quinta-feira, março 31, 2011

Marcelo TAS fala sobre a repercussao do Caso Bolsonaro


Durante entrevista ao programa “Jornal em Três Tempos”, da Radio Bandeirantes, o líder do CQC, Marcelo Tas, comentou sobre a polêmica entrevista do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) ao quadro “O Povo Quer Saber”. O jornalista se mostrou surpreso com a repercussão do caso, já que o quadro foi exibido sem alarde, próximo do encerramento da atração.

“Eu acredito que está faltando debate sobre o assunto, por isso tem tanta gente querendo dar a sua opinião. Vejo, porém, que no nosso país existe uma carência profunda de conviver com quem não pensa igual a gente. A gente não admite confronto de ideias”, considerou ele, completando: “Estou vendo reações altamente agressivas com relação a esta notícia. Tanto dos que defendem como dos que criticam. As pessoas estão agindo com a mesma truculência e cegueira dele [Bolsonaro].










Tas continua a discussão sobre o tema afirmando que ficou surpreso também pelo fato do deputado ter sido eleito pelo povo.

“Ele foi votado por mais de 120 mil fluminenses. O Bolsonaro representa milhares, se não milhões de brasileiros. O que ficou muito claro, para mim, é que no Brasil tem uma população muito grande que se entusiasma com as ideias dele. E é aí que temos de ter consciência para não crucificar apenas o deputado."

Falando especificamente sobre a agressão verbal à cantora Preta Gil, o jornalista voltou a dizer que acha inadmissível a maneira como o parlamentar respondeu à pergunta da filha do músico Gilberto Gil.

Fonte Blog Oficial do CQC

quarta-feira, março 30, 2011

Instituicoes pedem a Cassacao de Bolsonaro


A OAB e vários parlamentares pedem a cassação do deputado Jair Bolsonaro por causa de uma declaração racista ao programa CQC, da Band. A ofensa aos negros foi feita durante uma entrevista, numa resposta à cantora Preta Gil.







Questionado sobre qual seria sua reação se um de seus filhos se apaixonasse por uma mulher negra, Bolsonaro disse que não iria “discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu".

O caso está sendo analisado pela corregedoria da Câmara. Vinte deputados pediram a cassação de Bolsonaro por quebra de decoro parlamentar.

Marco Maia, presidente da Câmara, classificou a declaração do deputado como “lamentável”. “Eu não posso compactuar de forma alguma com frases ou com atitudes que demostrem racismo, que demonstrem falta de comprometimento com esta multiculturalidade que nós temos no nosso país”, disse.

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro se envolve em polêmica. Em 2008, ele bateu boca no corredor da Câmara com a então deputada Maria do Rosário, hoje ministra de Direitos Humanos, e a chamou de vagabunda. (Veja o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=atKHN_irOsQ)

Agora, depois das declarações ao programa CQC, o deputado se defende da acusação de crime de racismo atacando os homossexuais. Para o vice-presidente nacional do PDT, Brizola Neto, “o que ele está tentando explicar agora é um recuo, porque acredito que ele realmente está temeroso das consequências que as afirmações que ele faz”, disse.

A cantora Preta Gil informou que vai processar o parlamentar por crime de intolerância racial e homofobia.

Fonte eBand

Leia também:
http://www.cqcblog.com/2011/03/bolsonaro-causa-polemica-com-preta-gil.html

terça-feira, março 29, 2011

Analise do CQC 131 - por Pedro Rech

Saudações, lindos leitores. Em seu terceiro programa de 2011, o CQC já começa a restabelecer a rotina e desacelerar nas novidades (que, no final das contas, nem foram tantas assim), fazendo com que seja possível a nós, meros espectadores mortais, analisarmos com mais calma e tranqüilidade o tom dessa nova temporada. No caso, o programa desta segunda-feira foi, sem maiores eufemismo, médio. Ainda assim, tivemos um tom mais “politizado”, uma bancada em seu auge (inclusive, ainda ironizando a “conspiração illuminati”) e algumas pérolas para serem emolduraras e guardadas com carinho. Por outro lado, também tivemos o verdadeiro horror do retorno do “CQTeste”. Mas não cabem aqui maiores considerações sobre tal. Assim sendo, vamos para a análise em toda sua pompa e circunstância a seguir.


Pontos Altos: 

Começo esta nobre sessão com todas as honras possíveis para o nosso amado Rafael Cortez (ele merece, já que eu novamente voltarei a incluí-lo nos pontos baixos logo mais) na sua cobertura do Fórum Mundial de Sustentabilidade em Manaus. O que posso dizer de tamanha obra-prima? A única coisa que vale uma menção especial é o fato de que Cortez está literalmente sendo devorado pelo próprio monstro que ele criou, que é esse “personagem” mestrado em vergonha alheia. E isso não é de forma alguma algo negativo.

Indo em frente, eis que novamente figura aqui o “Identidade Nacional”, em sua mais fraca edição até o momento (em termos de conteúdo, já que, de tudo o que foi mostrado até aqui, uma alimentação baseada em animais de estimação não é nem de longe o maior dos problemas sociais que enfrentamos), mas, ainda assim, uma edição hilária de qualquer forma.


Seguindo, mais do que necessário citar mais um sensacional “Proteste Já” com Oscar Filho, dessa vez sobre os problemas de habitação em Embu das Artes. Eu poderia enrolar aqui nesta breve análise, dizendo coisas como “o Oscar Filho está se estabelecendo com maestria no quadro”, ou ainda repetir o que eu já disse inúmeras vezes sobre ele “estar aproveitando o melhor dos dois mundos criados por Rafinha Bastos e Danilo Gentili”, mas a verdade é que não há mais a necessidade desses comentários desnecessariamente rebuscados. A verdade final, estimados leitores, é que Oscar Filho nasceu para o “Proteste Já”. E isso nunca deixará de me surpreender. É preciso mencionar também, é claro, o uso extremado dos recursos cênicos, como toda a situação da mágica, recursos estes que sempre deixam um largo sorriso na boca do analista que vos fala.

Ainda vale citar um inspiradíssimo Felipe Andreoli na 2ª edição do Risadaria, que, além das divertidas entrevistas de sempre, contou com uma bela reflexão sobre o (fraco) humor brasileiro da atualidade. Também é mais do que válido mencionar a chamada “Operação Dilma”, que contou com a participação de um fraco Rafael Cortez (com todo o respeito) e uma fantástica Mônica Iozzi. A entrevista com Dilma Rousseff em si comentarei a seguir, apesar de não ter sido algo tão impressionante assim, mas o que verdadeiramente fez a matéria mostrar ao que veio foram as entrevistas secundárias com grandes personalidades como José Dirceu, Fernando Collor, e aí afora.

Sobre a entrevista “exclusiva” com Dilma, podemos ponderar a respeito de duas asserções. Primeiro, isso significa claramente que o CQC ao menos já possui tanta credibilidade quanto Hebe ou Ana Maria Braga, já que apenas nesses programas de formato “não tradicional” Dilma deu o ar da graça, se bem que, é claro, pensando bem, isso não é exatamente motivo de orgulho. Em segundo lugar, pode significar também algo de muito positivo a respeito do perfil da nossa presidenta. Afinal, ao contrário do “aposentado” Luís Inácio, Dilma, até onde podemos perceber, nunca se negou a dar a cara a tapa para a imprensa. É claro que a Dilma não representa grandes mudanças para a política nacional (afinal, o esdrúxulo e maligno Edison Lobão ainda é Ministro de Minas e Energia, José Sarney ainda é a sombra de horror que paira sobre toda a política nacional, e Fernando Collor ainda esta em plena ascensão nos cargos de mamata do poder público), mas, ao menos, ela pode muito bem estar representando o início de, não diria uma nova era, mas sim de uma era de, ao menos, mais seriedade.

