e mais pensando em meu futuro. Quer dizer, a cada dia me parece mais óbvio que jamais irei acordar ao lado de Mônica Iozzi e ver seus cabelos despenteados após uma noite de sono coberta pelo sol preguiçoso da manhã. Jamais trocaremos confidências, jamais teremos um jantar romântico à luz de velas. Afinal, se absolutamente nada aconteceu após esses meses de suplícios e lamúrias constantes, por que seria diferente agora? Sinto-me vazio e o mundo me parece mais sombrio.[surto do Pedro off]

Superado isso, é claro que preciso mencionar o brilhante “Proteste Já” a respeito dos livros didáticos com informações grotescamente incorretas na cidade de Alumínio, São Paulo. E agora chegamos à um ponto problemático do CQC desta segunda-feira, o compacto com tudo o que não fora possível ser exibido nas semanas anteriores devido à Lei Eleitoral No. 9.504/97, que agora encontra-se em seu leito de morte, felizmente. Bom, o caso é que a matéria em si não teve absolutamente nada de especial, e convenhamos, não que os efeitos digitais sejam normalmente assim, mas quando eles se tornam o motivo central de uma matéria, e não mais um mero complemento, percebe-se que alguns dos efeitos são bastante idiotas. Mas, importante que se diga, essa é uma iditiotice garantida pela Constituição! Apesar do discurso apaziguador que Tas deu à imprensa essa semana, dizendo que o CQC não iria exagerar agora que a Lei Eleitoral foi suspensa, eu próprio era da opinião contrário. Justamente nessa segunda-feira é que o CQC deveria ter arrebentado com os candidatos e, de certa forma, ir em busca de sua vendetta. Paciência, não foi dessa forma que julgou a cabeça brilhante de Tas. Mas, agora que a supracitada Lei Eleitoral está à beira do fim de seu reinado de totalitarismo, cabe neste espaço fazer uma espécie de apanhado geral e, muito resumidamente, explicar aos leitores incultos, que muito provavelmente não sabem como todo esse episódio vergonhoso de nossa jovem democracia aconteceu, e em um capítulo à parte exercitar meu lado jornalístico, explicar tudo o que aconteceu até o momento nessa campanha eleitoral. Antes, é preciso citar minhas fontes.

O que se segue foi retirado quase exclusivamente do artigo “Como o Congresso endureceu as regras eleitorais na TV” no site “Congresso Em Foco”, cujo link segue: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=33971

A defesa de Manuela D’Ávila foi retirada do site “Viomundo”, cujo link segue: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/blog-do-miro-manuela-d%E2%80%99avila-e-o-humor-na-rede.html

Agora podemos prosseguir para algo que eu gostaria de dar o título de...

A Criatura do Centro-Oeste – Um Conto de Horror e Censura Na Terra Verde e Amarela.


Começaremos do princípio. A maldita Lei Eleitoral No. 9.504/97, como indica os dois dígitos após a barra, existe desde 1997. Por esse motivo justamente, muitos militantes petistas acusaram os humoristas de estarem sendo partidários e manipuladores ao atacarem essa lei justamente agora, em 2010, e não quando ela foi aprovada em 1997 no governo FHC, pintando um quadro que dá a impressão de que Lula é um grande censor (apesar de que esse quadro não está tão longe da verdade). Bom, o que acontece é que embora essa lei de fato exista desde 1997, apenas agora em 2010 ela passou a mostrar seu valor. Prova cabal disso é a épica cobertura eleitoral do CQC em 2008 (que permanece até esta data como uma das coisas mais geniais de toda a história da televisão passada, presente e futura), que não sofreu a menor restrição e que foi, no mínimo, extremamente ousada e divertida. De acordo com o site “Congresso Em Foco”, que refez os passos dos malfeitores em um artigo intitulado “Como o Congresso endureceu as regras eleitorais na TV”, diz-se o seguinte: “Desde 1997, já havia uma norma que vedava o uso dos recursos audiovisuais que pudessem causar prejuízos aos candidatos. Entretanto, não detalhava quais os recursos que seriam proibidos, nem de que forma eles seriam vedados”. Pois ocorre que em setembro de 2009, passou a ser discutida, lá onde vivem os monstros, a Câmara dos Deputados, a proposta de uma “minirreforma” na legislação eleitoral, para abordar principalmente questões envolvendo o papel da internet nas eleições. Vocês provavelmente se lembram disso, pois Rafael Cortez cobriu esse assunto em Brasília ano passado para o CQC. Seja como for, no relatório final desta, que de pequena só tem o nome, “minirreforma”, foram incluídas as especificações no que diz respeito aos tais incógnitos “recursos audiovisuais”, de forma que, muito objetiva e assustadoramente, a regra passou a ser esta: “É vedado às emissoras: (...) usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido político ou coligação, bem como produzir ou veicular programa com esse efeito”. Até uma criança pode entender a gravidade ameaçadora destas palavras. O texto foi encaminhado pelo Senado e pela Câmara ao Tribunal Superior Eleitoral e o resto é história.

Mas então, é válido nos perguntarmos: quem escreveu isso? Quem foram os responsáveis por essa reforma? Como tudo o que diz respeito à política nacional, não foi um processo transparente e foi preciso uma investigação jornalística para apurar quem de fato são os culpados. A resposta pode surpreender meus conterrâneos gaúchos, pois trata-se da “voz da juventude” na Câmara, sim, ela, a deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB/RS). Ao menos, à primeira vista, é assim que parece ser a história. Mas, Manuela, “humildemente” se comparando a uma personagem Kafkaniana, rebateu as críticas em um email para o site “Viomundo”. Não entrando muito nos detalhes do email de defesa, já que este encontra-se disponível na imensidão da internet, vale apenas mencionar isso: a conterrânea, se pondo como vítima de uma forma digna de pena, explica em sua defesa que inicialmente essa proposta deveria valer apenas para sites de candidatos, ou seja, essa emenda deveria impedir um candidato de fazer uma montagem ou qualquer coisa do gênero com um adversário em sua página na internet, portanto, era uma medida restritiva aos próprios políticos. Mas, se é assim, porque o texto final se aplica à toda sociedade civil? Indo mais fundo nos anais da nefasta política nacional, descobrimos o nome do verdadeiro vilão de toda esse escândalo, o relator da tal reforma, o deputado federal Flávio Dino (PcdoB/MA). Aliás, alô, Maranhão! O nosso amigo aqui é candidato ao governo das terras maranhenses! Não criem mais um Sarney, por favor! Enfim, o fato é muito simples: o tal Flávio, valendo-se da proposta inicial de Manuela, ampliou os limites da lei para que eles não só valessem para sites de candidatos, mas também para rádio e televisão. Procurado pela reportagem do “Congresso Em Foco”, o deputado manifesta a seguinte pérola: “Essa lei já existia há 13 anos. Eu apenas preenchi as lacunas existentes, pois não se definia o que é trucagem e montagem. Ou seja, fiz melhorar a lei. Agora, dizer que eu endureci a Lei para preservar os políticos é uma afronta”. Afronta, seu grande desgraçado, foi o que vossa excelência fez com a população brasileira! É de vomitar ao se ouvir tal resposta.

