terça-feira, abril 26, 2011

Analise do CQC 135 - por Pedro Rech


Saudações, leitores incultos. Se o CQC desta segunda-feira já empreitada, as “musas do axé”, estava mais do que claro que seria um programa, no mínimo, medíocre. E sinto em dizer que quem assim o pensou ao ouvir tal declaração não decepcionou-se, afinal, tão visão sombria e determinista do ser humano se provou ser a mais pura realidade. Apesar disto, como sempre, aliás, o programa não foi de todo um desastre. Às considerações.



Pontos Altos: 
Começo os trabalhos desta semana com a matéria de Mônica Iozzi atrás da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), feita à imagem e semelhança de seu pai, hoje sinônimo de corrupção. Esse comentário é um tanto quanto irregular, e deveras inútil, afinal, só uma aberração da natureza poderia criticar o desempenho em pautas políticas de Mônica Iozzi, porém, de vez em quando, dá uma saudade de ver o Danilo Gentili na capital...

Prosseguindo, é preciso citar mais um hilário “Documento da Semana”, dessa vez, sobre o produto do crescimento desenfreado em nações de terceiro mundo: a dificuldade de se estacionar o carro nas grandes metrópoles. Também é preciso mencionar mais um “Identidade Nacional” que, pela primeira vez, não foi apresentado por Danilo Gentili, o que, no final das contas, permitiu um certo frescor ao quadro (e não digo “frescor” pela presença de Rafael Cortez como co-apresentador). E, vale notar, que a tendência latente deste quadro é, como eu provavelmente já o disse antes, deixar a investigação sociológica de lado e se tornar cada vez mais ivoholandesa, se me permitem o neologismo.

Seguindo, vale figurar aqui o retorno triunfal do “Proteste Já”, dessa vez, sobre problemas de infra-estrutura em uma rua da cidade de Ferraz de Vasconcelos – SP. Idem para a matéria de Mônica Iozzi no aniversário de 51 anos de nossa grandiosa Brasília, comemoração esta que, devido ao tema futebolístico, foi a cara de nossa capital: uma porcaria. Incrível observar que, graças a isso, uma matéria essencialmente política se transformou em uma matéria futebolística nos moldes do que faria qualquer Felipe Andreoli da vida (com todo o respeito). E, finalmente, só me resta citar o sempre divertido “Top Five”.



Pontos Intermediários: 
Aqui, se faz necessário citar mais uma, como sempre, inútil matéria esportiva de Felipe Andreoli, dessa vez no jogo São Paulo x Portuguesa, que foi, em parte, salva graças à passionalidade lusitana de Andreoli. Destaque também para a “originalidade” da bancada que, após a matéria, firmou mais uma dentre centenas de apostas já firmadas com temática esportiva. Por Zeus, até quando?

Em frente, eis que, para o mais profundo terror do mundo civilizado, figura aqui mais um “CQTeste”, em sua fase mais confusa e incompreensível da história recente, dessa vez com a grande e imortal Palmirinha. Aliás, Sr. Cortez, todos os crédito à ela pela presença do “CQTeste” aqui entre os pontos meia-boca, e não no fundo do poço, como de costume.

Finalmente, é preciso citar a matéria de Felipe Andreoli no lançamento do livro “Vivendo Em Voz Alta”, de Miguel Falabella, bem como os “erros de gravação” que, como havia previsto anteriormente, estão agora em fase de institucionalização, e que, ao que parece, jamais provocarão mais do que singelos sorrisos.



Pontos Baixos: 
Aqui encontram-se duas matérias que constituem pequenas células deste grande tumor crescente que aos poucos começa a esmagar o hipotético cérebro do CQC, se este fosse um organismo vivo anatomicamente semelhante às criaturas terrestres: as matérias inúteis de celebridades. A primeira, e a pior das duas, registra-se, consiste na cobertura de Felipe Andreoli à esteia da peça “39 Degraus” (quanto a peça, pelo pouco que sei do cenário do teatro nacional, é muito provavelmente uma bela porcaria, mas o filme na qual ela foi baseada, garanto, é genial).

E, a segunda e derradeira matéria deste segmento, e por conseqüência, desta análise, fechando o ciclo iniciado no primeiro parágrafo de apresentação, é a reportagem de Mônica Iozzi na festa do axé em Belo Horizonte. Mônica bem fez o que lhe foi possível, mas, infelizmente, não teve jeito. Foi um desastre.


Nota: 7

Audiência: O "CQC" marcou 6.5 de média, pico de 9 e 13% de participação.

E vocês, leitores incultos? O que acharam da CQC desta segunda-feira? Quais as expectativas gerais para o tão falado #correndoatras, que se inicia na semana que está por vir? E quando ao novo quadro tão citado nos roteiros oficiais do programa, porém jamais exibido, o “Resta Um”? Será que um dia ainda restará humanidade para descobrir do que se trata? Deixe sua opinião ali nos comentários e vamos celebrar a democracia porque, pelo menos por enquanto, a internet ainda é um espaço livre do controle governamental. Até semana que vem!




Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal: @pedroffr

Leia todas as análises do CQC http://www.cqcblog.com/analisecqc


Veja os vídeos e as frases do CQC 135 http://www.cqcblog.com/2011/04/videos-e-frases-do-cqc-135.html
Posted By: Viviane Pereira

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