terça-feira, dezembro 07, 2010

Análise do #CQC 125 - por Pedro Rech


Saudações, hipotéticos leitores. Na reta final desse miserável ano de 2010 que já está prestes a nos abandonar, e após uma relativa recuperação por parte do CQC depois de uma fase lastimável, o caso é que, com o programa desta segunda-feira, o CQC deu novamente claros sinais de uma recaída, em um programa sem praticamente sem pontos intermediários: ou as matérias foram geniais, ou foram, bem, o oposto disso, o que tornou o programa, realizando um balanço geral, médio. Às considerações.


Pontos Altos: 


Se por um lado Tas novamente errou o nome desse segmento, o quadro em si foi, sem sombra de dúvidas, um acerto. E é claro que estou a falar do fantástico “Documento da Semana” sobre o tráfico de drogas. Apesar dos elogios, é preciso fazer algumas ressalvas: primeiramente, o quadro foi muito amplo e, abordando um número exagerado de tópicos (afinal, tivemos aí desde a origem antropológica do consumo de entorpecentes até a comissão latino-americana sobre drogas e democracia), não houve tempo hábil para dar a devida profundidade a cada um desses tópicos. Como entusiasta do assunto, perdoem-me a modéstia, poderia escrever aqui um tratado sobre o tema, porém, para poupar meus modestos leitores dessa desgraça, concluo apontando que não foi abordado simplesmente o ponto capital quando se fala em consumo de drogas: a liberdade individual, severamente violada, governo após governo, país após país. É, é claro, vale por fim ressaltar que novamente tivemos aqui nosso querido canalha, o excelentíssimo deputado Jair Bolsonaro (PTB-RJ), nada mais nada menos do que defecando pela boca com sua brilhante linha argumentativa, mais uma vez. Aliás, recomendo aos amados leitores entediados pesquisarem sobre a vida e obra dessa enigmática figura, desde notícias recentes até declarações passadas. Acreditem em minha palavra, ao fazerem isso, vocês terão horas e horas de pura diversão.


Seguindo, impossível não citar o tipo de situação que já está se institucionalizando aqui entre os momentos memoráveis do CQC, a matéria de nosso querido ex-amigo e leitor, Rafael Cortez, atrás da lenda viva do cinema, o brilhante cineasta Francis Ford Coppola, matéria essa que foi, na melhor das hipóteses, constrangedora até os ossos. A respeito dessa crescente onda de entrevistas constrangedoras por parte de Cortez a celebridades internacionais (mencionando aqui desde os atores Jack Nicholson e Kevin Costner até cineastas como Wim Wenders e o próprio Coppola), cabe mencionar aqui que isso já é praticamente não só uma marca pessoal do perfil de Cortez como repórter, mas sim uma marca registrada do próprio programa. Que venham os próximos constrangimentos. E sim, para não restarem dúvidas, eu não estou sendo irônico e de fato considero essa característica, na ausência de uma palavra melhor, genial.


Continuando, é preciso citar mais um desde já clássico “Controle de Qualidade”, dessa vez focado na temática dos últimos acontecimentos no Rio de Janeiro, além do sempre vital, e curto, “Proteste Já”, que essa semana dispensa maiores comentários. E por fim, resta-me mencionar mais um daqueles momentos para se emoldurar e guardar na estante, o “O Povo Quer Saber” com Maguila, o sempre divertido “Top Five” e tradicional final tapa-buraco, dessa vez com Ronaldo.


Pontos Intermediários: 
Figura aqui, completamente solitária, a matéria de Felipe Andreoli no Prêmio Arte Qualidade Brasil, mais uma entre tantas matérias cobrindo premiações, mas das quais, por mais repetitiva que seja, sempre se extrai alguma risada.


Pontos Baixos: 
Começo os trabalhos nesse triste espaço citando a matéria de Oscar Filho no show YouTube Sertanejo Live, matéria essa que nem a presença de Rafinha Bastos poderia salvar. Seguindo, é preciso citar novamente o pobre Oscar Filho, junto a Felipe Andreoli, na matéria dupla com as finais do Campeonato Brasileiro, que, mesmo se tratando da conclusão do campeonato desse ano, foi mais do mesmo, como sempre.


Se, por um lado, tivemos neste programa Rafael Cortez entrevistando um ícone mundial das artes como Coppola, é claro que o universo, para poder equilibrar a balança, obrigaria o mesmo Rafael Cortez a realizar uma entrevista exclusiva com o outro lado do espectro, e é claro que eu estou falando da entrevista com Ivete Sangalo, que foi igualmente constrangedora, dessa vez porém, sendo o constrangimento não mais um ponto positivo.

E, por fim, resta-me citar o quadro que só não está no fundo do poço porque sempre se pode descer mais fundo, o “CQTeste”, dessa vez com Agnaldo Timóteo que, vejam só que momento histórico vivemos, foi o primeiro participante de toda a história do CQC brasileiro a ter sido desclassificado. Não tem como fracassar mais do que isso.

Nota: 7
O CQC marcou 5.5 pontos de audiência
E vocês, leitores incultos? O que acharam da CQC desta segunda-feira? Com o ano chegando ao fim, qual a sua visão sobre essa terceira temporada do CQC? E quanto a aposta com Ronaldo, a qual não comentei acima: será que vai acontecer? E pior, se acontecer, será que teremos aí um novo momento a lá o “CQTeste” com Ronaldo ano passado, o verdadeiro fundo do poço? Deixe sua opinião ali nos comentários e vamos celebrar a democracia porque, pelo menos por enquanto, a internet ainda é um espaço livre do controle governamental. Até semana que vem!

Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal: @pedroffr

Leia todas as análises do CQC postadas no Blog http://www.cqcblog.com/analisecqc 

Perdeu o programa? Assista o nosso playlist http://www.cqcblog.com/2010/12/videos-do-cqc-125.html
Posted By: CQC Blog

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4 comentários:

  1. Estão de parabéns! Erros sempre irão existir. Mas enquanto estiverem fazendo o trabalho com seriedade e muita graça, esses erros e falhas não serão contados pelo público fiel.

    Parabéns ao CQC!

    Fiz nova postagem no blog. É minha opinião sobre PRECONCEITO. Acesse, leia e deixe seu comentário: http://assuntosdenina.blogspot.com/

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  2. Devemos combater ideias, não as pessoas. Independentemente do "estilo" do deputado Jair Bolsonaro, foi ele quem levantou o debate a respeito da CARTILHA DE ESTÍMULO AO HOMOSSEXUALISMO nas escolas. Não se trata de ser homofóbico ou não, a questão é a Educação.
    Senhores jornalistas, estamos perdendo uma excelente oportunidade de discutir de maneira séria e aprofundada este relevante tema. Alguém se preocupou em ter acesso à tal cartilha apontada pelo parlamentar? Confesso que eu não, mas gostaria muito.

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  3. Bem, independente dos erros do programa, o que na verdade torna ele mais divertido, o cqc é ótimo!

    O estilo é perfeito, mas acho que algumas coisas que foram mudadas prejudicaram muito o nosso "docinho de coco" como diria o Tas. Um exemplo bem claro disso é o fato de o Rafinha Bastos não fazer mais todos os Proteste já, esse quadro tem a cara do Rafinha e ficou conhecido e bom por causa dele.

    Respeito e admiro muito o Rafael Cortês, mas acho que esse quadro não ficou bom com ele.

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  4. Lucas quem faz o Proteste Já agora é o Danilo Gentili. E o Rafinha Bastos não foi tirado do quadro. Agora ele faz outro programa, A Liga, e estava complicado para ele fazer o Proteste Já.

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