A pena para a emissora ou rádio que descumprisse a determinação era de multa entre R$ 20 mil a R$ 100 mil, duplicada em caso de reincidência. É nesse ponto que o humor é exilado das eleições de 2010 e que a cobertura eleitoral, tanto do CQC quanto de todos os outros humorísticos do Brasil, passa a ser, bem, sem graça na melhor das hipóteses. O CQC fez um “Documento da Semana” sobre o assunto e falou repetidamente sobre essa questão, os noticiários tiveram um interesse moderado pelo tema e a coisa ficou por isso mesmo. Mas eis que ocorre um fato que é, por si só, assustador e ao mesmo tempo inspirador. Humoristas, liderados pelo comediante de stand-up Fábio Porchat, organizam uma passeata no Rio de Janeiro intitulada de “Humor Sem Censura”, no dia 22 de agosto, para protestar e levar ao grande público as questões delicadas que envolvem a existência dessa lei. A passeata contou com grandes nomes da cultura brasileira, teve uma repercussão forte, um público razoável e rendeu uma bela cobertura de Danilo Gentili para o CQC. Aos olhos de meros espectadores como eu próprio, pareceu que o efeito desse protesto acabou por aí.

E então, menos de uma semana depois que a passeata foi realizada, no crepúsculo do dia 26 de agosto, o ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto, contra todas as expectativas, suspende a maligna legislação, julgando, algo que até um estudantezinho meia-boca como eu sabe, que trata-se de uma medida inconstitucional. O STF ainda precisa julgar o mérito do caso, ou seja, tudo ainda é, como quase todas as coisas realmente importantes do Brasil, provisório. Mas, já é algo. E ainda não é hora de, a exemplo de Marco Luque, soltar os rojões, meus bons leitores. Tampouco hora de virar a página. A luta está apenas começando. Abram seus olhos, porque tão logo a eleição acabe, e a mídia esqueça esse assunto, sabe-se lá que medidas serão tomadas na calada da noite em Brasília. Esse triste e lamentável capítulo de nossa história não deve ser esquecido jamais, pois acontecimentos como este nunca terão fim, e o futuro está nas mãos, apenas, de uma população vigilante.

No espírito das citações, habito que eu adquiri após minha análise da semana passada, gostaria de encerrar o assunto com o início da música “Jornal Blues (Canção Leve de Escárnio e Maldizer)“, de um dos meus grandes heróis, Belchior, que fecha com chave de ouro toda essa questão:
“Nesta terra de doutores, magníficos reitores, leva-se a sério a comédia!”


Indo adiante, eis que algo histórico ocorre. Pela primeira vez na história do CQC, graças a Anúbis, Zeus e Júpiter, Marcelo Tas finalmente acertou o nome do quadro “Documento da Semana”! Brindemos a isto. Sobre o “Documento da Semana” em si, sobre as Redes Sociais, acho que é dispensável maiores comentários. Foi uma pequena pérola. Cabe dizer também que me agrada bastante o fato de o “Documento da Semana” estar se tornando um quadro fixo do CQC, tão tradicional quanto o “Proteste Já”. É um quadro com um potencial gigantesco e que ainda terá muito a nos oferecer. Por fim, resta-me citar o sempre divertido “Top Five”.


Pontos Intermediários:
Começo este espaço citando a matéria de Rafael Cortez na estréia do filme "Bellini e o Demônio", matéria desnecessariamente longa mas que acabou sendo moderadamente divertida. Mas, é preciso citar algo que figura aqui entre os “Pontos Intermediários” apenas por motivos de cronologia, pois o que se viu na bancada logo após a exibição da referida matéria a respeito da “genial” participação de Marco Luque no longa-metragem foi um dos momentos mais brilhantes e divinos de toda a história do CQC. Uma ocasião para não esquecer jamais.

Preciso citar Rafael Cortez mais uma vez neste espaço (por favor Cortez, não se irrite), na sua matéria no Prêmio Multishow de Música Brasileira, mas preste a atenção, não pelo fato de a matéria ter sido mediana. O que se espera de um violonista clássico, Sr. Cortez, em um evento onde verdadeiros abortos musicais como as “bandas” Cine e Restart e o “cantor” Fiuk estariam presentes, era no mínimo, fazer justiça em nome de todos os brasileiros e brasileiras com um mínimo de atividade cerebral mundo afora que se sentem culturalmente ofendidos com tais bandas. Tal qual Danilo Gentili e Mônica Iozzi cobram de nossos representantes, era a vez de Cortez de cobrar de nossos músicos! Mas, Cortez não apenas foi fraco em sua ridicularização como conseguiu a façanha de ser, ao contrário, ridicularizado por um integrante dessas bandas! Não há como fracassar mais do que isso. Todos nós, Cortez, estamos profundamente desapontados. Esperamos que, o mais breve possível, você nos brinde com sua redenção. Mas até lá, pense bem no que você fez.

Seguindo, nada mais justo mencionar a matéria de Oscar Filho no aniversário de uma clínica de oftalmologia (não preciso nem comentar o fato de ser uma das pautas mais inúteis de todos os tempos, a bancada fez isso com bastante eloqüência no próprio programa logo após a exibição da matéria). Esse tipo de matéria tradicionalmente apareceria, com razão, nos ditos “Pontos Baixos”, mas a curtíssima duração foi sua salvação, pois a matéria acabou sendo reduzida apenas aos momentos realmente engraçados e não foi nem um pouco cansativa.

Para meu desgosto, é preciso citar o “A Semana Em Fotos”, que após semanas e semanas de exílio (aposto que poucos devem ter percebido isso, mas agora está claro para mim que o quadro andava sumido justamente por causa da sempre maligna Lei Eleitoral), retorna finalmente, mas abaixo do nível anterior ao desaparecimento. Uma pena. Depois, é claro, figura aqui o “O Povo Quer Saber” com Rita Cadillac, que foi bastante divertido, mas pelos motivos errados (novamente, como aconteceu muito nesta segunda-feira, a bancada foi especialmente responsável por tornar esse quadro mais divertido). Por fim, resta-me citar o estranho final do programa, envolvendo a piada com a grande Amy Winehouse, que a exemplo do ocorrido semana passada com Dunga, não sei exatamente como classificar. Por um lado, é uma forma sacana de tapar o buraco do último bloco, por outro lado, é uma sacada bastante astuta. Trata-se de um verdadeiro enigma. Irei ponderar mais a respeito.


Pontos Baixos: 
O que me resta mencionar neste tão degradante espaço? Poderia muito bem citar a apatia da platéia, mas isso já está se tornando rotina e não um ponto em especial. Pensei também em citar algo que, me perdoem, esqueci de comentar semana passada: o fato de terem recolocado aquele horrendo, até onde se acreditava, falecido primeiro comercial logo depois da apresentação das matérias do dia. Mas acontece que, apesar desta abominação ter retornado, o número de comerciais no decorrer do programa foi radicalmente reduzido. Logo, um elemento anula o outro. Fora isso, não tivemos o CQTeste no programa desta segunda-feira, quadro este já tradicional no panteão às avessas das matérias deploráveis. Confesso que citei isso apenas para irritar nosso mais ilustre leitor, Rafael Cortez, que semana passada novamente comunicou sua insatisfação com minha repulsa ao CQTeste com uma das autoras deste belo blog. Ele chegou inclusive a ameaçar-me de não mais ler estas análises caso eu continuasse a fazer estes meus comentários. Pobre Cortez, por favor, não se vá! Não é nada pessoal. O CQTeste pode ser uma bosta, mas você ainda é nosso rei (espero que ele caia nessa). Portanto, nada tenho a declarar aqui.