Ainda é preciso citar um “Top Five” apenas morno, mas sempre divertido. Mas, eis que chegamos agora à grande polêmica dessa semana, já que, ao que pudemos notar até aqui, a cada semana o CQC se torna motivo de exaustivas discussões por algum motivo ou outro. Por exemplo, logo na primeira semana, foi a simbologia maçônica da nova arte gráfica. Na segunda semana, foi o falso ataque nuclear à Argentina. E, nessa semana, talvez tenhamos tido a mais relevante de todas essas polêmicas até aqui: o “O Povo Quer Saber” com o homem que será rejeitado pelo diabos, meu arqui-inimigo, a representação de tudo o que há de pior no ser humano, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP/RJ). Em primeiro lugar, sobre essas “polêmicas” todas, é interessante observar o quanto o CQC se tornou influente e, no mínimo, como ele ainda está se mantendo fresco, afinal, ele ainda é o centro das discussões mesmo após quatro longas temporadas.

Sobre a questão de Jair Bolsonaro em si, há muito a se dizer. Em primeiro lugar, quem é leitor assíduo dessas minhas humildes análises (se é que existe alguém que de fato as leia), sabe que não é de agora que eu retrato Bolsonaro aqui como um monstro. Em meio a tudo o que se está dizendo agora, contudo, a opinião geral parece estar convergindo para culpar não Bolsonaro por ser um crápula, mas sim o CQC por ter lhe dado espaço livre para defecar pela boca em plena televisão aberta, assim o expondo em sua totalidade para as massas. Ora, esse raciocínio é equivalente a se culpar um detetive por ter descoberto um crime. O CQC não só não agiu mal em convidar Bolsonaro para o “O Povo Quer Saber” como ele também deveria ser amplamente elogiado pelos espectadores por ter exposto, de forma tão simples, e por isso mesmo, à prova de defesa, o meliante em toda a sua loucura.

Dito isto, há outro ponto que gostaria de desenvolver aqui. Provavelmente todos já devem estar cientes que Bolsonaro será processado por Preta Gil (Preta Gil processando alguém, vejam só que novidade). E aqui está uma das questões mais indigestas e delicadas dentro de um sistema democrático. A rigor, Bolsonaro não fez nada de errado ao dizer o que ele disse. Em uma democracia que garante a liberdade de expressão, Bolsonaro estava apenas fazendo valer seus direitos. É claro que isso soa incômodo, mas este é o grande paradoxo da democracia, tão bem explorado por Carl Sagan em seu “O Mundo Assombrado Pelos Demônios” e por I. F. Stone em seu “O Julgamento de Sócrates”. E este paradoxo consiste simplesmente no fato de que a democracia deve proteger a liberdade até mesmo daqueles que querem limitar as nossas liberdades. Se, por exemplo, eu tenho todo o direito de dizer nesta análise que Jair Bolsonaro é a personificação de tudo o que há de pior no ser humano, por sua vez, ele também tem o direito de dizer que a “cura” para o homossexualismo é uma boa surra. Pode parecer um insulto à constituição, mas esse é simplesmente o ônus da liberdade plena. E só viveremos em uma democracia madura quando entendermos isto. Afinal, o poder para destruir gente como Bolsonaro não está em um processo judicial, mas sim, no voto.

Concluído este raciocínio, só me resta citar aqui a memorável comemoração dos cinco anos da dita “dança da pizza”. Se Bolsonaro representa tudo aquilo que há de pior no ser humano, esse fragmento audiovisual representa tudo aquilo que há de pior na política nacional. Não devemos esquecer esse momento jamais.


Pontos Intermediários: 

É preciso enquadrar aqui a matéria de Mônica Iozzi no jogo Corinthians x São Paulo. É claro que a mudança de ares ocasionada pelo fato de Mônica, e não Andreoli, como sempre, ter coberto esse jogo foi benéfica (inclusive, essa mudança é responsável por essa matéria estar aqui e não nos “pontos baixos”), mas não adianta. Tais eventos esportivos já se desgastaram completamente.



Pontos Baixos: 
Pois é, caros amigos, não tem jeito. Eu não estaria sendo eu mesmo se eu não citasse aqui a primeira edição da nova temporada do “CQTeste”, com Eduardo Suplicy. Se a idéia por trás de todas as mudanças presentes no quadro era dar uma “renovada” no quadro, isso simplesmente não funcionou. Mudou-se o formato, a substância maligna, porém, permaneceu a mesma. Eu tenho um sonho. De um dia viver em um mundo sem o “CQTeste”. E cada vez mais eu temo que este sonho nunca se tornará realidade.

E, me resta citar também, finalmente, o retorno das matérias inúteis com celebridades, outro dos vários tumores dentro do CQC, como as matérias futebolísticas e o bom e velho “CQTeste”. No caso, se alguém realmente se importa, era uma matéria de Rafael Cortez cobrindo a estréia da peça “Mais Respeito Que Sou Tua Mãe!”. O que verdadeiramente lamentável aqui não meramente o fato de esses dois pontos baixos terem sido exibidos. O que é triste é o fato de ter havido tempo de exibir coisas tão desnecessárias e enfadonhas e não ter havido tempo de exibir, por exemplo, a matéria de Mônica Iozzi no lançamento da biografia de José Sarney, matéria esta a qual todos estávamos esperando. Os anos passam, mas as prioridades do CQC ainda são passíveis de questionamento.



Sobre o CQC 3.0: Sobre a empreitada virtual do “CQC 3.0” não há muito a comentar, afinal, foi mais do mesmo. E isso, é claro, não é de forma alguma algo ruim. O recurso da webcam continua interessante, apesar de não ter sido épico como o da semana anterior. E a bancada continua em seu auge. Sem mais.



Nota: 7,5

Audiência: O CQC marcou 5.5 de média, pico de 7.6 e 10% de share


E vocês, leitores incultos? O que acharam do programa desta segunda-feira? Que diabos estará acontecendo com a escolha do nono elemento, já que há tempos não se fala nisso, ainda mais considerando que o processo de seleção deve chegar ao fim em breve? E, estando o programa já na sua terceira semana da nova temporada, é certo dar ótimos quadros do passado, o “Documento da Semana”, principalmente, seu atestado de óbito? Deixe sua opinião ali nos comentários e vamos celebrar a democracia porque, pelo menos por enquanto, a internet ainda é um espaço livre do controle governamental. Até semana que vem!



Rech,    nasceu na primavera de 1992 em  Caxias do Sul, RS. Após  concluir o    ensino fundamental e médio sem  grandes destaques, cursa  jornalismo na    Universidade de Caxias do Sul,  igualmente sem grandes  destaques.  Quando   criança gostava muito de  assistir Chapolin e hoje  considera o  bacon a   oitava maravilha do mundo.  Twitter pessoal: @pedroffr


Leia todas as análises do CQC http://www.cqcblog.com/analisecqc

Videos do CQC 131


Roteiro do CQC 131

CORINTHIANS X SAO PAULO

MANAUS: CLINTON E SCHWARZENEGGER

BIOGRAFIA DO SARNEY Ficou de Fora

IDENTIDADE NACIONAL

PROTESTE JÁ: SEM CASA

PRIMEIRO ENCONTRO COM DILMA

RISADARIA

TOP 5

CQ TESTE SUPLICY

POVO QUER SABER: BOLSONARO

DANÇA DA PIZZA: ANIVERSÁRIO


Oferecimento @MircMirc

Confira a Análise do CQC 131 http://www.cqcblog.com/2011/03/analise-do-cqc-131-por-pedro-rech.html

Bolsonaro causa polemica com Preta Gil no CQC


O quadro O Povo Quer Saber do CQC desta semana teve o polêmico Deputado Federal Jair Bolsonaro. As perguntas feitas pelo povo e respondidas pelo Deputado, que está em seu 6º mandato parlamentar em Brasília, chocou muita gente e suscitou as mais variadas discussões.

Depois de afirmar que tem saudades da ditadura militar, defender a tortura e criticar a presidente Dilma Roussef,  Bolsonaro disse que jamais correria o risco de ter um filho homossexual. No final do quadro a cantora Preta Gil questionou o político sobre como reagiria caso seu filho namorasse uma negra. A resposta, para surpresa geral, foi que ele não corria esse risco, já que seus filhos não foram criados num ambiente de promiscuidade como ela.

Os integrantes da bancada do CQC até pensaram que Bolsonaro havia entendido mal a pergunta de Preta Gil, mas pelas respostas anteriores do Deputado é muito difícil acreditar nesta possibilidade.

