terça-feira, agosto 03, 2010

Análise do CQC 107 - por Pedro Rech


Bom dia, boa tarde, boa noite hipotéticos leitores. Acharam que com fim da Copa do Mundo e o início da corrida eleitoral as matérias futebolísticas iriam diminuir e dar espaço para matérias, bem, mais importantes? Bom, como sempre, subestimamos o potencial destrutivo do futebol, que praticamente tomou de assalto o CQC desta segunda-feira. Apesar disso, o programa foi hilário como há muito não se via, e, quem diria, até mesmo algumas das matérias esportivas valeram a pena. Seja como for, vamos às considerações:


Pontos Altos: 
Primeiro, claro, é preciso citar a bancada, que a cada programa se supera em suas sacadas e que este ano atingiu tal nível de excelência como nunca antes no CQC. Dando prosseguimento à cobertura da corrida eleitoral (agora oficializada por uma simpática vinheta de abertura), é claro que precisa figurar aqui a matéria de Oscar Filho, Danilo Gentili e Rafael Cortez (que, até que enfim, se livrou daquele ridículo chapéu) cobrindo a campanha dos presidenciáveis, muito embora a matéria em si, apesar de muito boa, não tenha sido particularmente engraçada. Efeito da Resolução N. 23.191/2009 do TSE ou mera coincidência? A resposta, meu amigo, está soprando no vento.

Seguindo, quem diria que uma matéria tão dispensável quanto à de Mônica Iozzi tentando a carreira de modelo seria tão divertida? É interessante observar os dois extremos da matéria: primeiro, fomos agraciados pela visão divina de Mônica em toda sua exuberância (apesar de que, como muitos debateram, a beleza exótica de Mônica resida em parte na simplicidade de sua maquiagem) para logo depois sentirmos vergonha alheia à nível de Rafael Cortez em Indianápolis. Aliás, ao ver a pequena inserção da reunião geral de todos os repórteres na casa de Danilo Gentili, da qual falarei mais tarde, me ocorreu o seguinte pensamento: [surto do Pedro on] será que Cortez, meu mais fiel leitor, mencionou minhas análises aos outros integrantes? Estará Mônica Iozzi me lendo neste exato momento? Quisera eu nunca ter tido conhecimento do fato de que Cortez é meu leitor assíduo. O entorpecimento do poder está arruinando minhas análises com inserções de cunho pessoal e nem um pouco profissionais, como esta. Minha fama será minha ruína.[surto do Pedro off] O CQCBlog criou um monstro. Quem viver, verá.

Depois, é preciso citar o hilário “Documento da Semana” sobre o, como ficou bastante claro, absurdo “Estatuto do Torcedor”. E me entristece saber que Marcelo Tas não é um de meus leitores, pois, se fosse, não insistiria em chamar programa após programa o “Documento da Semana” de “Documento CQC”, embora, como eu já tenha mencionado, o título imaginário de Tas soe melhor que o título real.

E, apesar do excesso descarado de matérias futebolísticas, a matéria do bom e velho Felipe Andreoli, em um momento de profunda inspiração, no lançamento do novo filme do Corinthians, que acabou sendo, se não a, uma das matérias mais engraçadas do programa desta segunda-feira. Não esquecendo de citar de também o “O Povo Quer Saber”, com Juca Kfouri, e os sempre divertidos “A Semana Em Fotos” e o “Top Five”. Aliás, aproveitando o ensejo, muito tem se falado a respeito da polêmica primeira colocação no “Top Five” desta segunda-feira, de que o sujeito responsável pelas palavras de baixo calão ao vivo realizou esse ato com a única intenção de aparecer no CQC, e que, portanto, antes de uma gafe ou erro televisivo espontâneo, que teoricamente deveria compor a escalação dos selecionados no “Top Five”, era um ato individual de auto-promoção. Bom, análises extremamente elaboradas sobre o fato já estão disponíveis na internet aos interessados, mas me vejo na posição de defender a escolha e a equipe do “Top Five”. Pensando no vídeo apenas, e eliminando todo o contexto da auto-promoção, trata-se de um acontecimento extremamente engraçado e inusitado. O intuito do “Top Five” é apenas este: nos divertir. E nisso eles foram bem sucedidos nesta segunda-feira. Afinal, o “Top Five” é um quadro voyeurístico sobre a televisão, e não cabe a ele julgamentos morais elaborados. Cabe à própria equipe do “Manhã Maior”, o programa em questão, impedir que esses atentados contra o bom senso ocorram. Ao CQC, e aos espectadores, resta apenas rir.