Nota: 8,5
Audiência: O CQC ficou em 2º lugar na audiência, marcando 6,1 pontos em média e com picos de 9 pontos e 11% de share


Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal: @pedroffr



E vocês, leitores incultos? O que acharam da CQC desta segunda-feira? E da suspensão da Lei Eleitoral, bem como da própria lei em si? Concordam comigo? Discordam de mim, malditos? Deixe sua opinião ali nos comentários e vamos celebrar a democracia porque, pelo menos por enquanto, a internet ainda é um espaço livre do controle governamental. Até semana que vem! 

Leia todas as análises do CQC postadas no Blog http://www.cqcblog.com/analisecqc
Assista aos Vídeos no canal do Parceiro Mirc Mirc http://www.youtube.com/user/MIRCMIRC15

CQC investiga os efeitos das Redes Sociais nos internautas Brasileiros


85% dos internautas brasileiros, cerca de 60 milhões de pessoas tem Redes Sociais. No documento da semana, os repórteres Oscar Filho e Felipe Andreoli vão investigar os efeitos das redes sociais nos usuários brasileiros. Como exemplo, Rafinha Bastos e Danilo Gentili simulam uma discussão via Twitter para acompanhar a repercussão.







Veja a Repercussão do quadro no Twitter http://twitter.com/cqc e as redes sociais

segunda-feira, agosto 30, 2010

CQC 111 - Roteiro


Ilustra by @linasilva

Band, 22h15 | Para ir ao estúdio: registre-se no site oficial CQC



Entre outras:

VICE-PRESIDENCIÁVEIS

PRÊMIO MULTISHOW

SEM CENSURA: TUDO O QUE NÃO FIZEMOS ANTES COM CANDIDATOS (Confira o que será feito http://www.cqcblog.com/2010/08/efeitos-visuais-voltam-na-proxima.html)

FILME: BELINI E O DEMÔNIO

CLINICA DE OLHOS

PROTESTE JÁ: APOSTILAS QUE DESEDUCAM

FESTINHA DA ATHINA ONASSIS

CQ TESTE: LUISA POSSI

DOCUMENTO DA SEMANA: REDES SOCIAIS

O POVO QUER SABER: RITA CADILLAC

TOP 5


PS: Este roteiro é apenas um guia. Pode sofrer alterações, amputações e inversões até a hora e, principalmente, durante a transmissão do programa, que é ao vivo!

Fonte Blog do TAS

PS.: E não é que conseguimos acertar quase todos os Spoilers?! \o/

domingo, agosto 29, 2010

Spoilers do CQC 111


Documento da Semana Redes Sociais
As redes sociais viram tópico de debate no CQC desta segunda. O assunto une todos os repórteres em uma objetivo comum: ir às ruas tentar entender porque as pessoas se tornaram tão dependentes das redes sociais. Danilo Gentili e Rafinha Bastos comprovam a importância e influência dessas ferramentas da internet. Eles armaram uma briga falsa no twitter e viraram assunto em âmbito mundial.

Prêmio Multishow de Música Brasileira
Aconteceu na última terça o Prêmio Multishow de Música Brasileira 2010. E, claro, Rafa Cortez marcou presença para conversar com as celebridades do ramo. Dentre os artistas: Claudia Leitte, Maria Gadú, Ana Carolina e o cantor da moda, Fiuk.

Debate dos candidatos a Vice
Afinal, para quê serve o vice? Essa é uma pergunta frequente de muitos eleitores. Pois Mônica Iozzi vai ao primeiro debate entre vice candidatos a presidente e tenta explicar à população qual a importância deles


Quem quer ser Governador do Rio Grande do Sul

CQTeste com Luiza Possi

CQC entrevista Celebridades
O CQC esteve em um evento que comemorava o Aniversário de 70 anos de uma Clínica Oftalmológica em São Paulo e no Athina Onassis Horse Show no Rio de Janeiro.

Colaborou Filipe Muniz Fatel

sábado, agosto 28, 2010

Efeitos visuais voltam na próxima edição do CQC

Imagem CQCsBlog

Apenas cinco dias após a manifestação dos humoristas realizada na Praia de Copacabana, o Supremo Tribunal Federal derrubou as restrições presentes na lei eleitoral, que censurava as sátiras a candidatos e partidos políticos durante a campanha. Os próprios humoristas ficaram espantados com a agilidade da decisão do vice-presidente do STF, ministro Ayres Britto, que concedeu uma liminar suspendendo os efeitos do trecho da lei relacionado aos programas de rádio e TV.

Com a suspensão da Lei Eleitoral 9504, Marcelo Tas diz que efeitos visuais voltam a ser usados já na edição da próxima segunda-feira do CQC. Entre elas: voltar a usar os cartuns, como lacinhos rosas ou mesmo um nariz de palhaço, sobre as imagens dos candidatos entrevistados pela equipe do CQC.


"Todo trabalho dos cartunistas gráficos do CQC foi anulado nessa primeira parte da campanha. Assim como o efeito broxante da intimidação trazida pela ameaça da regra estúpida ainda vigente. Não pretendemos retaliar, chutar baldes por conta da decisão do STF. Apenas voltar ao trabalho sem neuras de sermos atormentados pelo inconveniente fantasma da censura", frisou Tas.

Fonte O Globo

UPDATE

Após mudança na lei eleitoral, "CQC" vai reeditar cobertura

Com a queda do artigo 45 da lei eleitoral, que até então proibia trucagens e sátiras a candidatos na TV, o "CQC" vai "rever" sua cobertura das eleições.

A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Audrey Furlaneto e publicada na Folha desta segunda-feira (30). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

Leia-se: tudo o que estava proibido será visto no programa que vai ao ar hoje, às 22h20, na Band.

Recursos de arte e pós-produção sobre as imagens dos candidatos -como um nariz de palhaço aplicado sobre o rosto de um político, por exemplo- serão usados numa espécie de retrospectiva do que foi feito até agora.

A liminar que derruba o artigo 45, concedida após ação ajuizada pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV), libera os humoristas para sátiras explícitas que haviam sumido dos programas.

O humorístico "Casseta & Planeta", que vai ao ar na Globo, por exemplo, optou por fazer ficção, criando personagens-candidatos.

"O Brasil não merece entrar no século 21 com palhaços sendo tratados com seriedade e truculência e políticos fazendo piada no horário eleitoral", disse Marcelo Tas, apresentador do "CQC", à coluna.

"A sensatez do ministro Ayres [Brito, que concedeu a liminar] me emocionou talvez por ser o bom senso algo raro como os meus cabelos na história do Brasil", completou Tas.