Bolsonaro é contra a união civil homossexual no congresso, e já chegou a declarar que os filhos tornam-se homossexuais por “falta de porrada” em vários veículos de imprensa, inclusive no próprio CQC.

Preta Gil, falou em seu twitter que estudará um processo contra o Deputado Bolsonaro e agradeceu ao CQC pela matéria e a prova do crime.


 Preta Gil 

Racismo é crime!!!! e ele assume que o é!!!!! e conto com o apoio de vocês e na realidade vamos agradecer ao CQC que nos deu a Prova maior!!












Fonte de Pesquisa

Muita gente questionou a exibição deste tipo de matéria e convidado no CQC. A Equipe do CQC Blog acredita que esse tipo de situação mostrada no programa leva mais pessoas a conhecerem de verdade quem são os representantes que nós elegemos.

Mostrar matérias chocantes, como tem acontecido também no quadro Identidade Nacional, faz com que as pessoas saiam da sua zona de conforto e veja como 'funciona' a sociedade de verdade. O racismo, discriminação e preconceito estão ai para quem quiser ver. Muitas vezes no seu bairro, na sua escola, no seu trabalho e até dentro da sua casa. Acreditamos que os veículos de comunicação, assim como todo cidadão, tem o compromisso de mostrar, denunciar este tipo de ação.

Enquanto nós fecharmos os olhos e fingirmos que o preconceito é algo que não merece ser avaliado, é esse o tipo de representantes que elegeremos. Ações e medidas devem ser tomadas. Preconceito é crime e tem que ser punido!

Outras postagens citando Jair Bolsonaro no Blog http://www.cqcblog.com/search/bolsonaro

Update as 11:33hrs

No Blog do TAS: Preconceito Racial, Sexual, Social...NÃO!

Charge: Carlos Latuff


Ontem no CQC, o deputado federal Jair Bolsonaro expos, como já fez outras oportunidades, a sua simpatia pela ditadura e a sua postura preconceituosa, para dizer o mínimo, em relação a gays e negros.

Bolsonaro foi eleito deputado federal pelo PP- Partido Progressista e representa uma parcela da população brasileira. Ao contrário dele, eu repudio a ditadura e o preconceito de qualquer natureza. Inclusive o preconceito de alguns que acreditam que um programa de humor não deva tratar desse assunto.

Espero que que a exposição das idéias do deputado em rede nacional contribua para o aprimoramento do exercício da liberdade e do convívio racial, sexual e social no nosso país.

Update as 19:20hrs


Bolsonaro diz que confundiu perguntas do CQC - Acusado de ter agido de forma racista, deputado afirma que não ouviu pergunta corretamente, mas reafirma críticas a Preta Gil e ao homossexualismo
Gabriel Castro

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) tem um longo histórico de declarações preconceituosas. Nesta segunda-feira, ele voltou à carga no programa CQC, da TV Bandeirantes. O deputado respondia a uma sequência de perguntas de telespectadores. A última delas foi da cantora Preta Gil. Ela queria saber o que o parlamentar faria se o filho dele namorasse uma negra. Bolsonaro reagiu: "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”.

A reação foi imediata. Preta Gil disse que vai processar o deputado. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou que pedirá a cassação do parlamentar. O deputado Jean Wyllys afirmou que pedirá ao Conselho de Ética da Câmara que apure o caso. Nesta terça-feira, Bolsonaro conversou com jornalistas no Congresso Nacional. Não parecia estar preocupado com a possibilidade de ser punido. Impenitente, disparou outras frases de teor preconceituoso, intercaladas por risos de quem parece gostar do efeito de suas declarações. Leia trechos da entrevista.

Qual foi o contexto da resposta do senhor que gerou toda essa controvérsia?
Eu não vou dizer que a TV Bandeirantes editou. O erro, com toda a certeza, foi meu. Foi uma bateria de perguntas sobre cotas e homossexualismo. Todas as perguntas foram gravadas, eu sentei na frente de um laptop e respondia para o laptop. Quando entrou a Preta Gil, já preparei a resposta para nem ouvir o que ela estava dizendo e dar um "cacete" nela. "O que eu entendi foi o seguinte: se o seu filho tivesse um relacionamento com um gay, como você se comportaria?"

Então, como o senhor reagiria se tivesse um filho que namora uma negra?
Aceito meu filho ter relacionamento com qualquer mulher, menos com uma com o comportamento da Preta Gil. Pelo que eu já vi em jornais aí, ela já foi tudo.

Na resposta que deu durante o progama, o senhor também criticou a família de Preta Gil. Por quê? 
Quem é o pai dela? Gilberto Gil. Aquele que vive dando bitoquinha em macho por aí. Um ministro de estado dando bitoquinha em macho!

Então o problema do senhor é com o homossexualismo, não com os negros? 
Não tenho nada a ver com racista. Tem um montão de afro-descendente trabalhando comigo no Rio de Janeiro. Eu não quero é que os boiolas coloquem no currículo escolar a disciplina de combate à homofobia que, na verdade, estimula o homossexualismo. Meu filho namora quem quiser, desde que não seja um homem. Você ficaria feliz de ver seus filhos homossexuais? Eu não aceito um filho homem ter um relacionamento com outro homem, acabou. É direito meu. Você acha que se a minha mulher engravidar eu falo "Meu amor, se nascer um gayzinho, vai ser o orgulho da família?"

O senhor teme ser punido?
Eu estou entrando agora com uma representação no Conselho de Ética, para que eu possa ser ouvido lá e acabe com essa polêmica. Ou eu vou deixar que um deputado homossexual, não sei se é ativo ou passivo, queira crescer em cima de mim?

O senhor se refere a Jean Wyllys? 
Não sei. Eu falei um deputado homossexual. Não sei se é ativo, passivo ou joga nas duas.

Ele é o único homossexual assumido do Congresso. 
Ele é seu amigo?

Não. O senhor já escapou de várias punições por declarações semelhantes.
Mais de 20 vezes.

Acha que agora será igual?
Meu anjo da guarda é forte, porque eu estou sempre do lado da verdade.

A cantora Preta Gil já afirmou que processará o Deputado Bolsonaro por discriminação racial e homofobia  http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/preta-gil-diz-que-vai-processar-o-deputado-jair-bolsonaro-por-discriminaca
O Presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, vai pedir ainda hoje a abertura de processo de cassação contra Jair Bolsonaro.
Damous afirma que Bolsonaro teve conduta homofóbica e racista em uma entrevista que foi ao ar ontem à noite no programa CQC. Eis o trecho a que Damous se refere:

Pergunta de uma telespectadora: se te convidarem para sair num desfile gay, você iria?

- Eu não iria porque eu não participo de promover os maus costumes, até porque acredito em Deus, tenho uma família, e a família tem que ser preservada a qualquer custo, senão uma nação simplesmente ruirá.

Pergunta de Preta Gil: Se o seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria:

- Oh, Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu.

Wadih Damous diz que Jair Bolsonaro tem “precedentes” em condutas desse tipo. E que a declaração foi dada de forma consciente e fora do ambiente parlamentar, o que, avalia, é incompatível com a sociedade civil.
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/judiciario/oab-quer-cassar-bolsonaro-por-homofobia-e-racismo/

segunda-feira, março 28, 2011

Monica Iozzi do CQC entrevista a presidenta Dilma

CQC exibe entrevista exclusiva com a presidenta Dilma Roussef hoje.

Nem o forte esquema de segurança impediu que Mônica Iozzi presenteasse a mulher mais poderosa do país com um cartão e duas canetas. Tudo para que o mandato de Dilma ocorra na mais perfeita ordem, com muitas realizações e poucos problemas para sua equipe ministerial.

Sempre simpática, a presidente agradeceu os votos com um abraço e alguns beijinhos. Quanta intimidade!

