terça-feira, novembro 02, 2010

Análise do CQC 120 - por Pedro Rech


O dia nasce nesse fúnebre feriado de finados, mas, mais do que chorar por nossos entes queridos que há muito se foram, deveríamos sim chorar por mais um CQC que, se não foi ruim, foi ao menos simplesmente mediano. E, o que realmente traz um sabor amargo à boca ao escrever essas palavras é saber que foi um programa que tinha tudo para ser espetacular: o fim das eleições, finalizando uma cobertura eleitoral já histórica por parte do CQC e, muito mais importante, pancadaria! Seja como for, não me resta nada além de partir para a análise mais apurada a seguir.


Pontos Altos
É claro que, se houve um ponto alto no programa desta segunda-feira, esse ápice foi mais do que certamente a cobertura das eleições do segundo turno em São Paulo, nas mãos de Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Marco Luque e Mônica Iozzi. Sobre a participação de Danilo Gentili e Rafinha Bastos, não há o que dizer além de que, como sempre, o que se viu por parte da dupla de jovens empreendedores foi genialidade em seu estado puro. Destaque especial para o novo embate entre Gentili e Ronaldo Ésper (quem diria que Ésper chegou a participar, ainda que momentaneamente, da bancada do CQC ainda na ocasião do “Documento da Semana” sobre o exame de próstata alguns meses atrás). Ainda sobre Gentili, vale também destacar a entrevista com José Genoíno, a entrevista com o rei dos monstros, José Sarney, e, óbvio, toda a ocorrência da pancadaria que, apesar de evidentemente essas situações assustadoramente rotineiras serem lamentáveis, sempre elevarem e atestarem a qualidade de uma determinada matéria. Sobre Rafinha Bastos, é preciso destacar sua entrevista com Lula e, evidente, seu embate com o vilão Luiz Marinho, que ficou no nível do embate de encher os olhos e o estômago entre Rafinha e Netinho, ainda no primeiro turno.

Já em Marco Luque, temos uma situação incógnita. Por um lado, sua atuação, que consistiu unicamente em entrevistar Silvio Santos, foi absolutamente inútil e breve. Por outro lado, ficou claro no especial de eleições do primeiro turno que o nível de preparação de Luque para matérias externas é bastante questionável. Logo, creio que, apesar da nulidade de sua participação, ficamos todos no lucro. Por fim, não posso deixar de mencionar que houve algo de decepcionante na atuação de minha ex-musa, Mônica Iozzi, no programa desta segunda-feira. É claro que a forma como o bando do PSDB recebeu a derrota limitou em muito as possibilidades de Mônica, mas mesmo assim, o produto final ficou longe de ser o que se espera da certamente melhor repórter mulher do programa (desculpem-me por essa brincadeirinha nível Rafael Cortez).

Falando em Rafael Cortez, meu ilustre ex-amigo, é preciso citar a cobertura do segundo turno no Rio de Janeiro, em suas mãos e nas mãos de Felipe Andreoli também. Sobre a cobertura no Rio de Janeiro em geral, é perceptível que essa espécie de “lado B” da cobertura eleitoral sempre é bem menos divertida e interessante do que a de São Paulo. Foi assim em 2008 e foi assim este ano. Apesar de tudo, tivemos alguns momentos brilhantes, como a entrevista de Felipe Andreoli com Ricardo Teixeira. E, para fechar definitivamente esse ano eleitoral, resta-me citar a diminuta participação do diminuto repórter Oscar Filho em Porto Alegre que, apesar de fraquinha, conseguiu superar sua participação no primeiro turno.

Por fim, é preciso citar apenas o sempre divertido “Top Five” e o tradicional final tapa-buraco, dessa vez sobre a derrota de José Serra.


Pontos Intermediários
Inauguro este pequeno espaço com a matéria de Oscar Filho na inauguração do bar Comedians, de propriedade de nossos queridos Danilo Gentili e Rafinha Bastos. Primeiramente, até que enfim uma matéria publicitária que manteve certo nível de qualidade, principalmente pelo fato de ser uma das raríssimas ocasiões em que absolutamente todos os integrantes originais apareceram juntos em uma mesma matéria. Apesar disso, não chegou a ser nenhuma pérola jornalística ou humorística.

Seguindo, é preciso citar o “O Povo Quer Saber” com os assassinos do rock, a banda Restart. Encontra-se essa matéria entre os pontos intermediários por duas razões: o lado negativo é que tratava-se da banda Restart, porém, o lado positivo é que as perguntas da população eram em sua maioria depreciativas. O resultado final, portanto, é equilibrado.

Depois, é preciso citar a matéria de Rafael Cortez no aniversário da revista Rolling Stone que, apesar de apenas divertidinha, teve uma duração extremamente apropriada, o que tornou a matéria leve e não cansativa. E por fim, resta-me citar apenas os sempre nem tão divertidos erros de gravação da cobertura eleitoral.


Pontos Baixos
Aqui no fundo do poço figura apenas a matéria de Felipe Andreoli na estréia do musical “Gaiola das Loucas”, pauta inútil, lugar-comum, enfim, o mesmo de sempre.


Nota: 7

Audiência: O CQC marcou 5.3 de média e picos de 8
E vocês, leitores incultos? O que acharam da CQC desta segunda-feira? O que acharam da agora óbvia vitória de Dilma? E quanto a vil agressão contra Gentili, o que pensar? Deixe sua opinião ali nos comentários e vamos celebrar a democracia porque, pelo menos por enquanto, a internet ainda é um espaço livre do controle governamental. Até semana que vem!
Posted By: Viviane Pereira

Análise do CQC 120 - por Pedro Rech

Share:

Post a Comment

Facebook
Blogger

5 comentários:

  1. Gostei muito dessa maneira de trabalhar. Sempre avaliando , criticando para avançar e melhorar. Não posso fazer uma avaliação real pois assisti o programa em partes

    ResponderExcluir
  2. Acredito que o nível do cqc está caindo muito desde o ano passado. Fala-se mais de celebridade e menos de política. O que resta aos fãs incondicionais é ver se com o fim das eleições a política será deixada de lado. Espero que os "testes de qualidade" voltem com tudo.

    ResponderExcluir
  3. Concordo com a "mari", o nível do CQC está caindo bastante. Continua divertido, mas não é sempre isso que a gente busca nesse programa. O que mais se tem atualmente é o mundo das celebridades, mas de certa forma até compreensível, visto que o cenário político nacional estava centrado nas eleições que teve sua cobertura todas as semanas. Nos resta agora com tudo bem definido esperar o resultado nos próximos episódios de CQC. Já o CQC 3.0 está ótimo, é uma oportunidade de vê-los de forma descontraida e sem roteiro. Parabéns ao CQC.

    ResponderExcluir
  4. Eu não assisti o CQC inteiro, vi algumas partes e depois vi os vídeos. Gostei do que vi, o Danilo e o Rafinha estavam geniais. Mas pra que mandam o Luque pra rua? Ainda não consegui entender...

    ResponderExcluir

Orientações para a postagem de comentários do CQC Blog

Follow Us

Arquivo do Blog

Comunidade CQC Brasil

Postagens Populares

© CQC Blog - Custe o Que Custar All rights reserved | Theme Designed by Seo Blogger Templates