Fonte Folha Ilustrada

E tudo isso nós veremos logo mais no CQC! \o/

Semana CQC

As entrevistas, notas e tudo mais que saiu sobre os CQC's durante a semana na internet você encontra aqui!


Marco Luque vai ser papai
A namorada do Marco Luque, Flávia Vitorino está grávida. Os dois estão juntos há 1 ano e a notícia foi recebida com alegria pelo casal. “Estou muito feliz e essa gravidez só veio a confirmar meu amor pela Flávia e minha vontade de constituir uma família”, disse Luque. http://www.abril.com.br/entretenimento/noticias/marco-luque-cqc-vai-ser-pai-pela-primeira-vez-591567.shtml


Oscar Filho toma susto durante voo

O avião em que Oscar estava precisou fazer um pouso forçado em Bauru, também no interior de São Paulo, por causa de uma perda de pressão de óleo de um dos motores.  O incidente foi relatado no Twitter do humorista http://diversao.terra.com.br/gente/noticias/0,,OI4638905-EI13419,00-Oscar+Filho+do+CQC+vive+momentos+de+tensao+em+voo.html


Rafinha Bastos: a crítica não entendeu o programa "A Liga"

"Eu não imaginava que A Liga fosse ganhar o público de cara, mas sabia que se isso acontecesse, ultrapassaria o CQC. É um programa que trata de temas populares, quem vê não precisa de referências para entender o que está ali", opinou. http://diversao.terra.com.br/tv/noticias/0,,OI4638013-EI12993,00-Rafinha+Bastos+diz+que+a+critica+nao+entendeu+programa+A+Liga.html


Programa de Danilo Gentili, que já teve a produção de um episódio piloto autorizada. 
A atração estreará apenas em 2011. Seu programa será um talk show parecido com o de Jô Soares, exibido nas madrugadas da TV Globo. http://natelinha.uol.com.br/2010/08/25/not_33576.php#


Rafael Cortez agita o último dia da Bienal do Livro em SP
Rafa Cortez atende mais de 100 fãs no estande da Editora Livro Falante
Presença de Rafael Cortez no último dia da Bienal do livro de SP causa tumulto http://www.lascortezas.com/2010/08/rafael-cortez-agita-o-ultimo-dia-da.html



Felipe Andreoli está com um novo blog http://andreolifelipe.tumblr.com/


Monica Iozzi: Naturalmente Engraçada
Monica Iozzi fala sobre como cuida de sua beleza.

sexta-feira, agosto 27, 2010

Oscar Filho: Horário Eleitoral oferece uma variedade de piadas prontas


No embalo da liberação do humor com candidatos em emissoras de rádio e TV, nesta quinta (26) – as piadas envolvendo candidatos às eleições deste ano no Brasil estavam proibidas por uma norma desde 1º de julho -, o R7 tentou descobrir se alguns programas de humor da televisão brasileira vão aproveitar a “liberdade” para satirizar as exóticas – para dizer o mínimo – campanhas eleitorais em andamento.

O humorista Oscar Filho,  respondeu a algumas perguntas enviadas pelo R7. No pingue-pongue, Oscar se mostra bastante consciente do papel dos humoristas em um país no qual o horário político oferece, ao menos duas vezes por dia, uma variedade de piadas prontas. O lado complexo da questão é escolher entre o riso espontâneo, o constrangimento e o choro em frente à TV.

R7 - Você acha, que sem essa proibição, a cobertura das eleições ganha uma nova possibilidade de mostrar quem são de verdade os candidatos que estão na disputa?


Oscar Filho - Sim, é um poder a mais que nós temos. As coisas estão muito homogêneas hoje em dia, todos os candidatos são muito iguais. Antigamente víamos brigas homéricas do Brizola contra o Maluf, por exemplo. Talvez não fosse elegante, mas mostrava a personalidade real da pessoa e a paixão por aquilo. Hoje, vemos candidatos fazendo plásticas para serem melhor aceitos pelo eleitor. Quem nunca sorriu antes está com um sorriso que vai até a testa. Então os programas podem questionar essas atitudes e colocar os candidatos contra a parede um pouco mais. Se eles ficam na zona de conforto e seguem direitinho o que dizem os assessores de imagem, tudo fica fácil e bonito demais.

R7 - Você considera que o movimento Humor sem Censura vai inspirar na população uma vontade maior de lutar contra as coisas erradas que acontecem no país?


OF - Eu acho que é um dos caminhos. A democracia é muito jovem no nosso país, tem só 21 anos. Sendo assim, não sabemos como lidar com essa liberdade toda. De forma geral, não sabemos como ou onde procurar informações sobre os políticos, quem são e por que estão sendo candidatos a tais cargos, e, se eleitos, qual poder terão exatamente. Não sabemos o que é cidadania e que ela pode fazer grande diferença se for consciente a todos.

R7 - A produção do CQC está preparando alguma coisa para aproveitar a queda da proibição? Como vocês pretendem usar essa nova “arma” no programa?


OF - Ai, caramba, isso eu não sei. Foi ontem de noite que aconteceu, então não sei. Mas acredito que vai ser citado, sim, não é um assunto que passará em branco.

R7 – Como você se sentiu sabendo que parte do seu trabalho no CQC estava sendo censurada? E qual a experiência que você tirou desse período?


OF - A censura, de uma maneira geral, é um desastre. Ser cidadão de verdade é compreender que quem escolhe os candidatos somos nós. Portanto, eles são funcionários de todos que pagam altos impostos. E mais, são eleitos para defender o interesse público. Duvido que o interesse público seja censurar o humor político, por exemplo. Me senti atado de certa forma, porque, em matérias políticas, certas perguntas não poderiam ser feitas porque poderiam ser interpretadas como ultrajantes. Perguntas são perguntas, quem quiser que as responda. A experiência é a confirmação de que se o povo se unir e souber o que está fazendo, as coisas mudam mesmo. O movimento Humor sem Censura, que o humorista carioca Fábio Porchat iniciou, fez fomentar uma série de discussões na internet sobre o assunto, o que culminou na passeata. O questionamento sobre qualquer assunto é o caminho progressivo para a clareza do que está se discutindo. É o que o TSE queria impedir: questionamentos políticos sérios usando o humor como ferramenta. Só que foi um tiro no pé, pois a censura faz a discussão ficar bem mais apimentada.

Por Pedro Henrique Feitosa, estagiário do R7

quinta-feira, agosto 26, 2010

Ministro do STF suspende regra que proíbe piadas com políticos



O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto suspendeu na noite desta quinta-feira a legislação que proíbe programas de humor de fazerem piadas com os candidatos que disputarão as eleições de outubro.
Sem ainda julgar o mérito do caso, que só pode ser analisado pelo plenário do Supremo, Ayres Britto afirmou que o impedimento fere o princípio constitucional da liberdade de expressão e cria impedimentos "a priori" aos programas, algo que já foi debatido e vetado pelo próprio tribunal.
Em julgamento que derrubou a Lei de Imprensa em maio do ano passado --que teve o mesmo Ayres Britto como relator-- o STF afirmou que a liberdade de informar deve ser irrestrita, cabendo ao Judiciário punir eventuais abusos somente depois de terem ocorrido.
O ministro Carlos Ayres Britto deverá levar sua liminar para o plenário, provavelmente na semana que vem, para ser chancelada ou derrubada pelos colegas. Até lá, os programas estão livres para fazerem piadas com políticos e partidos políticos.
A pedido da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), o ministro suspendeu parte do artigo 45 da Lei das Eleições (9.504 de 1997) que veda, a partir de 1º de julho de ano eleitoral, "trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação".
A Abert pede que o Supremo declare que essa parte da legislação é inconstitucional. O julgamento final ainda não tem data para acontecer.
A proibição das sátiras foi alvo de críticas de humoristas. No domingo passado, cerca de 500 pessoas participaram de passeata no Rio para pedir liberdade para criticar os políticos.