Fonte Blog Oficial do CQC

CQC 131 - Roteiro

Montagem: Andre Luiz Abreu (via Rede do Tas)

Band, 22h15 - Para ir ao estúdio: registre-se no site oficial CQC

CQC 131

CORINTHIANS X SAO PAULO


MANAUS: CLINTON E SCHWARZENEGGER


BIOGRAFIA DO SARNEY


IDENTIDADE NACIONAL


PROTESTE JÁ: SEM CASA


PRIMEIRO ENCONTRO COM DILMA


RISADARIA


TOP 5


CQ TESTE SUPLICY


POVO QUER SABER: BOLSONARO


DANÇA DA PIZZA: ANIVERSÁRIO


CQC 3.0 (após o encerramento da transmissão na TV, o programa continua aqui por 30 minutos na Internet. Clique aqui para interagir ao vivo com a gente no estúdio)
..::..
AVISO AOS NAVEGANTES: este roteiro é apenas um guia. Poderá sofrer alterações, amputações e inversões até a hora e, principalmente, durante a transmissão do programa, que é ao vivo. Relaxem e divirtam-se. Bom programa a todos!

Fonte Blog do TAS

domingo, março 27, 2011

Spoilers do CQC 131


CQC realiza primeira entrevista oficial com a presidenta Dilma

No CQC desta segunda, Mônica Iozzi tem uma conversa exclusiva com Dilma Roussef direto de Brasília/DF. Pela primeira vez, o programa consegue uma entrevista oficial da nossa presidenta. A repórter entregou, como presente, duas canetas e um cartão, como sinal de boas vindas ao comando do Brasil e boa sorte no mandato. "Foi um estreitamento de laços com o CQC", ressaltou. Dilma expressa muita simpatia e, ao fim da matéria, elogia a atração.

Também na capital nacional, Monica Iozzi acompanha o lançamento da biografia autorizada do presidente do Congresso, José Sarney. Ela fala com o senador sobre sua vida e também com personalidades da história política do Brasil, como Itamar Franco e Fernando Collor de Mello.

O momento mais constrangedor da noite ficou a cargo da equipe do humorístico CQC, da TV Bandeirantes, que tentou fazer com que Sarney autografasse o livro Honoráveis Bandidos, do também jornalista Palmério Dória. Nele, o escritor paraense relata episódios não muito favoráveis ao senador e à sua família, motivo pelo qual foi boicotado em livrarias do Maranhão, terra natal dos Sarney. O senador, com bom humor, se negou a autografar a biografia não-autorizada. (CQC pede para Sarney autografar o livro Honoráveis Bandidos http://www.jornalpequeno.com.br/blog/johncutrim/?p=14969 )



Rafael Cortez viaja até Manaus e fala com Arnold Schwarzenegger, político americano e ex-ator de Hollywood, no Fórum Mundial de Sustentabilidade. (http://www.cqcblog.com/2011/03/schwarzenegger-no-cqc.html)


Felipe Andreoli confere tudo que rolou no Festival Risadaria 2011, em São Paulo, e ouve a opinião de humoristas e artistas do cenário do humor nacional. (Fonte eBand)

E mais:

Oscar Filho foi ao Parque Pirajussara, na cidade de Embu gravar Proteste Já.

O objetivo é mostrar a situação dos moradores remanejados para alojamentos precários no município de Embu.
http://www.embudigital.com.br/2011/03/programa-cqc-grava-reportagem-de-protesto-em-embu-das-artes/

No lançamento do livro do Sarney Roberto Requião se estranhou com a equipe do CQC
http://www.cqcblog.com/2011/03/requiao-se-estranha-de-novo-o-cqc.html

Colaborou @munizfatel

Spoiler Top Five


sábado, março 26, 2011

Ultraje a Rigor será a banda do Agora é Tarde programa do Danilo Gentili


Liderada pelo vocalista Roger, a banda Ultraje a Rigor está negociando ser a banda oficial do talk show que Danilo Gentili terá na Band.
A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta quinta-feira (6).

Update

Fuçando nas listas do Danilo no Twitter, percebemos que tem uma lista do Programa Agora é Tarde http://twitter.com/#!/DaniloGentili/agora-e-tarde

Na lista temos o Vlogger PeCe Siqueira, o ator Murilo Couto que já trabalhou na novela Malhação da Rede Globo, Roger Flores, Mingau e Marcos Kleine da Banda Ultraje a Rigor, a Banda Orgânica composta por Bacalhau e Candyda, Denise Santana que provavelmente trabalha na TV, pois na bio dela está "Enlouquecendo na TV", Colorina que tem na bio um blog, Zacariotto que é da produção do CQC e da A Liga e o diretor Diego Barredo.

Agora é fazer as apostas!

Update 26/03/2011

Ultraje a Rigor será banda oficial de programa de Gentili

Está confirmado: o Ultraje a Rigor será a banda oficial do novo programa de Danilo Gentili, o "Agora É Tarde", que estreia em maio na Band. A informação é do vocalista Roger Moreira.

No último dia 11, em bate-papo com o Guia Folha pelo Twitter, Gentili comentou que a contratação do grupo já estava em negociação e que "não imaginava outra banda" para o programa. "Sou fã demais", disse. Agora, o humorista diz que está 'todo mundo pronto para o rock'n'roll'.

O "Agora É Tarde" será exibido duas vezes por semana e terá entrevistas com personalidades e quadros fixos de humor.

Fonte Folha

sexta-feira, março 25, 2011

Rafinha Bastos e o mais influente do Twitter


O comediante brasileiro Rafinha Bastos é a personalidade mais influente do Twitter, segundo pesquisa publicada pelo jornal americano "New York Times".

O estudo criou uma nova metodologia para medir quem são as celebridades cujas mensagens têm mais impacto no serviço de microblogging.

Criado pela empresa Twitalyzer, o sistema não leva em conta apenas o número de seguidores, mas o quanto é falado sobre essa pessoa e a quantidade de vezes que as mensagens dela são retuitadas e mencionadas.

Pelo ranking divulgado no site da publicação, o apresentador do CQC supera com folga algumas celebridades que têm mais seguidores do que ele. É o caso de Lady Gaga, Justin Bieber, Britney Spears e Barack Obama, todos com mais de seis milhões de seguidores. O brasileiro tem cerca de 1,6 milhão.

Fonte: Folha Online

Confira a lista dos 10 mais influentes no Twitter segundo o New York Time

quinta-feira, março 24, 2011

Schwarzenegger no CQC


O “Custe O Que Custar” fez mais uma vítima: o ator e ex-governador da Califórnia, nos Estados Unidos, Arnold Schwarzenegger.

Em Manaus (AM) para um fórum mundial sobre sustentabilidade, o astro foi indagado pelo repórter Rafael Cortez sobre um vídeo institucional gravado na década de 1980, pelo então “Exterminador do Futuro”, em que ele aparece sambando ao lado de mulatas seminuas.

A resposta veio à altura, e muito bem humorada. "O Carnaval é uma grande celebração de corpos, uma energia que dura 24h. Deveríamos dar um jeito de usar isso para gerar energia limpa para o mundo todo."

Fonte eBand


Schwarzenegger também colocou os óculos do CQC e confundiu o Brasil com o México.



Teremos os Exterminador em dose dupla no CQC da semana que vem.

CQC 3.0 faz sucesso na fronteira do humor e da informação

'CQC 3.0' tem um tom mais nerd.


É engraçada a abertura do CQC, da Band, que agora ganhou o sufixo "nerd" "3.0". No meio daquela boate de luzes piscando, uma voz em "off" anuncia o programa como "seu resumo semanal de notícias". É a prova de que, cada vez mais, a ideia do que é ou não é jornalismo está em grande transformação. Valores como isenção, sobriedade e distanciamento da notícia parecem cada vez mais coisas do passado.

A figura do apresentador inexpressivo, encastelado em sua bancada e incapaz de misturar informação e emoção, não existe há tempos. No Jornal Hoje, os simpáticos Evaristo Costa e Sandra Annenberg tricotam alegremente sobre todos os assuntos. Mesmíssimo caso de Ana Paula Padrão e Celso Freitas, no "Jornal da Record". E até os mais sisudos, como William Bonner e Fátima Bernardes, do Jornal Nacional, "comentam" com olhares de aprovação ou irritação as reportagens que anunciam.

Nesse sentido, o CQC 3.0 e ainda A Liga e até o Pânico na TV! podem ser encarados, ao menos parcialmente, como jornalísticos. São híbridos. E muito de sua popularidade está na mistura de diferentes linguagens televisivas em uma mesma atração, a despeito de que, o tal "resumo semanal de notícias" não ter proferido nem uma única palavra a respeito do maior desastre do Japão desde Nagasaki. Na verdade, o jornalismo não se resume a noticiar, mas também a hierarquizar o que mais e o que é menos importante.

