terça-feira, maio 31, 2011

Analise do CQC 140 - por Pedro Rech


Saudações, leitores incultos. Fatiga-me escrever este primeiro parágrafo de apresentação, por isso, devo dizer apenas que o CQC desta segunda-feira foi, sem sombra de dúvida, o melhor das últimas semanas. A seguir, as considerações.

Pontos Altos: 
Que comecemos os pontos de honra desta semana com a brilhante matéria de Mônica Iozzi em Brasília, onde vivem os monstros, a respeito do lobby. Jornalismo de primeira grandeza. E também um compêndio que é combustível para um debate eterno a respeito da regulamentação ou não dessa figura sombria e aterrorizante que é o lobista. Sei que todos aqui anseiam com ânsia profunda (what?) pelo meu parecer opinativo-crítico pessoal a respeito da questão do lobby no Brasil, e devo ser sincero e não ter vergonha em admitir que eu simplesmente não sei o que pensar.

Por um lado, temos que considerar que, sendo legal ou não, o lobby continuará existindo até o fim dos tempos, a exemplo do caso das drogas, como bem relacionou Tas na bancada. Por outro lado, regulamentar o personagem maligno do lobista, como a exemplo dos Estados Unidos e de tantas outras nações ditas civilizadas, é quase como que se a democracia desse um tiro no próprio pé. Como também muito bem colocou Mônica Iozzi, não seria como se resolvêssemos o problema da corrupção simplesmente legalizando-a? Deixo a resposta aos formados em ciências políticas de plantão, embora saiba de antemão que ninguém formado nisso se daria ao trabalho de ler minhas pífias análises.

Seguindo, nada mais óbvio do que citar tanto cobertura de Felipe Andreoli nas 500 Milhas de Indianápolis quanto à cobertura de Mônica Iozzi na 10ª Convenção do PSDB. Aliás, o que vimos na matéria sobre o PSDB foi o início da morte da direita no Brasil, que vem de dentro para fora, a exemplo da já em decomposição da esquerda, que teve falência múltipla de órgãos ao se unir ao PMDB. Longe de dar uma de especialista no assunto, mas já dando, o que parece que resta ao Brasil daqui pra frente é mais ou menos o seguinte: uma fusão fedorenta de todos os partidos, sem esquerda, sem direito, sem oposição, sem governo, apenas uma grande massa de políticos dando cobertura e apoio uns aos outros. Os que ficarem de fora dessa massa compacta de lixo vão formar as sempre desprezíveis extrema esquerda e extrema direita, representadas, respectivamente, pelos fanáticos socialistas malucos do PSOL e pelos Bolsonaros da vida.

Sem mais de política e assuntos cerebrais por hoje, vale citar aqui mais um descerebrado, no bom sentido, “Identidade Nacional”, ainda aproveitando a hilária dobradinha Gentili/Cortez. Descerebrado, já no mau sentido, também é a palavra para definir o “Documento da Semana” dessa segunda-feira, a respeito do mau-humor. A matéria deixou muito a desejar no aspecto puramente informativo do quadro (mas afinal, com um tema meia-boca desses, que informação haveria o CQC de nos passar?), porém, o inspiradíssimo Rafael Cortez e a simples presença de Rafinha Bastos, após longos anos longe desse tipo de matéria, já garantem a presença da matéria aqui nos pontos altos.

Em frente, vale mencionar aqui a matéria de Felipe Andreoli na festa ao redor das 500 Milhas de Indianápolis, matéria esta digna de tantos outros momentos esdrúxulos antológicos do grande Andreoli, como a primeira ida do mesmo às 500 Milhas ou sua ida ao Oktoberfest, em Munique.


Por fim, nada mais do que citar mais um sensacional “Proteste Já” sobre resoluções de casos pendentes, como sempre, o “Top Five”, que nem de longe foi o melhor de todos os tempos, Sr. Tas (e desconfio que nunca de fato houve ou haverá um “melhor Top Five” de todos os tempos), mas que foi bom ainda assim.



Pontos Intermediários: 
Aqui, dupla aparição de meu grande amigo do twitter, o grande Rafael Cortez (que, vejam só, chegou inclusive a me dar um RT capcioso no mundo dos 140 caracteres essa semana). Primeiro, sua matéria na estréia do musical “Um Violinista no Telhado”, e, segundo, sua cobertura à 8ª edição da Festa Internacional de Teatro de Angra dos Reis, ambas as matérias leves e divertidinhas.


Pontos Baixos: 

Como manda a tradição, fica aqui devidamente registrado o “CQTeste”. Porém, devo confessar que eu nem sei com quem de fato foi esta edição ou se ela realmente merecia estar nos pontos baixos dessa forma. Afinal, desde a semana passada, tomei a solene decisão de não mais assistir à este quadro. Pensei: “Sou jovem, tenho a vida inteira pela frente, e o tempo é o bem mais precioso de todos. Por que devo continuar desperdiçando meu tempo com isto?”. E essa é a verdade, senhoras e senhores. Com todo o respeito ao Sr. Cortez, que deve estar encolerizado ao ler estas palavras agora, mas é isso. Não mais falarei mal do “CQTeste”, da mesma forma que não mais o assistirei.


Nota: 8
Audiência: O "CQC" marcou 5.6 de média, pico de 8.3 e 11% de participação.


E vocês, leitores incultos? O que acharam do programa desta segunda-feira? E para a questão do lobby, alguém propõe alguma solução satisfatória? Deixe sua opinião ali nos comentários e vamos celebrar a democracia porque, pelo menos por enquanto, a internet ainda é um espaço livre do controle governamental. Até semana que vem!



Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal: @pedroffr




Leia todas as análises do CQC escritas pelo Pedro http://www.cqcblog.com/analise do cqc
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