terça-feira, agosto 02, 2011

Analise do CQC 149 - por Pedro Rech



Saudações, leitores incultos. Em uma edição pontuada por erros, enganos e caos generalizado, o que realmente chamou a atenção do CQC desta segunda-feira não poderia ter sido outra coisa: a presença de nosso fascista favorito, Datena, liderando a bancada no lugar de Marcelo Tas, afastado temporariamente por questão de saúde. O que dizer, nem tanto da presença de Datena, mas da ausência de Tas? Se alguém já não soubesse, nesse programa em especial uma coisa ficou visível a todos aqueles que podem ver: sem Marcelo Tas como dirigente, o CQC de fato parece ser um programa apresentado por amadores. Dantena, como integrante da bancada, foi um redondo fracasso. Sem compreender exatamente a dinâmica do programa, e repetindo à exaustão as piadas envolvendo sua troca recorrente de emissoras, coube à Luque e Rafinha controlarem o gigante do jornalismo carniceiro, o que fez que, também eles, se tornassem desagradavelmente forçados.


Com tudo isso, foi um verdadeiro alívio sua saída durante o intervalo. Sua substituição por todos os repórteres do CQC na bancada também não foi exatamente uma grande sacada (afinal, uma situação quase idêntica já havia tomado parte na penúltima edição de 2009), mas foi certamente uma decisão mais acertada do que manter Datena na bancada. No final das contas, o programa desta segunda-feira foi, sem a menor dúvida, infinitamente superior que a lamentável edição da semana passada, visto que agora finalmente tivemos algumas matérias relevantes. Porém, não adianta. A ausência de Tas causou uma estranheza tão gritante que o programa inteiro pareceu um grande engano. Este parágrafo de apresentação já se tornou demasiado logo, portanto, sem mais, às considerações.

Pontos Altos: 
Nada mais lógico do que abrir o panteão de matérias da semana com a dobradinha Gentili/Andreoli investigando as denúncias de assinaturas falsificadas na fundação do PSD. Não foi, como muitos devem ter percebido (espero), uma matéria política digna de outrora. Porém, foi boa o suficiente para merecer meus modestos elogios.


Também não poderia ser mais lógico mencionar aqui o “Documento da Semana” sobre planos de saúde para idosos, que falou por si própria e a qual não cabem mais comentários aqui. Em frente, também merece todos os créditos a matéria de meu grande amigo, Rafael Cortez, atrás de Luís Inácio (na ausência de uma forma melhor de nomear a reportagem). Finalmente tivemos uma entrevista com o ex-presidente que não estivesse exclusivamente focada no fato de Lula participar ou não da bancada do CQC.

Aqui, é preciso citar, talvez, o verdadeiro ponto alto dessa semana, o novo quadro encabeçado por Rafinha Bastos (que todos haviam perdido as esperanças de ver novamente em matérias para o CQC), o “Os Dois Lados da Moeda”. A primeira edição tratou da questão da união civil entre homossexuais, e é difícil de imaginar que mais temas serão abordados ou de que forma o quadro conseguirá sobreviver com uma fórmula tão fechada, porém, se forem ultrapassadas essas duas adversidades aqui propostas, é possível que o “Os Dois Lados da Moeda” se torne um dos grandes clássicos do programa.
Novo quadro rendeu selinho entre apresentadores do CQC

Por fim, só me resta citar a cobertura de Mônica Iozzi à visita de Cristina Kirchner ao Brasil e o “Top Five”, que estava particularmente hilário, nem tanto pelos vídeos apresentados, mas pela completa anarquia da bancada.


Pontos Intermediários:

Aqui, mais ou menos o de sempre. Primeiro, é preciso citar a matéria de Felipe Andreoli no jogo beneficente “Homens de Areia”. Andreoli, na troca do gramado pela areia, conseguiu realizar uma cobertura idêntica as há muito manjadas matérias futebolísticas. Além disso, só é preciso figurar aqui dois quadros que merecem tal colocação não pelo seu formato, mas, meramente, devido aos convidados da semana: o “O Povo Quer Saber”, com Renata Fan, e o “Resta Um” com Sócrates.


Pontos Baixos: 
Alguma dúvida, leitores? Claro que tinha que figurar por aqui o “CQTeste”, sempre ele, dessa vez com Mara Maravilha. Apesar da baixa colocação, é preciso destacar que essa edição em especial do “CQTeste” foi a única que me fez rir nos últimos anos. Parabéns a todos os envolvidos pelo grande feito.

Fora isso, cabe aqui apenas uma severa crítica em decorrência da mais absoluta ausência do vital “Proteste Já”. Claro que, de certa forma, quase todas as matérias dessa segunda-feira, de uma forma ou de outra, tiveram um tom de denúncia, mas não adianta. Já disse isso inúmeras vezes, e o repetirei até o fim dos tempos se preciso, CQC sem “Proteste Já” não é CQC.

Nota: 7,5

Audiência: O CQC marcou 6 pontos no Ibope com share de 10%

E vocês, leitores incultos? O que acharam do programa desta segunda-feira? Marcelo Tas é mesmo um apresentador insubstituível? Datena continua sendo um babaca? Mara Maravilha continua sendo babaca? Deixe sua opinião ali nos comentários e vamos celebrar a democracia porque, pelo menos por enquanto, a internet ainda é um espaço livre do controle governamental. Até semana que vem!




Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal: @pedroffr



Leia todas as análises do CQC escritas pelo Pedro http://www.cqcblog.com/analise do cqc

Vídeos do CQC 149 http://www.cqcblog.com/VideosCQC149
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Um comentário:

  1. Concordei com tudo. Mas não ri no CQteste... foi triste.

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