terça-feira, dezembro 21, 2010

Análise do #CQC 127 - por Pedro Rech


Bom dia, boa tarde e boa noite, leitores incultos. Em clima natalino, eis que a terceira temporada do CQC chega ao seu último programa ao vivo, e, conseqüentemente, ao último programa com matérias inéditas e a última análise tradicional deste ano que já desce pelo ralo. E, sobre essa derradeira edição, o que há a ser dito? Por um lado, a sensacional bancada, mais uma vez, fez jus à importância do momento, mas, meus caros amigos, a triste verdade é que, refletindo uma fase bastante preocupante da história recente do CQC, o programa desta segunda-feira foi, como tantos outros antes dele, medíocre, na melhor das hipóteses. E nesta melancólica despedida do maravilhoso mundo da televisão ao vivo, um fator sintomático e assustador, fruto de meus mais terríveis pesadelos, pareceu ser parte inquestionável da ainda mais terrível realidade. Oro a Zeus para estar errado, mas o que eu temia chegou. O CQC, e me amarga a boca proferir tal permutação de sílabas, perdeu a ousadia. Afinal, o que constituiu a pauta dos programas das últimas semanas e desse próprio? Premiações, estréias de filmes irrelevantes, premiações, eventos beneficentes, premiações, e eu já mencionei aqui as premiações? Enfim, todas matérias fáceis, entre amigos, sem aquela veia anárquica e destruidora dos saudosos primeiros anos. Talvez, todos estejamos cansados. Tanto os repórteres cansados de viverem uma vida desregrada em prol de nosso entretenimento, e talvez eu próprio também cansado dessa vida de analista. No final das contas, essas minhas melancólicas constatações podem vir abaixo já com o primeiro programa da distante quarta temporada, da mesma forma que podem também serem confirmadas. O fato é que nada mais me resta do que partir para as considerações em si. Então, vamos a elas.


Pontos Positivos:
Começo, pela última vez neste ano, essa nobre sessão com o “Documento da Semana”, dessa vez sobre homofobia. Como tantas outras vezes, acabou sendo uma reportagem bastante superficial e simplista, ainda assim, sempre válida e bastante divertida. Também se faz necessário citar, como sempre, o “Proteste Já”, dessa vez exibindo resoluções de casos passados.

Seguindo, é claro que eu não poderia deixar de citar este verdadeiro marco, a entrega do Prêmio CQTeste 2010, das hábeis mãos de Rafael Cortez para o grande campeão deste ano (e talvez a grande vitória aqui tenha sido o fato de manter ainda alguma dignidade após tal participação), Caetano Veloso. E, perguntará o ávido, e portanto, possivelmente inexistente leitor, por que tal evento foi um marco? Ao qual, eu respondo, com a esperança infantil de uma criança, que esta matéria foi um marco porque, finalmente, há esperança de que não teremos que ver mais nenhum “CQTeste” em toda a nossa pífia existência. Este pode ter sido o início de uma nova era. E, vale comentar também sobre a subseqüente e sensacional participação de Cortez na bancada após a exibição da matéria.

Ainda sobre o “CQTeste”, e eu sei que é tarde demais para tecer tal elaboração, sempre me pareceu injusto nenhum prêmio ser dado à celebridade em último lugar no placar. Afinal, proporcionalmente, é preciso tanto esforço para ter um nível de burrice tal qual de Ronaldo Ésper quanto para atingir um nível de inteligência de um Caetano Veloso da vida. E, por fim, influenciado pelo espírito natalino, me vejo em uma difícil posição, e gostaria aqui de pedir desculpas publicamente para nosso estimado ex-leitor e amigo, Rafael Cortez. Caro Cortez, eu sinto muito por todas as ofensas que proferi contra seu quadro no decorrer deste ano, e ainda nesta análise. Em pensar que já houve um tempo em que você, Cortez, me considerava um bom analista. Em pensar em que houve um tempo em que, ao invés de me xingar muito no Orkut, você me brindava com elogios. Mas, são tempos estes que não mais voltarão. Me desculpe, Cortez, pelo monstro que eu me tornei e pelo o que eu fiz da nossa linda relação. Mas saiba, amigo, se é que um dia ainda terei a honra de chama-lo por este título, meu scrapbook estará sempre aberto para seus conselhos e críticas. Lágrimas molham meu teclado ao chegar no fim deste epílogo, que veio do fundo de minh’alma. Tenha um feliz natal, Sr. Cortez.

