terça-feira, novembro 30, 2010

Análise do #CQC 124 - por Pedro Rech


Saudações, leitores ignorantes. O caso é que, após semanas de desgraça e miséria, o CQC parece ter finalmente voltado, ainda que não completamente, é claro, aos eixos. Influenciado por um atmosfera extremamente enérgica (e cheia de deslizes da sensacional bancada, diga-se de passagem), com uma platéia excepcionalmente empolgada e, a cereja no topo do bolo, sem aquele horrendo primeiro comercial, tivemos nesta segunda-feira um programa que, apesar da óbvia qualidade elevada, oscilou entre a ruindade extrema e a genialidade pura, mas que, no geral, foi de longe o melhor programa das últimas semanas. Sem mais enrolação, às considerações!

Pontos Altos:

É preciso começar este espaço de prestígio com a, no mínimo, genial matéria de Mônica Iozzi no Prêmio Congresso Em Foco, dando um destaque especial para a melancólica despedida do grande vilão José Genoino (PT-SP), que agora passará a executar suas vilanias longe dos holofotes da Câmara. Destaque especial também para o fato de que o mundo deve ser um lugar terrivelmente errado quando é feita uma premiação que premia quem... Faz o seu trabalho sem cometer nenhum crime.
Monica Iozzi foi conferir o Prêmio Congresso em Foco em Brasília

Seguindo, um dos verdadeiros pontos altos desta segunda-feira, o fantástico “Documento da Semana” sobre a posição do Império do Mal, a Igreja Católica, a respeito da questão do uso da camisinha. Sobre a matéria, há muito o que ser dito: em primeiro lugar, é uma vergonha para a humanidade estar discutindo uma questão tão óbvia em pleno século XXI. Depois, apesar de tudo, a matéria passou uma noção extremamente falsa: a de que alguém ainda se importa com o que o Papa tem ou não a dizer a respeito de qualquer coisa que seja. Ainda mais quando é uma colocação extremamente discriminatória e imbecil como foi a em questão. Falando em imbecilidade, vale um destaque especial às colocações da personificação da babaquice, um de meus grandes arqui-inimigos, o excelentíssimo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), colocações estas que só alguém como Mônica Iozzi poderia ter obtido. Palmas.
Documento da Semana sobre a liberação da camisinha pela Igreja Católica

Agora, desculpem-me pelo acesso de fúria no parágrafo acima. Para acalmar os ânimos, nada melhor do que citar um mais do que harmônico e calmo “Proteste Já”, sobre problemas de canalização em São Paulo, que não conteve agressões, hostilidades ou indiferença do poder público. Tão estranha ausência de fatores, aliás, que mal pareceu um “Proteste Já” tradicional.

Continuando, eis que chegamos a uma verdadeira obra-prima da televisão, o “Controle de Qualidade”, que se superou no quesito “perguntas fáceis” vs. “idiotice da classe política”. E me absterei de maiores considerações, porque, afinal, eu poderia escrever uma verdadeira tese abordando, por um lado, a genialidade conceitual do “Controle de Qualidade”, bem como a crescente ignorância e infâmia de nossos representantes. Portanto, farei daqui o ponto final.
Deputado Domingos Dutra do PT do Maranhão afirmando que Pernambuco fica no Pará

E, finalmente, resta-me citar um morno, apenas, “Top Five”, o excepcionalmente curto “A Semana Em Fotos” e o tradicional final tapa-buraco, dessa vez com o Capitão Nascimento.


Pontos Intermediários:
 Aqui, é necessário começar citando a matéria de meu velho ex-amigo e leitor, Rafael Cortez, no auge de sua insanidade (e, no caso, isso não é necessariamente bom) na festa de aniversário de um ano da revista Billboard. Seguindo, é vital citar também o humanamente insuportável “O Povo Quer Saber” com Eduardo Suplicy. E, concluindo estas breves ponderações, só me falta mencionar a divertida entrevista de Felipe Andreoli com o grande Pelé.

Pontos Baixos: 
Oscar Filho e Felipe Andreoli fazem dobradinha para cobrir a reta final do Campeonato Brasileiro

Começando essa sessão de desventuras e infortúnios, é preciso citar a matéria dupla de Oscar Filho que, apesar de tudo merece crédito especial nesse caso, e Felipe Andreoli nos jogos Fluminense vs. Palmeiras e Corinthians vs. Vasco, respectivamente. Supondo que a cobertura de jogos de futebol tenha valor aritmético equivalente a zero, e admitindo que a multiplicação de qualquer número por zero tem como produto o valor zero, é lógico concluir que mesmo vinte repórteres não fariam esse tipo de matéria ter algum rendimento que não seja nulo.

É preciso citar também a matéria de Felipe Andreoli no Prêmio de Música Digital, que conteve as seguintes pérolas que justificam essa posição: Andreoli entregando prêmios nas mãos da banda Restart, e ainda andando abraçado com um integrante da mesma, além de insinuações sobre PC Siqueira ser um hipotético novo integrante do CQC ano que vem. CORRÃO para as colinas! Mas, apesar dessas abominações, o grande pecado da matéria foi, provavelmente, ela ter sido desprovida de graça.

Por fim, resta-me citar a hora de dormir, trocar de canal, ir ao banheiro ou fazer um lanchinho, já que até o intervalo comercial é mais interessante do que ele, o mais uma vez deplorável CQTeste, dessa vez com o skatista Mineirinho, e a matéria de Oscar Filho na estréia do documentário “Vida Sobre Rodas”, que, de tão nula, não requer grandes explicações.

Sobre o CQC 3.0 #7:
Rafinha Bastos e Marco Luque se mostram fãs do Supla e cantam Garota de Berlim no CQC 3.0

A verdade é que, a respeito desta sétima edição da até agora bem sucedida empreitada do CQC 3.0, não há o que ser dito. Tudo permanece exatamente igual, lembrando novamente, é claro, que esse “exatamente igual” não é necessariamente ruim, já que ver a bancada atuando completamente fora dos mecanismos invisíveis e anônimos da televisão simplesmente não tem preço. Eventualmente, porém, essa fórmula perderá a graça. Mas, até lá, vida longa!

Nota: 8

CQC marcou 5.2 de média, pico de 7.5 e 10% de share.


E vocês, leitores incultos? O que acharam da CQC desta segunda-feira? Vamos de cara alimentar a polêmica: o que acharam das declarações babacas do igualmente babaca Papa Bento XVI? E, mesmo tratando-se obviamente de uma brincadeira, é possível imaginar alguém como PC Siqueira integrando a equipe do CQC em anos futuros? Quem mais faltaria? Deixe sua opinião ali nos comentários e vamos celebrar a democracia porque, pelo menos por enquanto, a internet ainda é um espaço livre do controle governamental. Até semana que vem!


Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal: @pedroffr


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