E é nisso que esses programas humorísticos diferem absolutamente dos jornalísticos tradicionais. Sem a obrigação de acompanhar a pauta de acontecimentos da semana, os humorísticos podem explorar temas diferentes com muita criatividade como, por exemplo, a atuação dos deputados calouros no Congresso, um assunto que poderia ser explorado em qualquer jornal "sério".

A audiência adolescente que o CQC merecidamente conquistou demonstra que a crise pela qual passam os jornais impressos não deve ser entendida como um desinteresse de uma juventude semianalfabeta que, em breve, vai voltar ao tacape e aos grunhidos por culpa da internet. Não importa se forem veiculadas por sinais de fumaça, papiros, cinejornais ou em "handset display glass". Notícias sempre vão existir.


Fonte: Portal Terra - Por Mauro Trindade.

YouTube Premiere: Rafinha Bastos e a “Arte do Insulto”

Hoje é o lançamento do DVD a Arte do Insulto do Rafinha Bastos no Risadaria, evento que reúne os maiores comediantes do Brasil, que está acontecendo no Pavilhão da Bienal no  Parque do Ibirapuera. O lançamento do DVD será as 18hrs e acontecerá juntamente com a estreia do novo espetáculo do Rafinha "Apenas uma Boa Pessoa". (Leia uma entrevista exclusiva aqui http://risadaria.uol.com.br/clean/festival/news_post.php?id=27)

Mas se você não está em São Paulo ou não pode ir ao Risadaria, poderá se divertir do mesmo jeito. É que o YouTube fará uma sessão Première (chique hein?) do lançamento do DVD A Arte do Insulto hoje as 22:00hrs e você poderá assistir tudo ai, no conforto do seu lar, de graça!


Confira o release:

Depois da transmissão ao vivo do Carnaval de Salvador, o YouTube traz mais uma novidade aos seus usuários: uma sessão première e exclusiva de “A Arte do Insulto”, DVD do primeiro show solo de stand-up comedy de Rafinha Bastos.

Rafinha Bastos é um dos 30 comediantes do mundo mais assistidos no YouTube, já que seus vídeos somam mais de 50 milhões de visualizações. A Arte do Insulto ficou em cartaz durante quatro anos e colocou Rafinha na linha de frente da comédia stand-up mesmo antes de o humorista gaúcho se tornar famoso nacionalmente como um dos "homens de preto" do CQC.


Por isso, chegou a hora dos usuários verem na íntegra do show “A Arte do Insulto” – presente em DVD inédito - no canal do comediante e apresentador (www.youtube.com/rafinhabastos). Todo o humor inteligente – e ácido – de Rafinha Bastos em uma apresentação exclusiva do YouTube nesta quinta-feira, dia 24 de março, às 22h. Confira o trailer:







Depois dessa data, parte do conteúdo do DVD continuará no YouTube para visualização. O show completo acrescido de extras e um documentário da primeira apresentação do comediante em sua cidade natal, Porto Alegre, estará no DVD que será lançado HOJE, com direito a tarde de autógrafos, no Risadaria.

PROMOÇÃO

O CQC Blog resolveu fazer uma bricadeira: tire uma foto na hora em que estiver assistindo o show do Rafinha Bastos no YouTube e envie para o nosso email que postaremos em nosso álbum do Picasa exclusivo. Se você tem Twitter, poste a foto no Twitpic com a tag #aartedoinsulto e nos envie uma mention parecida com esta:

"Ei @cqcblogs estou na première do show #aartedoinsulto do @rafinhabastos http://twitpic.com/4cqxod"

Faremos o sorteio de um DVD autografado do Rafinha Bastos dia 24 de Abril de 2011 entre todos que nos enviaram fotos. Seja criativo*!!



O DVD A Arte do Insulto de Rafinha Bastos já está em pré-venda no site da FNAC http://www.fnac.com.br/a-arte-do-insulto-dvd

* Não validaremos fotos com gestos obscenos, nú ou esdrúxulas.

quarta-feira, março 23, 2011

Requião se estranha (de novo) com o CQC.

O senador e ex-governador Roberto Requião (PMDB) se estranhou ontem, com os repórteres do programa CQC, no lançamento da biografia do presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP), em Brasília. Ele se irritou com as perguntas feitas a ele e disparou imprompérios pelo twitter contra o programa e seu apresentador, Marcelo Tas.
E ainda continua: "São uns imbecis. Reflexo do neoliberalismo. Uns filhinhos de papai idiotinhas…sob a coordenação do hemorródico @MarceloTas”, disse o senador.

Já Marcelo Tas, aliás, não perdeu a piada:

Em 2009, Requião já havia criticado o programa devido a uma matéria do Proteste Já feita em Curitiba, nela mostravam vários ônibus escolares que estavam parados. Para rever a notícia, clique aqui.

terça-feira, março 22, 2011

Analise do CQC 130 - por Pedro Rech

Saudações, saudações. Sejamos breves. Semana passada, com o retorno do CQC e com o subseqüente retorno de minhas lindas análises, muitos de vocês me acusaram de, e espero que vocês sejam sensíveis o suficiente para perceberem a ironia dessa acusação, de ter pegado “leve demais” com um programa que, no final das contas, foi bem meia-boca. Tudo bem, tudo bem, eu assumo a acusação e peço as mais sinceras desculpas por ter me deixado levar pela emoção da reestréia. Mas, fiquem avisados, a partir desta análise, a moleza acabou. Julgarei o CQC como nunca o julguei antes, e não há emoção que embace o meu frio senso analítico. O problema, na realidade, é que não será exatamente possível perceber isso nesta análise em especial pois, verdade seja dita, o programa desta segunda-feira foi inegavelmente, sensacional. Dado o recado, vamos às considerações, agora, no formato tradicional de sempre.


Pontos Altos: 

Gostaria de começar esta nobre sessão de pontos altos com algo que não configura exatamente como um “ponto alto” no melhor sentido da expressão, mas que merece comentários. Pois bem, todos estão devidamente cientes da polêmica que os supostos símbolos maçônicos na nova direção de arte do CQC causaram internet afora. Eu até me vi obrigado a escrever um breve artigo sobre isso para este belo blog (que pode, aliás, ser lido no link que segue: http://www.cqcblog.com/2011/03/uma-conspiracao-por-triangulo-o-olho-de.html). Tudo o que eu acho sobre essa situação está devidamente exposta ali, e não cabe aqui uma discussão adicional sobre o tema. Mas o fato é que, compelido pela grande “polêmica” gerada pela interpretação em geral da massa acéfala de espectadores, Marcelo Tas anunciou durante a semana, e mais de uma vez, em seu twitter pessoal, que tal assunto seria discutido no programa desta segunda-feira. Bom, ao contrário do que todos pensavam, a bancada nem sequer tocou no assunto. E, não só isso, ao que parece, o número de símbolos maçônicos introduzidos nas matérias e nas vinhetas parece ter aumentado, e Marco Luque ainda, como a cereja no topo de um bolo, fez uma série de piadas envolvendo a maçonaria (a exemplo da ocorrida logo após a matéria sobe o Democratas). Então, minhas humildes palmas para a equipe do CQC, que não se deixou levar pela pressão barata de espectadores paranóicos. O CQC aqui prova, se já não o havia provado antes, ser imune à “bundamolice” (se me permitem o neologismo).


