terça-feira, maio 10, 2011

Analise do CQC 137 - por Pedro Rech


Saudações, leitores incultos. Na até o momento mais politizada edição do CQC desta quarta temporada, sobraram momentos antológicos. Por si só, o retorno triunfal de Danilo Gentili aos corredores do planalto já teria garantido um programa de alto nível. Porém, todas as outras matérias e repórteres conseguiram manter esse mesmo nível elevado de genialidade e acidez na, até agora, possivelmente melhor edição do ano. Sem mais puxa-saquismo no parágrafo de apresentação, vamos ao puxa-saquismo nas considerações em si.

Pontos Altos:
Os espíritos da televisão devem andar a espreitar estas análises, afinal, foi só o humilde analista que vos fala comentar sobre o fato de há tempos o CQC, e mais especificamente, Danilo Gentili, não se envolver em nenhum grande confronto, seja com a classe operária, seja com os engravatados de Brasília, que o pior, ou, o melhor, ocorreu. Após meses afastado da capital da gloriosa República, eis que Gentili retorna em todo o seu esplendor e já comprando briga com dois pesos pesados da bandidagem corporativa política brasileira: Roberto Requião, o comedor de mamonas, e Renan Calheiros, o vaqueiro fantasma (perdoem-me as tiradas pretensamente humorísticas), em uma espetacular matéria a respeito do paradoxal Conselho de Ética do Senado. Vale ressaltar que a entrevista de Gentili com o grande Roberto Requião ultrapassou todos os limites da sanidade e foi um daqueles momentos televisivos, como nos velhos tempos que não voltam mais ao CQC, que merecem ficar em um porta-retratos na estante da sala de estar. Palmas, palmas, minhas sinceras palmas.


Seguindo, ainda no campo político, é preciso citar a matéria de Felipe Andreoli, fora de sua zona de conforto esportiva, no lançamento da biografia de Mario Covas. É preciso citar também, agora fora da política, mais um brilhante “Identidade Nacional”, seguindo em sua fase internacional, e novamente brindando o público com a espetacular dobradinha Gentili/Cortez. E, falando em meu grande amigo Rafael Cortez, eis que figura aqui entre o panteão de matérias da semana a sua cobertura da Marcha da Maconha, no Rio de Janeiro, matéria simples, como tudo o que é genial.

E, é claro, todos vocês estarão certamente esperando um pronunciamento crítico da minha pessoa no que concerne o tema da legalização da maconha. Pois bem, é o que terão. Por um lado, em uma sociedade democrática e livre, onde a liberdade individual é um direito inalienável, o lógico seriam que todas as substâncias tóxicas fossem legalizadas para consumo próprio. No entanto, isso é uma utopia e não cabem maiores discussões aqui. Porém, longe de ser uma medida fantasiosa, a legalização da maconha, simplesmente, seria sim uma medida de grande benefício para a sociedade como um todo. Vejam o exemplo da Holanda. Lá, a maconha foi legalizada pelo seguinte motivo: qualquer um que quisesse um pouco da milagrosa cannabis, teria, assim como em qualquer outro lugar do mundo, que compra-la de um traficante, que também vende drogas mais pesadas e prejudiciais a saúde, como heroína, cocaína, e por aí afora. Dessa forma, pessoas que buscavam apenas um inofensivo cigarro de seda se viam tendo acesso também a esta outra variedade de drogas. Dessa forma, a Holanda legalizou a venda de maconha para que quem buscava apenas isso pudesse compra-la em um estabelecimento fiscalizado e livre de outras substâncias mais pesadas, mais prejudiciais, e, acima de tudo, mais viciantes. O exemplo do governo holandês deveria servir de bandeira para todas as nações civilizadas deste pequeno planeta azul.

Dito isso, agora, vamos mais uma grande pérola desta segunda-feira, o histérico Danilo Gentili, tão histérico quanto uma criança glutona em uma loja de doces, de volta à um excelente “Controle de Qualidade”, que, mais uma vez, nos provou a grande verdade dessa vida: as soluções não estão na política. Afinal, como pode um político votar o novo Código Florestal, não digo, sem ter conhecimento de biologia, química ou física, necessários para a compreensão do código em questão, mas sem saber nem ao menos o nome do relator do tal código?

Em frente, se faz necessário citar mais um genial “Proteste Já”, sobre ACONTECIMENTO, em sua melhor fase desde a saída de Rafinha Bastos do quadro, tanto no que diz respeito à escolha das denúncias, quanto na liderança de Oscar Filho.

Ademais, só me resta citar a irregular, porém extremamente válida, matéria de Danilo Gentili e os atrasos das preparações do Brasil para a Copa do Mundo, o sempre divertido “Top Five”, que não chegou a ser o “melhor do ano”, como prometeu Tas, mas que foi excelente ainda assim, e, por fim, o ainda com cara de novidade #correndoatras, que tem tudo para render grandes pérolas no futuro que está por vir.


Pontos Intermediários: 
Ou, nos “Pontos Felipe Andreoli”, não há muito o que citar, exceto a matéria futebolística clichê e meia boca da semana com Andreoli no jogo Corinthians vs. Santos, igual a todas as outras dessa vida, apesar do contexto do dia das mães. E, cabe mencionar aqui também a “denúncia” no pós-matéria, sobre o sujeito que tinha uma atitude agressiva para com a reportagem, afinal, esse tipo de denúncia é sempre válida, desde que apropriadamente contextualizada, como não foi o caso aqui.

E, finalmente, só me resta citar a matéria de Andreoli no lançamento de uma linha de cosméticos de Sabrina Sato e Fernanda Lima, a matéria paga inútil da semana, mas que conseguiu manter certo nível de divertimento.


Pontos Baixos: 
A exemplo da semana passada, surpreendentemente, nada há a citar aqui. Todavia, creio que semana que vem o “CQTeste” terá retornado, e então, teremos algo com o que preencher este nobre segmento. A ausência da caipirinha Monica Iozzi que esteve adoentada mas conforme promessa do Marcelo TAS no CQC 3.0, retorna semana que vem firme e forte.


Nota: 9

Audiência: O CQC marcou 6.2 pontos de média no Ibope

E vocês, leitores incultos? O que acharam do programa desta segunda-feira? E, novamente, onde foi parar Mônica Iozzi, que já está desaparecida há duas semanas? Deixe sua opinião ali nos comentários e vamos celebrar a democracia porque, pelo menos por enquanto, a internet ainda é um espaço livre do controle governamental. Até semana que vem!


Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal: @pedroffr

Leia todas as análises do CQC http://www.cqcblog.com/analisecqc


Veja os vídeos e as frases do CQC 137  http://www.cqcblog.com/videos-e-frases-do-cqc-137.html
Posted By: CQC Blog

Analise do CQC 137 - por Pedro Rech

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2 comentários:

  1. melhor pograma

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  2. Pensei que a Monica Iozzi estivesse se escondendo, com medo de ser estuprada por Rafinha Bastos.

    Em nota: o comentário acima ("melhor pograma") faz parte dos seus "leitores incultos", não?

    Grande ideia: vou ler um bom livro e deixar de lado o CQC; afinal, posso ficar igual.

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