Fonte: Folha Online

quarta-feira, agosto 25, 2010

CQC aumenta o interesse do jovem pela política

Felipe Neto | Imagem He's So Unsual

"O Custe o Que Custar (CQC) da Band, com seu humor consegue fazer de uma maneira descontraída e informal o que muitos jovens gostariam de fazer: questionar as autoridades e reivindicar seus direitos"

Acredito que hoje em dia, os jovens se interessem muito mais por política do que na minha época (já tenho 34 anos) de adolescência. Uma das provas de que isso realmente acontece, são os milhares de fãs adolescentes que o CQC tem.

Hoje eu assisti a um excelente vídeo do vlogueiro Felipe Neto, onde ele fala sobre Política e como é importante os jovens conhecerem, participarem e questionarem sobre a política da sua cidade, estado e país. Acho que este tipo de incentivo vindo de pessoas que são admiradas pelo público jovem, como é o caso do Felipe Neto e dos integrantes do CQC, muito importante pois ajuda a despertar o interesse do jovem pela Política e  fazer com que o jovem descubra o seu importantíssimo papel na vida política do país.









O trecho citado é de uma reportagem do jornal O Pioneiro de Caxias do Sul (RS) sobre o assunto, onde o Pedro, nosso colaborador, participou dando uma entrevista. Leia: Aqui e Aqui

terça-feira, agosto 24, 2010

Análise do CQC 110 - por Pedro Rech



Bom dia, boa tarde, boa noite, queridos leitores. Entre confusões e trapalhadas na bancada, desde Tas sendo cortado antes mesmo de terminar de anunciar a reportagem que estava por vir até Marco Luque à beira de explodir o estúdio, duas vezes diga-se de passagem, o CQC desta segunda-feira foi pontuado por basicamente dois tipos de matérias: matérias brilhantes e matérias, bem, nulas, simplesmente. No final das contas, o resultado geral do programa acabou sendo apenas mediano. Vamos às considerações:

Pontos Altos:

Quem poderia imaginar que uma pobre e indefesa mulher conseguiria tão magistralmente enfrentar, sozinha, a monstruosa Lei Eleitoral No. 9.504/97, e tornar novamente a cobertura eleitoral ácida e divertida? Não há melhor escolha de palavras para definir a matéria deste verdadeiro sopro beleza divina, Mônica Iozzi, nos bastidores do primeiro debate on-line entre presidenciáveis. Aliás, seguindo a tradição de pessoas as quais preciso desafia para duelar pela honra de Mônica Iozzi, será que terei que desafiar, quem diria, a outrora grande inimiga do CQC, Marta Suplicy, após tão libidinoso abraço em Mônica na dita matéria? Curioso observar que, se eu vencesse o duelo com a três pessoas que desafiei até agora, Malandro, Serra e Marta, o mundo seria um lugar melhor para se viver.

Impossível não citar também a genial matéria de Danilo Gentili na passeada do “Humor Sem Censura”. Muito já foi falado, inclusive semana após semana nestas análises, sobre a bastarda Lei Eleitoral No. 9.504/97, e creio que todos vocês, leitores do Oiapoque ao Chuí, sabem muito bem o que ela representa: fascismo puro e simples. Mas há algo de mais profundo e, de certa forma triste, no próprio fato da passeata realizada neste domingo. Humoristas, a classe mais caótica e, por que não, imprestável do ramo do entretenimento, terem organizado uma passeata desse tipo é a síntese perfeita da história passada e presente do Brasil. Somos o país da piada pronta. E o pior é que aos poucos o resto do mundo está começando a descobrir isso também, visto o destaque que esse absurdo teve na imprensa internacional.

Gostaria de aproveitar o ensejo para alertar que, com ou sem censura, no final das contas, nenhuma mudança importante se dá através da política. Há uma citação-chave de escritor argeliano vencedor do Nobel de literatura, Albert Camus, que embora date ainda do século passado, poderia ter sido escrita há mais de mil anos que permaneceria assustadoramente atual e profética:

"A política e os destinos da humanidade são forjados por homens sem ideais nem grandeza. Aqueles que têm grandeza interior não se encaminham para a política". 

Tão simples e tão verdadeiro. Ainda no clima das citações, gostaria de mencionar uma, retirada da música “Tá Tudo Mudando”, do glorioso Zé Ramalho, que define com maestria a posição em que se encontram os humoristas e a sociedade civil como um todo nestas eleições:
"De mãos atadas não se pode vencer".

Agora, quem um dia imaginou ver, evidentemente excluindo o caso da Copa do Mundo, uma matéria futebolística entre os pontos altos? Mas, tal fato torna-se impossível de não acontecer após a, bastante imparcial como bem disse Tas, matéria de Rafinha Bastos na final da Copa Libertadores da América, na ocasião do jogo Internacional vs. Chivas. Foi um colírio aos olhos essa variação de repórteres, e além disso, é sempre bom quando Rafinha Bastos realiza uma matéria dita “normal” sem ser um “Proteste Já”, matérias essas bastante raras e que, talvez justamente devido a essa irregularidade, estão sempre acima da média. E é claro, destaque especial para Rafinha ironizando o “estilo” jornalístico de Felipe Andreoli, momento este para guardar em um álbum de recordações.

E finalmente, resta-me citar o sempre divertido “Top Five”.

Pontos Intermediários:

É preciso começar este seguimento citando a sofrível matéria de meu grande amigo e leitor Rafael Cortez no leilão beneficente na Daslu, que, apesar de tudo, foi capaz de arrancar algumas risadas. É preciso também citar a matéria de Felipe Andreoli com os novos jogadores da seleção brasileira. Apesar de agora, em tempos de pós-copa, matérias desse estilo já terem atingido o nível máximo de saturação, a desta segunda-feira conseguiu ser divertida e ao mesmo tempo ter, ainda que moderadamente, um certo frescor. Ainda sobre Felipe Andreoli, resta-me citar a matéria dele no lançamento do vinho de Galvão Bueno, o qual apenas posso repetir os comentários das duas matérias anteriores.

E agora chegamos ao verdadeiro coringa dentro do CQC, a eterna incógnita, o quadro que é desprezado por todos, inclusive pela própria equipe do CQC, mas que continua a existir por razões que nenhum ser humano jamais terá conhecimento. Sim, estou falando do CQTeste, no caso desta segunda-feira, com a ex-BBB Tessália. É preciso deixar claro que o quadro aparece aqui entre os pontos intermediários unicamente pela presença de Danilo Gentili, que verdadeiramente salvou o quadro da podridão absoluta, e por todas as subseqüentes piadas auto-críticas a respeito do quadro. E vale sempre repetir: Cortez, se livre do CQTeste logo, ou será tarde demais para todos nós.