Concluída essa discussão, que gerou muito mais bytes de dados no mundo virtual do que deveria, vamos às reportagens em si. Primeiramente, claro, me vejo obrigado a citar a cobertura de Rafael Cortez, Felipe Andreoli, Danilo Gentili e Marcelo Tas (vejam vocês) à visita do presidente estadunidense Barack Obama à nossa pátria-mãe. Não é necessária uma análise individual de cada repórter na matéria, tendo em vista que todos (sim, Tas inclusive) mantiveram um elevado padrão jornalístico, mas, é claro, é preciso dar um destaque especial ao nosso “muso”, Rafael Cortez, a verdadeira estrela da matéria. Há de se destacar também a ousada e complexa edição, em toda a sua não-linearidade, mas também é preciso destacar um aspecto negativo. A impressão final é que a matéria foi cortada ao meio, nada foi devidamente concluído, e tudo o que eu conseguia me perguntar era o que diabos havia acontecido com Andreoli, Gentili e Tas. Mas, uma grande matéria, de qualquer forma. E, claro, há de se destacar também toda a ocorrência da “caixa” pós-reportagem. A idéia em si nada teve de especial, e, aliás, o desenvolvimento dela foi bastante fraco, mas pelo simples fato de que um número bem maior do que nós gostaríamos de acreditar realmente ter levado a “notícia” do ataque à Argentina a sério, e também pelo fato de outro tanto de espectadores, que despertam em mim uma profunda vergonha, terem achado que a piada foi “longe demais”, a piada toda, merece aqui, os louros da vitória.

Seguindo, é preciso citar, óbvio, a matéria de Mônica Iozzi e Oscar Filho (que, diga-se, finalmente está ascendendo a uma posição respeitável no CQC, tanto nas pautas quanto no desempenho, pela primeira vez nesses três anos de CQC) a respeito da Convenção do Democratas e da ruptura interna provocada por Gilberto Kassab.

Agora, é preciso citar o novo “Identidade Nacional”, que está se mantendo dentro das expectativas iniciais. Interessante notar também que, dentro desse novo formato, é sempre abordada uma situação extremamente grave e chocante seguida de uma situação, digamos, mais “engraçada” do que provocativa. Essa alternância certamente será fundamental para a maior aceitação e durabilidade do quadro, e é uma idéia que mereceu aqui nossa atenção.

Como sempre, figura aqui o “Proteste Já”, dessa vez, sobre o problema de abastecimento de água em Munhoz, MG. Em primeiro lugar, é preciso dizer que Oscar Filho conseguiu me deixar, sinceramente, de boca aberta (e não, não há nenhuma conotação homo-erótica nessa expressão). Para um repórter que, honestamente, nunca havia tido nenhum grande momento dentro do CQC, Oscar conseguiu a façanha de nem ao menos ter precisado de um “tempo de adaptação” dentro do “Proteste Já”, como foi o caso com Danilo Gentili, já que está conseguindo se manter muito bem dentro de, até o momento, duas situação barra-pesada. Além disso, outro ponto de destaque no “Proteste Já” dessa segunda-feira foi a utilização dos velhos recursos cênicos, como as fantasias, no caso aqui, a roupa de banho. Muitos criticam a utilização de tais elementos, afirmando que, de certa forma, eles comprometem a integridade do quadro, mas, na opinião do humilde analista que vos fala, é justamente o oposto. Isso é simplesmente o CQC fazendo algo ridículo para, como em um verdadeiro espelho, refletir o quão ridículas as situações expostas o são.

Figura aqui também o “Grupo Escolar CQC”, outra novidade (das modestas duas que tivemos até agora, registra-se) a se manter nos pontos altos nesta segunda semana da quarta temporada, dessa vez, sobre a visita de Obama ao Brasil. A simpatia e o frescor do quadro ainda estão se mantendo, mas, vale novamente a pergunta: tendo em vista que essa fórmula não permite grandes alterações, até quando será assim?

Me vejo obrigado a citar também o fantástico retorno de Mônica Iozzi aos meandros da política interna na matéria sobre o verdadeiro paradoxo que é isto que os nossos burocratas do planalto têm a coragem de titular de Conselho de Ética da Câmara.

E, por fim, resta-me citar o sempre divertido “Top Five”, que não merece maiores comentários. E, antes que o espaço se encerre, é preciso também reverenciar a atuação da bancada, que estava simplesmente sublime.



Pontos Intermediários: 

É preciso citar aqui a matéria do sempre simpático Felipe Andreoli na partida de futebol de jogadores aposentados comandada por Zico. Por hora, lembrando que o CQC acaba de voltar de três longos meses de férias, esse tipo de matéria esportiva continua sendo, na melhor das hipóteses, suportável. Mas não é preciso ser nenhum analista conceituado como quem vos fala para imaginar que essa tolerância não vai durar muito mais tempo.


Seguindo, faz-se necessário citar a matéria mezzo turística mezzo futebolística pastelão de Rafael Cortez e suas desventuras em Milão, da qual nada pode ser extraído, apesar de não ter sido exatamente ruim. Rafael Cortez, cabe aqui a reflexão, é o verdadeiro profissional da vergonha alheia. Apesar de ele insistir com essas verdadeiras porcarias como o “CQTeste” (do qual, em toda a sua suposta “reformulação”, ainda fomos poupados este ano), a verdade é que Cortez é nada menos do que um gênio, e viverá para sempre em nossos corações. Aliás, Cortez, estou sentido saudade de seus recados agressivos. Minha página de recados estará sempre aberta para você (como dito anteriormente, não há nenhuma conotação homo-erótica nessa afirmação).

Por fim, é preciso citar, novamente, toda a situação do peso de Ronaldo (o qual, me envergonho de dize-lo, esqueci de comentar semana passada). Apesar de bobinha, essa “fraude” na balança era, de fato a única saída relativamente decente para uma situação que se arrastou por muito mais tempo do que deveria. A exibição do vídeo feito nos bastidores no último bloco do programa dessa segunda-feira foi, na melhor das hipóteses, desnecessária. Mas esperamos que, feito isso, esse assunto jamais seja citado novamente.



Pontos Baixos: 

Na ausência de verdadeiros pontos baixos, cabe aqui uma pequena reclamação sobre a péssima distribuição dos intervalos comerciais no CQC. Em um programa de duas horas de duração, temos, e esse número me surpreende até hoje (apesar de saber que é fruto das inserções publicitários dentro do programa no formato de vinheta), três intervalos comerciais. Um número, de fato, muito justo. O problema é que um deles é colocado logo nos primeiros cinco minutos do programa, e os dois últimos são colocados quase juntos nos últimos vinte minutos do programa. Assim, temos quase uma hora e meia de programação direta. Ora, nós, os pobre espectadores, precisamos de alguns minutinhos para ir ao banheiro ou ir até a cozinha pegar alguma guloseima. Então, porque, ao invés de tornar esses últimos vinte minutos quase inúteis pela quebra de ritmo ocasionada pelos intervalos quase se poderia recolocar um deles na metade da atração? Espero que algum gerente comercial da Bandeirantes esteja lendo isso agora, do contrário, toda essa reclamação tola terá sido em vão.

E, finalmente, vale figurar aqui também uma pequena menção desonrosa: toda a arte em geral desta quarta temporada do CQC, simbologia maçônica inclusa ou não, continua definitivamente horrorosa. Não foi a mera estranheza causada pelo primeiro programa. Todavia, haveremos de nos acostumarmos, eu imagino.



Sobre o CQC 3.0: No segundo CQC 3.0 deste glorioso 2011, e o primeiro o qual eu me dou o trabalho de comentar, tudo parece, conceitualmente, o mesmo. A mesma anarquia da bancada sem limites, os mesmos vídeos dos bastidores do programa da semana passada. Mas, é notório, agora finalmente o CQC 3.0 conta com um “cenário” e fundo dignos e organizados, que, ao contrário do cenário “real”, funcionou muito bem. Além disso, afinal de contas, a simbologia maçônica foi “explicada”, mas foi uma explicação tão gafolheira que ainda se enquadra no que foi dito ao início desta análise. A escolha do “Top Five” continua, como no ano passado, decepcionante. Mas o verdadeiro ponto alto e a grande novidade disso tudo foi o novo recurso do segmento, que permite que espectadores comuns possam interagir com a bancada através do uso de uma mera webcam. Talvez, essa idéia não se mostre tão boa assim no futuro, mas todo o acontecimento envolvendo sua utilização nesta edição configurou como uma das coisas mais divertidas da história da humanidade. Sem mais.


Nota: 8
Audiência: O CQC marcou 5.7 de média, picos de 8.2 e 11% de share.