Por fim, resta-me citar o, a exemplo do apoteótico final da semana passada, final do programa desta segunda-feira, na ocasião da sátira ao ocorrido com os jogadores do Santos. Curto, simples e, talvez por isso mesmo, genial.



Pontos Intermediários: 
É preciso começar citando Mônica Iozzi no evento do “Inverno Sem Frio”, cuja matéria foi desnecessariamente longa e com um ritmo bastante afetado pelo excesso de temas, como a discussão a respeito da grafia de “beneficente” (sim, essa é a forma correta da palavra) e a confusa tentativa de emular o saudoso “Em Foco”. Apesar disso tudo, a matéria acabou sendo moderadamente divertida, em especial devido ao final envolvendo, novamente, Roberto Justus.

E agora, parem as máquinas! É o fim dos tempos! O CQTeste com Didi Wagner foi, e trago à boca um gosto amargo ao dizer isso, divertido! Mas, não encare isto como uma trégua, Cortez. Você venceu a batalha, mas sucumbirá ao fim da guerra.



Pontos Baixos: 
A matéria de Oscar Filho e Felipe Andreoli no jogo Corinthians vs. Palmeiras não saiu do lugar-comum. Vemos matérias idênticas a esta desde o início do CQC, em 2008, e ainda naquele ano elas já estavam se tornando cansativas. E, por fim, temo estar me tornando repetitivo, mas é inaceitável que matérias fundamentais, como o “Proteste Já” e o prometido e vital “Quem Quer Ser Governador” sejam substituídos por matérias futebolísticas, como foi claramente o caso nesta segunda-feira. Eu não me canso de dizer isso: CQC sem “Proteste Já” não é CQC.


Nota: 7,5
O CQC teve média de 6 pontos e ficou em 4º lugar na audiência.


Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal: @pedroffr




Posted By: Viviane Pereira

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5 comentários:

  1. A cada dia os surtos do Pedro estão piores!
    No geral foi bom e divertido
    Apesar de ter muita pauta futebolística, as mesmas foram boas, o Documento sobre o Estatuto do Torcedor foi bem feitinho.
    As matérias da Monica foram ótimas. A cada dia ela se sai melhor.
    Rafael Cortez em: 'tudo por um tchauzinho da Dilma' esteve hilário.

    Faltou o quem quer ser governador né?

    Não gostei do 1º lugar do Top Five, achei desnecessário. O imbecil ligou na emissora e gravou a conversa, achei um desrespeito com os telespectadores dele e o CQC ainda reforçou. Lamentável.

    A paródia dos meninos da Vila achei bem tosca, tb não gostei

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  2. Pedro, eu dei nota 8 pro CQC de ontem. As nossas análises quase batem; mas o programa de ontem foi muito bom; um dos melhores do ano!!!

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  3. Só uma coisa que não entendo, pq fazer coberto desse tipo de evento como foi do filme do corinthians?! É como fazer cobertura de lançamento de playboy (como o cqc já fez) ou de livro de culinária da Ana Maria Braga (como o cqc já fez). Esse tipo de coisa só interessa pra uma parcela da audiência do cqc, pra mim isso deveria ser retirado da pauta deles. Sei q ficou nos pontos altos aqui dessa crítica, mas pra mim é totalmente irrelevante esse tipo de matéria, na minha opinião o cqc deve investir em "colocar o dedo na ferida" dos políticos pq isso é o q eles fazem de melhor.

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  4. Eu tenho fortes razões para acreditar que esse tipo de matéria é encomendada. Mas, como lembrou a colega, eles nunca mais fizeram cobertura de lançamento de Playboy. Amém a isso.

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  5. Eu acho que o programa tem que ter sim este tipo de matéria pois são elas que acabam chamando público novo para o programa.

    Quanto aos lançamentos de playboy e babaquices como o lançamento das Sexy Dolls que só deram chabu, espero que nunca mais tenham ou que demorem muuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiito para aparecer de novo.
    AMÉM!

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