Por fim, resta-me citar o, também incógnito, final do programa desta segunda-feira envolvendo a piada com Dunga. Não sei precisar se este final, do tipo “tapa-buraco”, já que ainda restava algum tempo a ser preenchido, mas não tempo suficiente para exibir o aguardado “Documento da Semana”, foi genial ou simplesmente idiota. Optando pelo meio termo, o incluo aqui e façamos daqui ponto final deste segmento.

Pontos Baixos:
E figura aqui, solitariamente, o “O Povo Quer Saber” com Leo Santana. Apesar da simpatia do sujeito, Gentili não estava lá para salvar também este quadro da desgraça (literalmente) absoluta, ainda que, para nossa sorte, o quadro tenha sido excepcionalmente curto. E, é claro, servindo à tradição, é preciso citar a sempre nefasta ausência do “Proteste Já”.
Nota: 7,0

Audiência: O CQC marcou 5.3 de média e picos de 7.

Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal: @pedroffr



Saiba como o Pedro faz as suas Análises do CQC
http://www.cqcblog.com/2010/08/quem-analisa-os-analistas-por-pedro.html

Perdeu o CQC ou que rever o programa?

segunda-feira, agosto 23, 2010

CQC Blog na cobertura da Passeata Humor Sem Censura


O CQC Blog esteve presente na Passeata Humor Sem Censura ontem no Rio de Janeiro representado pela nossa colaboradora Shanna Capell.

Estiveram no evento humoristas de várias emissoras e grupos. Fábio Porchat, que foi o organizador do evento, chegou às 14h e o CQC Danilo Gentili as 14h30. Ambos deram várias entrevistas (MTV, Pânico, Band, rádios, sites, etc) e a passeata, que estava marcada para as 15:00hrs só começou a andar 15:50hrs. Antes da Passeata começar, Fábio Porchat leu o manifesto contra a censura no humor. A passeata foi de Copacabana até o Leme, pois do outro lado da orla, aconteceu uma passeata religiosa no mesmo horário.







Alguns partidos políticos quiseram usar a Passeata para fazer propaganda. Os militantes levaram bandeiras e cartazes dos partidos e se misturaram aos simpatizantes da passeata para sair na mídia. Alguns Robert's levaram placas com seus perfis no Twitter para ver se conseguiam alguns seguidores.

Danilo Gentili só participou na concentração e no final da passeata, provavelmente por causa do grande assédio dos fãs.

Comediantes presentes:

Fábio Porchat, Cláudio Torres Gonzaga, Paulo Carvalho, Léo Lins, Murilo Couto (Comédia em Pé)
Welder Rodrigues (Os Melhores do Mundo)
Gregório Duvivier (Z.É. Zenas Emprovisadas)
Marcelo Madureira, Cláudio Manoel (Casseta & Planeta)
Danilo Gentili (CQC)
Marcius Melhem, Nelson Freitas, José Santa Cruz (Zorra Total)
Sabrina Sato (Pânico)
Marcos Castro (stand-up)







Humor sem censura
"Quando o Estado proibe o direito de expressão e impede o cidadão de expor suas ideias e a livre imprensa de se pronunciar, damos início a um retrocesso inaceitável, nos remetendo ao totalitarismo. Nesse ato, não temos a intenção de minar o governo atual, apenas queremos que tal atitude seja revista pelas autoridades eleitorais. As restrições impostas aos profissionais do humor são francamente inconstitucionais, uma forma arbitrária e espúria de censurar seu trabalho silenciando-os. No exercício de democracia, informar e criticar, não somente é um direito, mas um dever. Queremos ter o direito de cumprir nosso dever. Não é com a mordaça que exercitamos a democracia, mas com a liberdade de expressão e de criação. Que o nosso humor possa servir de carapuça para os que o completam com as jogadas infames da política imoral.
Por que nos cercear? Por ridicularizar os políticos que nos ridicularizam? Ou por apontar de forma jocosa aqueles que traem a nós e também a pátria de forma indecorosa?
Dos detentores do poder eleitoral, guie-se com consciência democrática, pelo bom senso da cidadânia. Que em um exemplo de fidalguia, reconsiderem em nome da descência e da moralidade, as medidas tomadas que denigrem a imagem do Brasil junto aos países que praticam a democracia. Que sejam isentos de apadrinhamentos e de servidão diante dos interesses politiqueiros e nos deem uma demostração de lixura para que possamos retornar com altivência e humor à liberdade de expressão. E por fim, que o eleitor possa decidir ele mesmo, rir ou não de uma piada e principalmente, que possa decidir o quê fazer com seu voto.

Confira mais fotos da Passeata Humor Sem Censura http://my.opera.com/CQCs/albums/HumorSemCensura   
Colaborou Shanna Capell
Shanna, 26 anos, carioca, designer gráfico e webdesigner. Apaixonada por natureza, arqueria, stand-up comedy, Shania Twain e Brian Littrell. Morava na Europa quando o CQC começou e em suas horas vagas fazia vídeos do programa. Já teve milhares de sites e blogs, mas atualmente cuida apenas deste "brog" e do CQCs blog.
Twitter pessoal: @ShannaCapell
 

CQC 110 - Roteiro

Ilustra by Lina Silva do MegaligaCQC

Band, 22h15 | Para ir ao estúdio: registre-se no site oficial CQC

Entre outras:
O VINHO DO GALVÃO BUENO
ATRÁS DOS PRESIDENCIÁVEIS
JOGADORES DA SELEÇÃO
HUMOR SEM CENSURA
FINAL DA LIBERTADORES
DOCUMENTO CQC: REDES SOCIAIS
LEILÃO NA DASLU
CQ TESTE: TESSALIA
TOP 5
O POVO QUER SABER: "REBOLATION"

PS: Este roteiro é apenas um guia. Pode sofrer alterações, amputações e inversões até a hora e, principalmente, durante a transmissão do programa, que é ao vivo!

Fonte Blog do TAS

domingo, agosto 22, 2010

Parabéns Oscar Filho

by @MegaLigaCQC

Hoje é aniversário do nosso pequeno - grande CQC Oscar Filho. A Equipe do CQC Blog te deseja muita saúde, cara de pau e sucesso. Que você continue brilhando muito no CQC, no Stand UP e em tudo mais que vier por ai!


Vários fãs-blogs e fãs clubes fizeram homenagens ao Oscar Filho. Lá no MegaLiga CQC tem um belo post com a retrospectiva da carreira dele. Confira http://megaligacqc.blogspot.com/2010/08/parabens-oscar-filho.html

A querida Syl do CQC In Love também fez sua homenagem ao nosso Pequeno Ponei: http://cqcinlove.blogspot.com/2010/08/homenagem-oscarfilho.html

No CQConect Brasil as meninas fizeram um vídeo em homenagem ao Oscar
http://cqconectbrasil.blogspot.com/2010/08/blog-post.html

E é claro, no twitter, os fãs colocaram a foto do Oscar em seus avatares e proclamaram o #OscarDay para homenageá-lo http://search.twitter.com/OSCARDAY

PARABÉNS OSCAR!!!!

