terça-feira, junho 28, 2011

Analise do CQC 144 por Pedro Rech


Saudações, leitores incultos. Como está se tornando regra, o CQC dessa segunda-feira foi, na melhor das hipóteses, médio. É sintomático que esta temporada, até o momento, está se mostrando a mais fraca de todas até aqui. Se não confiam na humilde palavra do analista que vos fala, lhes desafio: procurem qualquer matéria de 2008 / 2009 no Youtube. É impressionante como, vendo agora, até mesmo as matérias inúteis de celebridades eram geniais. Por exemplo, a cobertura de Danilo Gentili ao casamento de Otávio Mesquita em 2008, por mais imbecil que possa parecer, está entre as minhas dez matérias favoritas de todas. Não que o programa tenha ficado "ruim" ou "sem graça", pelo contrário. Mas às vezes sinto que de lá para cá, o ele simplesmente, e me dói o coração dizer isto, se acomodou. Não há mais a ousadia e o humor agressivo de outrora. Eu quero de volta o meu CQC moleque, o CQC de várzea. Talvez eu esteja sendo exagerado, e o CQC não piorou exatamente, mas apenas, mudou. Quem poderá saber? A única certeza em minha mente é que assistir ao programa não é mais prazeroso como era nos velhos tempos. Quiçá, se não fosse meu papel como fiel analista deste lindo blog, talvez nem o assistisse mais. Palavras duras, estou ciente. Mas é a triste verdade. Sem mais, vamos às considerações.

Pontos Altos: 
Depois de longos anos de miséria e destruição sem figurar aqui, eis que começamos o panteão de matérias da semana com ele, meu querido amigo, Rafael Cortez, atrás de Dilma Rousseff na premiação da Olimpíada Brasileira de Matemática. Esse fim de semana, andei me vendo contaminado por uma gripe fulminante. Após picos de 40 ºC de febre, ao começar o CQC desta segunda-feira, encontrava-me, finalmente, com uma temperatura corporal que não apresentava risco à minha saúde. Todavia, a alegria durou pouco: ao término da matéria de Cortez, estava pior do que nunca. Não há organismo debilitado que resista às fortes doses de vergonha alheia que Cortez emana do âmago do seu ser. Assim, talvez eu venha a dar adeus à este mundo em breve. Porém, partirei feliz.

Seguindo, eis que temos algo que nunca pensei que veria novamente em meu tempo de vida: uma matéria solo do sumido Danilo Gentili, dessa vez, cobrindo a 15ª Parada do Orgulho LGBT (o que terá ocorreu com o bom e velho “Gay” do nome?). Não foi a melhor das coberturas ao evento, marco já tradicional no programa, todavia, estava sublime. Também me vejo obrigado a mencionar aqui o bom e velho “Documento da Semana” sobre fobias, que, em termos de pesquisa e conteúdo, foi no mínimo superficial, mas se o simples fato de terem mostrado Danilo Gentili pulando de pára-quedas não torna a matéria um clássico instantâneo, eu não sei o que mais o fará. Aliás, vale citar também sua participação/merchan na bancada pós-matéria.









Finalmente, só me resta citar mais um glorioso “Proteste Já”, dessa vez sobre um bairro isolado pela péssima infra-estrutura rodoviária na cidade paulista de Cananéia, o sempre antológico “Top Five” (mas que, sinceramente, passou longe de ser “um dos doze melhores de todos os tempos”), e o sempre válido #Correndoatrás.

Pontos Intermediários: 
Nada mais lógico do que começar esta sessão mencionando um Rafael Cortez livre, leve e solto na (re)estréia da peça “Bent”. Pauta nada demais, como era o de se esperar, mas divertidíssima graças a um Cortez inspirado como há muito não se via.

Adiante, necessário citar aqui a matéria de Felipe Andreoli no final da Copa Libertadores, mais do mesmo, apesar de tudo, divertida.

Me dói o coração mencionar aqui também o “Identidade Nacional”, outrora um grande quadro, mas que começa a ver sua decadência por não ter mais situações sérias a ponto de o quadro servir de fato como uma espécie de estudo sociológico, e, por outro lado, por não ter situação suficientemente esdrúxulas para dar o tom pastelão que o quadro andava tendo. O que temos visto por hora são situações, simplesmente, nulas.

No mais, só me resta citar o “Resta Um”, com Pelé, reafirmando a idéia inicial de que trata-se de um quadro com uma boa idéia, mas conduzido de forma insuficientemente ousada, e, por fim, na tradição das matérias inúteis de Rafael Cortez, sua cobertura à gravação do primeiro DVD de Eduardo Dussek, divertida, no final das contas.

Pontos Baixos: 

Aqui, rotina: o “CQTeste” com a banda Sepultura. Sem mais.


Nota: 7,5
Audiência: CQC" marcou 6.3 de média, pico de 8.3 e 12% de participação

E vocês, leitores incultos? O que acharam do programa desta segunda-feira? Estarei sendo um velho rabugento ou de fato a qualidade do CQC caiu, e muito, nesta temporada? Expectativas para o programa de Danilo Gentili? Deixe sua opinião ali nos comentários e vamos celebrar a democracia porque, pelo menos por enquanto, a internet ainda é um espaço livre do controle governamental. Até semana que vem!


Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal: @pedroffr



Leia todas as análises do CQC escritas pelo Pedro http://www.cqcblog.com/analise do cqc

Leia outros posts do CQC 142 http://www.cqcblog.com/CQC144 
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Analise do CQC 144 por Pedro Rech

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2 comentários:

  1. AEEEEEEE...dos criadores de Nova Quahog, Gengiva de Vaca e o antigo Animes City...

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  2. "Após picos de 40 ºC de febre, ao começar o CQC desta segunda-feira, encontrava-me, finalmente, com uma temperatura corporal que não apresentava risco à minha saúde."

    Melhoras! ;-)

    "Não há organismo debilitado que resista às fortes doses de vergonha alheia que Cortez emana do âmago do seu ser.'

    Uau!!! Que primor em descrever sentimentos tão nobres!

    Detalhe: Somente hoje é que fui ler a análise.

    []'s Gustavo Pamplona - @MonicaIozziNews

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