terça-feira, abril 19, 2011

Analise do CQC 134 - por Pedro Rech


Um singelo olá a vocês, caros leitores. Indo direto ao assunto, o CQC desta segunda-feira foi, basicamente, redondinho e delicioso. Não tivemos grande pontos altos, mas, por outro lado, não tivemos, inversamente, grandes pontos baixos também. Um aspecto que vale a pena ser destacado é que, pela primeira vez no ano o programa não nos contemplou com nenhuma grande polêmica para nortear os debates do twitter e da blogosfera afora esta semana, afinal, creio, ninguém consegue realmente levar a sério alguém tão inútil quanto Britto Jr., a respeito de suas declarações a lá Bolsonaro sobre a obesidade. Sem maiores apontamentos, vamos às considerações.

Pontos Altos: 

Começando os trabalhos da semana, é preciso citar a espetacular matéria de Mônica Iozzi, novamente nos corredores do Planalto, a terra dos monstros, a respeito da “ausência” de uma oposição no cenário político nacional. A matéria pintou a oposição como um bando de engravatados confusos e desorganizados, mas sabemos que não é, apenas, por isso que a oposição brasileira em tempos de Lula e Dilma é quase nula. A verdade é bastante simples: a direita, agora no papel de oposição, simplesmente se vendeu a quem pagou mais. O governo comprou, via cargos e uniões partidárias, a oposição. E todos devemos ter em mente que uma oposição fraca é o primeiro sintoma de um regime totalitário. Tenham medo.


Seguindo, é preciso citar um Oscar Filho em sua melhor fase desde que seu nome ecoou pela primeira vez nos anais do telejornalismo mundial, na matéria, a qual eu gostaria de apelidar, se me permitem, de “proto-Proteste Já” (ainda mais pela ausência do mesmo esta semana), a respeito dos abusos de taxistas na ocasião de eventos como o pós-show do U2, em São Paulo. Destaque especial para a breve e emocionante participação de Sophia Reis. Se faz preciso citar também aquele quadro que, os anos passarão, e Marcelo Tas ainda continuará chamando errado, o “Documento da Semana”, dessa vez sobre a obesidade, reportagem esta que foi mais divertida do que propriamente informativa.

Prosseguindo, eis que tivemos mais um sensacional “Identidade Nacional”, o qual não foi não tão sensacional pelas esquetes em si, mas sim por nos brindar novamente a espetacular dobradinha Gentili / Cortez, os novos Gordo e Magro, Cheech e Chong, Três Patetas (se eles fossem dois, e não três) e todas as outras duplas cômicas imortais da história do audiovisual. Isto, é claro, se alguém levar a sério a minha sugestão de uma sitcom contando com os dois como protagonistas. Eu sugeri isso, via DM no twitter (já que ele me segue, quem diria), ao nosso mais estimado leitor, Rafael Cortez. Cruzem os dedos para este sonho tomar de assalto a dita realidade.

Sempre em frente, mais do que válido citar também o melhor “Controle de Qualidade” da temporada, felizmente novamente encabeçado por Mônica Iozzi, e a matéria do inspiradíssimo Rafael Cortez, que simplesmente dissipou seu estoque acumulado durante semanas de vergonha alheia na cobertura da pré-estréia do filme massa véio da temporada, o “Velozes e Furiosos 5”, no Rio de Janeiro.

Por fim, só me resta citar mais um simpático “Grupo Escolar CQC”, dessa vez sobre o recém-fundado PSD (aqui cabe minha singela sugestão para solucionar toda a problemática apresentada no quadro: a completa extinção dos partidos no Brasil, e apenas isso), o sempre descontrolado “Top Five” e o “O Povo Quer Saber” com “a” convidada mais digna de toda a temporada até aqui, a brilhante Nany People.


Pontos Intermediários: 

Ou, como eu gostaria de chama-los, os “Pontos Felipe Andreoli”, com o perdão da ausência de graça desta piadinha. Contudo, com ou sem graça, trata-se da mais pura verdade. Primeiramente, é preciso citar a sua matéria na cobertura do evento beneficente “Páscoa do Bem”, mais um pretexto para as sempre lamentáveis matérias sobe celebridades, mas que foi salva pela “simpatia” de Andreoli, se é que posso definir assim. O mesmo julgamento se aplica com perfeição para sua segunda matéria da sessão, a estréia da peça “Deus da Carnificina”.

Quebrando aqui a hegemônica andreoliana, se me permitem o neologismo, é preciso figurar aqui também o curtíssimo compacto de “erros de gravação” que, se por um lado, não foi simplesmente nada demais, ao menos, deu um sentido à existência para a existência do historicamente inútil último bloco. Oremos para que esse tipo de compacto seja institucionalizado ou que, ao menos, outra coisa seja inventada.


Pontos Baixos: 

Os deuses foram generosos conosco, pobres mortais, já que ele, sim, se resta a alguém ainda alguma dúvida, o “CQTeste”, se vê na sua fase de mais irregular transmissão desde sua estréia no CQC. Porém, é necessária que a vida às vezes nos seja dolorosa, por isso, eis que essa semana tivemos seu retorno triunfal, só que ao contrário, com a ilustre presença de Beto Barbosa. E, os mesmos deuses, na sua divina sabedoria, entendem também que às vezes o mal precisa se sobrepor ao bem, para que a grande balança celestial que equilibra todo o cosmos possa seguir em igualdade, e é só um conceito abstrato desse para poder explicar, por um lado, a transmissão do “CQTeste” e, no outro espectro, o completo desaparecimento do “Proteste Já”. O universo é cruel.


Nota: 8

"CQC" marcou 6 pontos de média, pico de 8 e 12% de participação e ficou em 3º lugar no Ibope. 


E vocês, leitores incultos? O que acharam do programa desta segunda-feira? Reforço o questionamento da semana passada: será que um dia ainda veremos o tão anunciado, e nunca exibido, novo quadro “Resta Um”? Além disso, alguma aposta para a polêmica da semana que vem? Deixe sua opinião ali nos comentários e vamos celebrar a democracia porque, pelo menos por enquanto, a internet ainda é um espaço livre do controle governamental. Até semana que vem!


Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal: @pedroffr

Leia todas as análises do CQC http://www.cqcblog.com/analisecqc


Veja os vídeos e as frases do CQC 134 http://www.cqcblog.com/2011/04/videos-do-cqc-134.html
Posted By: CQC Blog

Analise do CQC 134 - por Pedro Rech

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5 comentários:

  1. Pedro, mesmo q achou intermediários os erros do CQC, o q achou do Oscar cantando uma versão dele de "A Casa" de Vinícius de Moraes e Toquinho? :-P

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  2. Cara, pra ser sincero, eu não fazia a menor idéia que era uma música dessas, hahahaha.

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  3. Papinho besta este de regime autoritario.
    a oposicao no brasil é inutil e incompetente e ponto!

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  4. Eu gostei do CQTeste. Acho que este ano está muito melhor do que no ano passado. E o Rafael Cortez sempre se supera no quesito vergonha alheia né? Hours Concours.

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  5. Foi é vergonhosa aquela matéria a la bolsonaro sobre obesidade. Toda ela, não apenas os comentários do jumento do Brito Jr.

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