terça-feira, julho 12, 2011

Analise do #CQC 146 - por Pedro Rech



Saudações, leitores incultos. Com uma platéia maravilhosa (e não digo isso porque a dona e colaboradores deste igualmente maravilhoso blog estivessem lá) e uma bancada, como há muito não se via, de fato, engraçada, o CQC desta segunda-feira, em sua simplicidade e variedade de temas, conseguiu ser, talvez, um dos melhores programas desta temporada. Talvez, um dos únicos verdadeiramente bons, na verdade. Sem mais enrolação, às considerações.


Pontos Altos: 

Para iniciar o panteão de matérias da semana, nada melhor do que puxar um pouco o saco de meu grande leitor, Rafael Cortez, enquadrando aqui a sua matéria no Prêmio da Música Brasileira. Afinal, só Cortez conseguiria a façanha transformar um evento com os maiores nomes da MPB em algo que não fosse no mínimo insuportavelmente chato. Parabéns.

Em frente, é preciso citar de cara também a matéria de Mônica Iozzi a respeito da lei que obriga servidores públicos eleitos a matricular seus filhos em escolas públicas. Por um lado, é claro que essa é uma lei constitucionalmente suspeita, e é claro também que ela parece ter um caráter mais “vingativo” contra a classe política do que um caráter prático, todavia, ignorando o debate sobre se a lei é certa ou errada, duvido encontrar um brasileiro sequer (excetuando-se os que constituem a classe política) que não sonhe em ver essa lei sendo de fato aprovada. Claro que talvez ela não melhorasse nada de fato, mas seria no mínimo um estimula para continuar vivendo ver a classe parasita da sociedade vivendo no mesmo nível de precariedade que o resto de nós, simples mortais.

E eis que chegamos, provavelmente, ao verdadeiro ponto alto da semana, como não poderia deixar de ser: o “Documento da Semana” sobre o símbolo máximo de poder freudiano, o pênis. Ou, mais especificamente, sobre o seu tamanho. Aliás, não há nada para se rir aqui. Tenho cá uma teoria, e um dia haverei de publicá-la, de que o complexo com o tamanho do órgão sexual é o principal gatilho psicológico para os maiores monstros de carne e osso que já andaram por esse planeta miserável. Hitler, Slobodan Milošević, Stalin, e tantos outros carniceiros muito provavelmente pensavam na pequenez de seus membros durante todos os massacres que cometeram. Essa teoria simplória pode explicar outras coisas também. Os internautas em tempo integral que estão me lendo neste momento provavelmente estão familiarizados com a pornografia (e produção cultural em geral, diga-se) doentia oriunda do país do sol nascente, o Japão. A temática mais recorrente na pornografia japonesa consiste basicamente em incesto, estupro, assassinato, pedofilia, canibalismo, mutilações e desmembramentos, não necessariamente nessa ordem. Não que esse tipo de produção não exista em outros países, mas no Japão ela se dá de forma mais endêmica e característica. Se não bastasse a confirmação que tivemos no “Documento da Semana”, é de conhecimento geral que orientais possuem membros horizontalmente diminutos. Essa relação não é mera coincidência. Apesar de que, na graphic novel “Do Inferno”, o respeitadíssimo Alan Moore descreva o serial-killer “Jack, o Estripador”, como sendo dotado de, paradoxalmente, um pênis monstruosamente grande. Mas aí já é outra história.

Deixando o pênis de lado, merece figurar aqui um “Proteste Já” nostálgico, de suar frio, como nos bons e velhos tempos de Rafinha Bastos, a respeito de um condomínio irregular em Santo André, SP. Meus mais sinceros parabéns à Oscar Filho, que conseguiu levar o “Proteste Já” para um nível nunca antes imaginado de qualidade. Quem diria.

No mais, só me resta citar o “Resta Um”, mostrando finalmente ao que veio, com um Plínio de Arruda não tão enérgico e carismático como nos tempos eleitorais, o “O Povo Quer Saber” com um Alexandre Herchcovitch demasiadamente sério, o sempre hilário “Top Five” e o sempre vital “#Correntoatrás”. E isso é tudo.


Pontos Intermediários: 

Aqui, me vejo na obrigação de mencionar a cobertura de um inspirado Felipe Andreoli no lamentável jogo Brasil vs. Paraguai, para a Copa América. Apesar de estar aqui nos pontos intermediários, foi uma matéria anos-luz além do nível cotidiano das matérias futebolísticas padrão, em grande parte, pela matéria ter focado mais nos torcedores do que no jogo em si.

No mais, só resta citar aqui a matéria de Rafael Cortez (que, como vocês verão a seguir, conseguiu a fantástica marca de ter matérias presentes nas três divisões desta humilde análise esta semana) no Festival de Cinema de Paulínia, que teve uma metragem injustamente curta.


Pontos Baixos:

Embora novamente, e graças a Zeus, não tenhamos tido por mais uma semana o infame “CQTeste”, é com melancolia que acrescendo aqui aos pontos baixos uma matéria de meu querido amigo Rafael Cortez, no caso, cobrindo a estréia do filme “Cilada.Com”. A matéria toda foi permeada por um tom cômico tão, com o perdão da palavra, babaca e, na melhor das hipóteses, sem graça, que foi digna do Bruno Mazzeo em pessoa.


Nota: 8 
Audiência: "CQC" marcou 6.7 de média e 12% de share.


E vocês, leitores incultos? O que acharam do programa desta segunda-feira? O que dizer da lei que obriga nossos ilustres representantes a matricular sua prole em escolas públicas? E, mais importante ainda, o que dizer sobre a pornografia japonesa? Deixe sua opinião ali nos comentários e vamos celebrar a democracia porque, pelo menos por enquanto, a internet ainda é um espaço livre do controle governamental. Até semana que vem!

Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal: @pedroffr


Leia todas as análises do CQC escritas pelo Pedro http://www.cqcblog.com/analise do cqc

Leia outros posts do CQC 142 http://www.cqcblog.com/CQC146
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Um comentário:

  1. 2 programas consecutivos com nota 8?

    Parece que o "velho" CQC está voltando aos poucos

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