Spoilers do CQC 110

Foto by @cqcsblog

Festa do Galvão
Leilão da Alta Sociedade
Título do Inter
Passeata dos Humoristas (Humor Sem Censura)
Foto by @cqcsblog
CQC no 1º Debate Presidencial da Internet Brasileira
CQTeste com rei do Rebolation Léo Santana do Parangolé
Fonte Micakut
Felipe Andreoli com a Seleção Brasileira (Evento da Gillette)

Será que entra no Top Five Brasil?











(O leitor Kildare Sena disse que o vídeo acima é antigo já :S)

Tem sugestões para o Top Five? É só mandar http://twitter.com/topfivebrasil

sexta-feira, agosto 20, 2010

Semana CQC

As entrevistas, notas e tudo mais que saiu sobre os CQC's durante a semana na internet você encontra aqui!

Marcelo Tas: brasileiro está cansado de ser tratado como idiota

O primeiro debate político online do País, promovido nesta semana por Folha/UOL, foi poderoso. Esteve na lista dos termos mais comentados mundialmente no Twitter, foi visto por 1,4 milhão de pessoas no Brasil e assistido por 127 países. Entrevistado pelo portal Adnews, Marcelo TAS critica o debate e propaganda política apresentadas nas Eleições 2010. http://www.adnews.com.br/midia/107661.html

Marcelo TAS: Brasil proíbe ridicularização de candidatos presidenciais na TV e rádio

Artigo que saiu no Associated Press e tem uma entrevista do TAS sobre o assunto. Veja o artigo traduzido na Rede do TAS no Ning: http://marcelotas.ning.com/profiles/blogs/brasil-proibe-ridicularizacao

Rafael Cortez e Monica Iozzi: Humoristas perdem a piada em ano de eleição

Monica Iozzi, Rafael Cortez e outros humoristas comentam como a  Lei Eleitoral nº 9.504 tem prejudicado os programas de humor na cobertura das Eleições 2010. http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/humoristas+perdem+a+piada+em+ano+de+eleicao/n1237753656998.html

Rafinha Bastos e Danilo Gentili apresentam o Comedians, primeiro bar exclusivamente de stand up comedy de São Paulo.
Danilo Gentili e Rafinha Bastos após a briga no Twitter

Rafinha e Gentili fazem uma bem humorada visita guiada pelas obras do bar que deve ser inaugurado em setembro de 2010 na Rua Augusta. O empreendimento tem a parceria do empresário Ítalo Gusso.
Entrevista: http://jovem.ig.com.br/danilo gentili e rafinha bastos apresentam o Comedians








*Ontem rolou uma troca de farpas no Twitter entre Danilo Gentili e Rafinha Bastos. Alguns portais noticiaram a picuinha. Danilo Gentili disse que o episódio faz parte de uma matéria para o CQC (Danilo Gentili nega briga com Rafinha Bastos)

Rafael Cortez explica a não-exibição da entrevista na íntegra com Maria Bethânia no CQC

Rafael Cortez fala da emoção de entrevistar Maria Bethânia, um de seus ídolos, para o CQC e conta também o por quê de ter pedido a edição da matéria com a entrevista da cantora: http://www.lascortezas.com/2010/08/rafael-cortez-explica-nao-exibicao-da.html

Mônica Iozzi recusa convite de ensaio sensual para revista 
Contente-se com esta imagem (by CQCsBlog)
A repórter do programa “CQC”, Mônica Iozzi, foi convidada pela revista Trip para participar de um ensaio sensual. Entretanto, segundo a coluna Outro Canal, a comediante optou por não realizar o ensaio e com isso aceitou dividir a capa da revista, coberta de roupa, ao lado de Sabrina Sato.http://natelinha.uol.com.br/2010/08/19/not_33450.php


Danilo Gentili: Entrevista para a Revista Playboy
Clique na imagem e leia a entrevista na íntegra. A entrevista foi gentilmente scaneada pelo Fã Clube Danilo Gentili Rio de Janeiro. Sigam as meninas @FCDG_RJ

Oscar Filho adere a campanha "Vote em um Presidente Amigo da Criança"

A Campanha "Vote em um Presidente Amigo da Criança", da Fundação Abrinq - Save the Children tem como objetivo conscientizar os eleitores a escolherem candidatos que se comprometam a implementar políticas públicas para crianças e adolescentes. (Fonte Revista Quem)

Danilo Gentili: Com vídeo e charge, humorista ataca censura ao humor nas eleições

Não queremos uma justificativa. Queremos uma solução. E para que mesmo o mais débil e simplório dos nossos funcionários do Legislativo e Judiciário compreenda e faça o que lhes é cabível, tentarei ser o mais didático possível.http://www1.folha.uol.com.br/poder/785047-com-video-e-charge-danilo-gentili-ataca-censura-ao-humor-nas-eleicoes.shtml
 
CQC: Amaury Jr. diz que deixou legado para humorísticos


O apresentador Amaury Jr. completa 30 anos de televisão no comando de um programa em que conversa com as celebridades em festas e outros eventos. Atualmente, atrações como os humorísticos CQC – Custe o Que Custar (Band) e Pânico na TV! (Rede TV!) estão usando dessa mesma tática em suas reportagens. http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?edt=36&id=122842

quinta-feira, agosto 19, 2010

Quem Analisa os Analistas? - por Pedro Rech

Um breve tratado sobre as análises deste belo blog e da igualmente bela pessoa que as faz.

Olá hipotéticos e incultos leitores. Em um ato de benevolência divina, resolvi gastar uns poucos minutos de meu valioso tempo para vir aqui e lhes contar um pouco mais sobre os bastidores de minhas aclamadas análises e também, vejam só, sobre mim mesmo.

Resolvi esquematizar este tratado na forma de uma espécie de FAQ. Que tal? Bom, a palavra final é minha, então será do jeito que eu quero e a opinião de vocês não importa. Então, vamos à primeira pergunta:

1 - Como eu, de mero espectador entusiasmado e ser humano médio, ascendi até este prestigioso cargo de analista? (Essa é uma excelente pergunta, a qual eu próprio talvez não saiba responder de forma satisfatória.)
Resposta: Retrocedendo na linha do tempo, um dia eu era um insignificante rato de tópicos de Orkut, fazendo análises entusiasmadas (e hoje, obviamente, bastante amadoras) sobre o CQC e diversos outros programas de meu agrado, até que um belo dia, a grande matriarca deste blog, a Viviane Pereira (Vivis), surge em minha página de recados perguntando se eu não gostaria de escrever análises semanais do CQC exclusivamente para o CQCBlog, e, sem exitar, aceitei essa função de grande prestígio. Os comos e por quês de Viviane ter me oferecido a função permanecem uma incógnita até a presente data. Seja como for, as minhas até então bastante modestas análises começaram a ter certa relevância e reconhecimento, e aos poucos o meu inflamável ego passou a crescer de forma incontrolável até que me tornei este monstro narcisista, que escreve análises quilométricas e que ultrapassam todos os níveis da imparcialidade ou distanciamento passional que esse trabalho obviamente exigiria. Não é, sob qualquer aspecto, uma história interessante. O fim.