E vocês, leitores incultos? O que acharam do programa desta segunda-feira? Ansiosos pelo retorno do “A Liga”? E o que acharam de todos os outros pontos abordados na análise de hoje, já que o programa foi tão cheio de momentos dignos de comentários que nem sei quais mais abordar aqui (vide o ridículo tamanho da mesma)? Deixe sua opinião ali nos comentários e vamos celebrar a democracia porque, pelo menos por enquanto, a internet ainda é um espaço livre do controle governamental. Até semana que vem!

Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal: @pedroffr


Leia todas as análises do CQC http://www.cqcblog.com/analisecqc

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RT @cqcblogs Análise do #CQC130 feita pelo @pedroffr http://migre.me/463ms

CQC explica o uso da simbolologia no programa


Depois de muitos debates e questionamentos, e uma tiração fenomenal no programa de ontem sobre os símbolos que apareceram no CQC os apresentadores finalmente falaram mais claramente sobre a simbologia usada na vinheta de abertura do CQC e nas transições de cenas: o Olho que tudo vê, Illuminatis e Maçonaria.

Marcelo TAS alertou:
"Pessoal, vamos baixar o nível de paranóia. Isso não tem nada a ver com Religião."
Confira:

Internautas querem entender os símbolos do novo cenário do CQC



Outras postagens sobre Mensagens Subliminares no CQC

http://www.cqcblog.com/2011/03/uma-conspiracao-por-triangulo-o-olho-de.html

http://www.cqcblog.com/2011/03/mensagens-subliminares-no-cqc.html

Postagens Relacionadas: http://www.cqcblog.com/label/mensagenssubliminaresnoCQC

Será que ainda vai ter gente duvidando que não existem mensagens subliminares, maçonaria, illuminati no CQC??

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Pegadinha do CQC: EUA atacam a Argentina


A brincadeira feita pelo CQC, onde um ataque nuclear dos Estados Unidos contra a Argentina foi noticiado, assustou muita gente na noite de ontem. Após a matéria sobre a cobertura do presidente Barack Obama no Brasil, onde Marcelo TAS  disse que Obama tinha 'alguma coisa' para o CQC, o apresentador apareceu com uma caixa preta com um botão vermelho, onde havia o presente do Obama para o programa. Foi quando, sem a percepção de muitos, um deles apertou o botão vermelho, e continuaram interagindo na bancada.

De repente entra um plantão de notícias, com uma reporter falando sobre um ataque dos EUA a hermana Argentina. Segundo a nota os EUA haviam disparado 5 mísseis nucleares de um submarino em direção da Argentina.

Muitas pessoas estavam desatentas hora (principalmente os que assistem ao programa e tuitam junto, oi!) e se assustaram com a notícia por alguns minutos até perceberem que era um brincadeira.







No twitter a tag #cqc estava entre os assuntos mais comentado do Brasil, e muitas pessoas não gostaram da “brincadeira” que o CQC fez. (http://search.twitter.com/search?q=cqc+Argentina)

CamillaBerthier Meu deus que história é essa de mísseis americanos se direcionando para disparar na argentina?? alguém sabe mais notícias?? ai senhor!!


Twitter_normal isarilando: Humor negro tem o seu lugar, mas a brincadeira da guerra Argentina x EUA foi pesada #cqc

Vale lembrar que a Direção do CQC é feita por Argentinos, portanto as brincadeiras feitas no programa passam pelo crivo dos Hermanos. Mas até a nossa ficha cair e conseguirmos relacionar uma coisa a outra já caimos na pegadinha.

E você caro CQCista que estava assistindo ao CQC, também caiu na pegadinha da Ataque dos Estados Unidos contra a Argentina?

Notícias Relacionadas na WEB:
http://www.tudolink.com/falsa-noticia-de-missil-bomba-nuclear-durante-o-cqc/ 

http://www.tudolink.com/estados-unidos-ataca-argentina-mentira-bricadeira-do-cqc/


Confira um vídeo dos bastidores da Cobertura do CQC atrás de Obama
http://www.cqcblog.com/2011/03/bastidores-do-cqc-atras-do-obama.html

Update: Agora com o vídeo Editado.

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Videos do CQC 130


Podemos dizer com tranquilidade que ontem foi a verdadeira estreia do CQC 2011. Com um programa recheado de pautas políticas, uma bancada violentamente ácida, os repórteres com tiradas geniais, a abordagem de assuntos polêmicos e algumas trollagens, o CQC de ontem foi o melhor do ano. Rá!

Roteiro do CQC130

CQC TODOS ATRÁS DE OBAMA
CONVENÇÃO DO DEM
ESTRÉIA DE NOVELA DA GLOBO
IDENTIDADE NACIONAL
CONGRESSO: CONSELHO DE ÉTICA
ITÁLIA: COM ROBINHO E JULIO CESAR
GRUPO ESCOLAR CQC: “A VISITA DE OBAMA”
TOP 5
POVO QUER SABER: DEPUTADO BOLSONARO
CQ TESTE: SENADOR SUPLICY










Oferecimento @MircMirc

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RT @cqcblogs Perdeu o CQC ontem? Assista aos vídeos em nosso Blog http://migre.me/460hc Oferecimento @MircMirc

segunda-feira, março 21, 2011

Bastidores do CQC atras do Obama


Bastidores da caçada do CQC Danilo Gentili a Barack Obama na Ceilândia RJ no último domingo.







Vídeos feitos por @andresonciprian e editados pela @vivianevivis.
Agradecimentos ao @munizfatel pela colaboração.

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RT @cqcblogs Bastidores da caçada do @DaniloGentili ao presidente Obama http://migre.me/45GyS #CQC

CQC 130 - Roteiro


Band, 22h15 - Para ir ao estúdio: registre-se no site oficial CQC

TODOS ATRÁS DE OBAMA
CONVENÇÃO DO DEM
ESTRÉIA DE NOVELA DA GLOBO
IDENTIDADE NACIONAL
CONGRESSO: CONSELHO DE ÉTICA
ITÁLIA: COM ROBINHO E JULIO CESAR
GRUPO ESCOLAR CQC: “A VISITA DE OBAMA”
TOP 5
POVO QUER SABER: DEPUTADO BOLSONARO
CQ TESTE: SENADOR SUPLICY

CQC 3.0 (após o encerramento da transmissão na TV, o programa continua aqui por 30 minutos na Internet. Clique aqui para interagir ao vivo com a gente no estúdio)
..::..
AVISO AOS NAVEGANTES: este roteiro é apenas um guia. Poderá sofrer alterações, amputações e inversões até a hora e, principalmente, durante a transmissão do programa, que é ao vivo. Relaxem e divirtam-se. Bom programa a todos!

Fonte Blog do TAS

Ilustra @linasilva

domingo, março 20, 2011

Uma Conspiracao Por Triangulo: O Olho de Horus e o CQC

Uma Conspiração Por Triângulo: O Olho de Hórus e o CQC


O início da quarta temporada do CQC surpreendeu a todos pelas suas mudanças artísticas, o cenário multicolorido, as vinhetas exageradas e a abertura absurda. Chamou a atenção de muitos também a presença constante do “olho que tudo vê”, o “olho de Hórus”, antigo símbolo egípcio hoje atribuído à Maçonaria e a todo o tipo de derivado do ocultismo, seitas satânicas, Illuminati e afins, em quase todas as novas vinhetas do resumo semanal de notícias. Para alguns, apenas fruto de um designer de gosto questionável, ou, bem mais provável, uma grande brincadeira, justamente para gerar publicidade e alimentar todo o posterior estudo que se segue neste “artigo” (o fato de a música tema estar ao contrário nessa nova abertura é um grande indicador dessa hipótese). Meu bom amigo, o pequeno Vinícius (@nokiniv), ponderou astutamente no tópico sobre este assunto na comunidade do CQC Brasil no Orkut (é, o Orkut ainda existe) que trata-se apenas de uma alegoria para o espírito vigilante do CQC, o clássico “eles estão a solta, mas nós estamos correndo atrás”, como se a maldade jamais escapasse aos “olhos” do programa. Talvez, seja uma mistura de tudo isso.