Passada essa intervenção pessoal extremamente anti-profissional (mas será que o Cortez caiu nessa?), preciso, por fim, citar o sempre divertido “O Povo Quer Saber”, dessa vez com Bernardinho, além do mais divertido “Top Five” em semanas e o apoteótico final com a equipe toda na bancada, apoteose essa que foi expandida para o CQC 3.0, e da qual falarei na seqüência.


Pontos Intermediários: 
Se faz necessário citar aqui neste espaço, também pela derradeira vez no ano, a matéria de Mônica Iozzi no prêmio “Brasileiros do Ano”, que foi divertida, apenas. O mesmo pode, surpreendentemente, ser aplicado na matéria de Felipe Andreoli no prêmio de jornalismo esportivo, a categoria de premiações mais imbecil e inútil com a qual eu já me deparei em meus anos de analista.

Por fim, resta-me citar também a matéria de Mônica Iozzi na estréia do filme “De Pernas Pro Ar” e a matéria de Oscar Filho no evento beneficente “Natal do Bem”, matérias as quais eu simplesmente não tenho como tecer maiores comentários.


Pontos Baixos: 
E aqui, no último fundo do poço do ano, só me é possível citar a matéria de Oscar Filho no Cool Awards e a matéria de Felipe Andreoli na partida beneficente de futebol “Cariocas vs. Paulistas”, matérias que, a exemplo das citadas anteriormente, não me permitem o desenvolvimento de nenhum comentário mais aprofundado, tamanha a sua nulidade. Antes de ir-me, porém, deixo vocês com a seguinte pergunta, bastante apropriada para este espaço: alguém mais aí sentiu falta da “Cadeia de Favores”?

Nota: 6
Audiência O cqc marcou 4.8 pontos de média no Ibope com pico de 7.5

Sobre o CQC 3.0: 

Em sua décima e derradeira edição de 2010, o CQC 3.0 dessa semana presenteou a todos nós com a materialização de um sonho. Bom, não chegou a ser exatamente a fantasia completa, devido a ausência do filho pródigo, Danilo Gentili. Ainda assim, que esplendor foi ver todos os repórteres, unidos, e livres para defecarem o que lhes melhor apetecia pela boca? Não vou perder tempo me prolongando aqui, pois seria inútil tentar transpor em palavras um décimo que fosse de tal evento épico. Portanto, faço daqui, minhas palavras finais.


Bom, malditos leitores, ao contrário do que manda a tradição, não lançarei aqui inutilmente questionamentos para alimentar o debate ali em baixo nos comentários. Ao invés disso, gostaria de, em um ato inimaginável de generosidade, lhes desejar um feliz natal! Afinal, o natal é aquela época de comer peru seco, ganhar presente sem graça da avó e conversar sobre o clima com a família. E, de certa forma, não são justamente esses pequenos detalhes que fazem essa época valer a pena? No mais, tendo em vista que não será possível realizar a minha tradicional análise para o programa da semana que vem, sabendo que será um programa de melhores momentos, e ressaltando que eu não faço idéia de como eu entregarei algum material em cima disso, faço dessa uma provisório e incerta despedida! Mas, não temam! Eu estou na fase de preparação de uma análise especial de fim de ano, que abordará todos os elementos que tivemos no CQC no decorrer de 2010, os novos quadros, as mudanças de elenco, a mudança visual e os grandes eventos. Até lá, portanto, adeus, amigos.
Posted By: CQC Blog

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3 comentários:

  1. Nobre colega, faz um bom tempo que acompanho sua análise do CQC e venho aqui fazer umas considerações. Como fã do programa, sei que nos últimos dois meses, o CQC não viveu seus melhores dias. Mas acho que, assim como o programa, sua crítica também tornou-se arrastada e, por vezes, desnecessária. O programa não perdeu sua ousadia. Muito pelo contrário, o CQC está passando por uma fase de amadurecimento e, não me leve a mal, não é criticando a tudo e a todos que se ganha respeito e transmite um - falso - intelecto. Durante as férias, pense bem em seus textos - também cansativos e nem um pouco ousados - e faça uma análise imparcial e com conteúdo. Sem palavrórios e sem ofensas baratas. Boas festas (:

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  2. Hahahahaha, beleza, vou moderar nos meus "palavrórios" e as minhas "ofensas baratas".

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