2 - Perguntará então o ávido leitor, como eu faço minhas análises? 
Resposta: Veja bem, leitor ignorante, é uma rotina realmente muito simples: toda a segunda-feira à noite, após um vasto jantar de carnes finas, visto meu roupão de seda egípcia, pego meu caderninho com capa de couro, que serve a este fim exclusivamente, a minha caneta Mont Blanc de cor azul, uma bela taça de vinho tinto cabernet sauvignon, acendo a lareira, sento-me em uma confortável poltrona posicionada em frente ao meu televisor de alta-definição e, com a alegria de uma criança em uma loja de doces, me coloco a assistir o CQC, a cada matéria escrevendo frenéticas anotações em meu caderninho. Ao término do CQC, escrevo algumas breves considerações finais, deito, tristemente sozinho, em minha cama de lençóis italianos e tenho deliciosos sonhos envolvendo, muito frequentemente, a única coisa perante à qual toda minha fortuna passa a não ter valor algum, a deslumbrante Mônica Iozzi. Às vezes o meu mais fiel leitor, Rafael Cortez, me visita em sonhos também, mas esse assunto diz respeito exclusivamente à meu psiquiatra.

Após uma revigorante noite de sono, me levanto e ponho-me imediatamente em frente ao computador (às vezes, sinto a falsa nostalgia de não poder escrever em uma máquina de escrever), onde organizo as anotações da noite anterior e escrevo o esboço da análise. Depois, dou uma breve olhada em tópicos de discussão no Orkut e comentários avulsos no Twitter para ter certeza de que não estou escrevendo nenhuma incoerência e, após uma série de revisões, envio a versão final da análise para o e-mail deste blog (acreditem, apesar de colaborador fundamental, eu não tenho poder nenhum sob este domínio, mas acho que meus colegas de blog estão sendo bastante sensatos em não me fornecer acesso à esta conta), recosto-me em minha cadeira e finalmente fumo um charuto cubano enquanto penso, em regozijo, “o trabalho está feito”.

(Talvez essa pergunta não tenha ocorrido em nenhuma cabeça à qual os olhos estejam a percorrer estas humildes confissões, mas vou responde-la de qualquer forma)
3 - Essas análises influenciaram, sob qualquer aspecto, os rumos de minha vida? 
Resposta: Provavelmente não. Mas, algumas coisas bastante agradáveis aconteceram desde que eu me tornei colaborador do CQCBlog que poderiam não ter acontecido de outra forma. Por exemplo, quem diria, eu fui elogiado já em duas ocasiões pelo galã deste novo século, Rafael Cortez, que muitos podem não ter acreditado nas incontáveis vezes que mencionei isso em minhas análises, mas que é realmente um leitor assíduo dessa sessão. A primeira ocasião ocorreu há alguns meses, e se deu da seguinte forma: uma bela manhã, encontro um recado vindo de um certo Rafael Cortez na caixa de spam do Orkut, elogiando minhas análises e lamentando o fato de eu repudiar o CQTeste. O curioso é que o recado foi enviado em plena Copa do Mundo, com Cortez na África do Sul. Apesar de o perfil parecer autêntico, e apesar de eu ter respondido Cortez com uma verdadeira dissertação explicando o porquê de eu ter tanto desgosto pelo CQTeste, acabei por supor que tratava-se de um perfil falso. Ao marcar como “não é spam”, o recado desapareceu para sempre, e confesso que, algumas semanas depois, passei a desconfiar que a situação toda tinha sido uma alucinação decorrente da mistura de sonhos com realidade.

O tempo passou, e então acontece de a já citada matriarca deste blog, Viviane, ir assistir ao CQC na platéia e lá encontrar ninguém menos do que Cortez em carne e osso. E é em uma conversa informal com Viviane, e diversos outras testemunhas, que Cortez repete exatamente as mesmas palavras do recado perdido, mas acrescentando muito mais elogios e, barrocamente, muito mais fúria ao fato de eu repudiar o CQTeste. Foi um grande dia aquele. O que mais me interessa nisso tudo não é nem o fato de Cortez ser um leitor fiel, aliás, eu não poderia me importar (de todos, tinha que ser logo o Cortez? Não poderia ser um cara mais bonito e engraçado, como o Gentili? Ó, como és cruel, destino), o que realmente importa é isso: Cortez e Mônica Iozzi são, ao que eu posso supor através de entrevistas e declarações esporádicas na imensidão da internet, amigos. [devaneio do Pedro on] Logo, é bastante provável que entre uma conversa e outra, Cortez tenha comentando com Mônica a respeito de um certo jovem culto, bonito, atlético e refinado e umas certas análises que esse jovem faz semanalmente sobre o CQC. [devaneio do Pedro off] A quem não ligou as características com a pessoa, o tal jovem sou eu, leitores ingratos. Enfim, podem calcular as probabilidades de essa criatura celestial divina estar me lendo nesse exato instante e suspirado de amor por quem vos fala? Bom, na verdade, as probabilidades são realmente bastante reduzidas. Mas eu não vou pensar nisso, do contrário, um nó pronto a ser dado ao redor de meu pescoço estará me esperando.

Ah, antes que eu me esqueça, muito menos importante do que tudo isso é que, graças a este blog, uma equipe do principal jornal impresso aqui de Caxias do Sul, o duvidoso “Pioneiro”, me localizou e me entrevistou para uma matéria especial com o tema “os jovens e a política”. O mundo tomou uma curva terrivelmente errada quando uma pessoa como eu se torna referência neste assunto. Até a presente data, a tal matéria não havia saído no jornal, fato este que enche o humilde narrador de desgosto.


E eis que chega a derradeira questão:
4 - Por que eu faço tudo isso? (Afinal, eu nunca ganhei um centavo que seja com estas análises, e dificilmente ganharei. Tampouco conquistarei o coração de Mônica Iozzi, apesar dos flertes gafolheiros que eu dedico à ela análise após análise, inclusive presentes neste texto. Poderiam citar um suposto “prestígio” que eu tenho como analista, mas nestes tempos sombrios em que vivemos, prestígio vale menos do que um geladinho de uva. O mesmo vale para aquela tal entrevista e tudo o mais que possa vir daqui para a frente.)
Resposta: E eis que, estimados leitores, lhes respondo o sentido disso tudo: é pela diversão, pura e simples, que eu dedico estas poucas horas semanais a fazer minhas análises. E nada mais.


Epílogo


Como brinde por terem perdido tempo lendo este memorial, lhes presenteio com uma página original de meu caderno de anotações. Antes, uma breve explicação: eu normalmente dedico uma página para anotações referentes aos “Pontos Altos” e observações gerais sobre o programa, porque eu parto do pressuposto que os “Pontos Intermediários” e “Pontos Baixos” constituirão, juntos, menos da metade do CQC (o que de fato costuma acontecer), por isso os deixo juntos no verso da página. O que vocês verão a seguir é a página dos “Pontos Altos”, e para registros históricos, tratam-se das anotações referentes ao programa do dia 02/08/2010. Boa noite.

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