Se em um simples parágrafo, escrito por alguém tão ignorante como quem vos fala, tantas possibilidades plausíveis foram abordadas, parece inacreditável que pessoas achem sinceramente que esse símbolo no contexto do programa coloque o CQC no eixo da conspiração internacional Illuminati, a famosa “Nova Ordem Mundial”, seja lá o que for isso, é claro. Mas, a verdade é que, nesse instante, de todas as novidades que vieram com esta quarta temporada, nenhuma está sendo mais debatida e atacada quanto esta.

Sob estas circunstâncias, nada me resta a não ser me utilizar de meu prestígio como produtor de conteúdo e, através deste breve “artigo”, tentar impôr um pouco de bom senso em seus pequenos cérebros, leitores incultos. Em primeiro lugar, não estudarei aqui as origens e a filosofia da Maçonaria (a quem interessar, a Wikipédia está aí), muito menos da Illuminati, já que, se por um lado, apesar de igualmente imbecil, a desconfiança geral das pessoas para com a Maçonaria faz certo sentido (já que a Maçonaria de fato existe), a desconfiança para com a Illuminati chega ao nível de retardo mental, já que a Illuminati, até onde se pode afirmar, não é uma constante provável de existência pelo menos nos últimos séculos. E, não, os livros de qualidade questionável do Dan Brown não terão espaço aqui.

A primeira coisa que faz necessária, para mostrar que a ocorrência desses símbolos é perfeitamente justificável, é provar que a Maçonaria, no final das contas, não é absolutamente nada de especial. Historicamente, a Maçonaria foi sim uma poderosíssima organização no passado. Poderosíssima, em uma primeira instância, pelo seu poderio econômico. Por exemplo, qualquer cidade milenar européia que tenha sofrido alguma catástrofe que necessitou do poder privado para sua reconstrução nos últimos séculos certamente possui uma malha urbana que forma símbolos maçônicos. Londres, por exemplo, reconstruída após um incêndio que a reduziu a nada em 1666 (olhem os número dessa data, certamente há mais uma conspiração envolvida aí), teve toda sua área central reconstruída da forma como ainda existe hoje, e todas as ruas e pontos-chave dessa área inevitavelmente formam um pentagrama ou algo do gênero (para saber mais, recomenda-se a leitura da excelente graphic novel “Do Inferno”, de Alan Moore e Eddie Campbel).

Aliás, nem é preciso ir tão longe. A principal praça da minha cidade natal, Caxias do Sul, que mal é centenária, vista de cima, forma o famoso esquadro e compasso, símbolo supremo da ordem maçônica (para saber mais, assistam esse ridículo documentário feito por mim e pelo meu bom amigo @_lucasds_ para a faculdade de jornalismo, que trata justamente do tema: http://www.youtube.com/watch?v=M8Vq0H6y44c).

Você, aí em sua cidade, certamente já se deparou com algum obelisco, sem nenhum tipo de inscrição, em suas praças e parques. Isso é outro clássico exemplo da intervenção maçônica no espaço público. Você nunca se perguntou quem é a figura obscura que dá nome à sua rua? Certamente, trata-se de um maçom. Procure também qualquer vídeo sobre mensagens subliminares no YouTube (eles existem aos milhares), e você verá centenas de exemplos de outros símbolos impressos em logomarcas, filmes, livros, álbuns, e, programas, como é o caso em questão do CQC. Agora, é inevitável perguntar: qual sentido de todo essa propagação da simbologia maçônica?

Se, como muitos leitores acreditam, a Maçonaria domina o mundo por trás das cortinas há séculos, qual o sentido em nos inundar com seus símbolos todos os dias? Afinal, trata-se de um trabalho concluído, e não um que está em progresso através de uma “lavagem cerebral simbólica diária das massas” (sim, há quem creia nisso). Os fatos são, na verdade, muito mais simples. Em primeiro lugar, todos os símbolos da Maçonaria consistem em duas coisas: ou eles são símbolos que já existiam muito antes da fundação oficial da Maçonaria (no caso, o próprio “olho de Hórus” em questão, bem como o obelisco, o que levam diversos maçons a afirmarem que a Maçonaria existe, de fato, desde o tempo dos faraós, o que não poderia ser uma afirmação mais esdrúxula), ou são símbolos que simplesmente são usados em toda a parte porque são coisas normais da vida, como os “três pontos que formam um triângulo”, triângulos propriamente ditos, colunas, superfícies xadrez em preto e branco (essa inclusive figurando na nova arte do CQC também, diga-se), o número 9, a letra G, cubos, e por aí afora. Só porque há uma coluna em um edifício, você não diz que o edifício é “maçom”, da mesma forma que ninguém acusou, antes de tudo, o CQC de perpetuar os ideais politeístas atropomórficos egípcios, antes de acusá-los de terem “se vendido” para a Maçonaria. Ou seja, no final das contas, muitas das ocorrências desses símbolos são simplesmente coincidência, ou por serem símbolos que há muito fazem parte do imaginário humano por sua repetição através da história, ou simplesmente por serem formas geométricas comuns. Isso, sem contar, nas ocasiões que tais símbolos são usados justamente de forma gafolheira, como é o mais provável com o CQC.

Um ponto que levanta muita suspeita por parte dos acusadores da Maçonaria é o fato de que, ao longo da história e ainda nos dias atuais, os membros que compreendem a Maçonaria são sempre figuras históricas importantes ou pessoas ricas e influentes. Isso nos leva diretamente a outro ponto importante sobre o significado da Maçonaria na sociedade contemporânea. Ser maçom hoje é uma forma de ostentação. É o equivalente a se ter uma Ferrari, um ícone de status social. Afinal, as taxas de inscrição, e os custos subseqüentes para se ser um maçom, não são nada baratos. E é por isso que nossas praças, nossas instituições públicas e até o nosso papel-moeda estão repletos desses símbolos tolos. Afinal, a Maçonaria é formada basicamente por pessoas ricas que, na falta de grandes desafios em uma vida já estável e segura, enchem tudo o que pode ser visto com símbolos que só eles sabem o significado, como se fosse um esporte, um jogo, uma forma de preencherem um vazio existencial. Tudo um grande divertimento que, aos olhos de quem está por fora desse jogo burguês, soa bastante aterrador. Ainda aos que dizem que a Maçonaria é detentora de um “grande segredo” ou coisa do gênero, apenas pense. Se entre duas pessoas já é impossível manter satisfatoriamente um segredo, imagine entre centenas e centenas de pessoas ao longo de séculos. Se nunca nenhum segredo vazou até nós, a conclusão é muito simples. Simplesmente não há nenhum segredo. Parafraseando uma citação cujo autor me escapa agora, “o grande segredo da Maçonaria é que seus membros agem como se tivessem guardando um segredo”.


Nesta segunda-feira, como Marcelo Tas anunciou em seu twitter, que a questão dos símbolos no programa será abordada. Talvez até lá, os que não se convenceram após a leitura deste modesto artigo se convençam. Se isso não acontecer, vale a pena, como conclusão, apontar a mira dessa discussão toda em nós mesmos, consumidores de todo o tipo de teoria conspiratória e, no mesmo espectro, de doutrinas religiosas. Afinal, o que nos leva a acreditar seriamente que uma organização secreta, milenar, invisível, onisciente e onipotente controla o mundo, e os destinos de nossas vidas, a séculos? Da mesma forma, o que nos leva a acreditar em entidades espirituais, deuses, destino? Talvez, afinal de contas, seja puro conformismo. É muito mais simples aceitar que o mundo é essa desgraça que é, não por minha culpa individual, ou não por culpa da humanidade como um todo, mas sim, por culpa de uma conspiração internacional que já estava estabelecida antes do meu nascimento e que continuará no topo da pirâmide muito depois que eu tiver dado o fora desse mundo. É muito mais cômodo aceitar que, hipoteticamente, nossas vidas são esse espetáculo de horror e sofrimento porque deus quer assim, e não porque nós somos, simplesmente, humanos, e que portanto, somos suscetíveis ao erro.

OBS: O autor recomenda fortemente a leitura do romance “O Pêndulo de Foucault”, do grande Umberto Eco, um libelo contra o pensamento histórico-conspiracionista no qual grande parte deste artigo foi baseado. Até a próxima.



Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal: @pedroffr



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Documentário do Pedro sobre símbolos da Maçonaria em Caxias do Sul
http://www.youtube.com/watch?v=M8Vq0H6y44c

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