terça-feira, agosto 16, 2011

Analise do #CQC 151 - por Pedro Rech


Saudações, leitores incultos. É com pesar que constato que, mais uma vez, o CQC dessa segunda-feira foi, na melhor das hipóteses, medíocre. Acusem-me de exigente, chato, morto por dentro: a verdade é que assistir ao CQC não me gera mais o júbilo de outrora. Afinal, por alguma razão, nem mesmo as matérias políticas estão conseguindo fazer jus ao passado brilhante do programa. A grande questão, e já devo ter dito isso antes, não é nem a má qualidade das pautas, nem, por outro lado, alguma verdadeira falta de qualidade conceitual ou técnica do programa. Tudo continua tão bem feito quanto sempre foi. O enigma aqui é que, simplesmente, o CQC não está mais interessante. Talvez seja fruto de uma saturação natural após quatro anos como espectadores fanáticos. Afinal, nesses quatro anos, muito pouco mudou, em termos conceituas: as entrevistas são as mesmas, as matérias seguem um mesmo padrão de assunto, os repórteres são (quase) os mesmos, e assim por diante. Talvez seja a hora de uma mudança drástica no CQC. Do contrário, estamos diante de seu fim. Sem mais, e de má vontade, vamos às considerações.

Pontos Altos: 
Imagem Estadão
Aqui, nada do tradicional “panteão de matérias”, nada do que aqui se encontra foi verdadeiramente bom: os pontos altos, como anda ocorrendo, são simplesmente o que de menos pior tivemos no programa. Primeiro, é preciso citar a matéria de Mônica Iozzi e a crise nos ministérios, que foi, afinal, uma espécie de emulação do ausente “Controle de Qualidade”.

Seguindo, outra matéria de Mônica Iozzi e, confesso, a verdadeira surpresa da noite, e o possivelmente o grande ponto alto da noite, se é que algo aqui possa ser chamado assim: sua reportagem sobre os bastidores de Brasília. O lado B da política nacional. Deveras interessante.

No mais, só me resta citar o “Resta Um” com Jean Willys, o, enfim de volta, “Proteste Já” sobre enchentes recorrentes em alguma cidade de São Paulo cujo nome me escapa agora, perdoem-me o esquecimento Mauá, o hilário “Top Five” e, como sempre, o “#correndoatrás”.


Pontos Intermediários: 
Cabe aqui o grosso do CQC desta segunda-feira: em primeiro lugar, a matéria de meu grande amigo e admirador, Rafael Cortez, na estréia do musical “Vale Tudo”, sobre Tim Maia, divertida, apenas. Seguindo, figura aqui o “Documento da Semana”, claramente patrocinado, sobre chefes. Tema vagabundo e abordagem igualmente pífia, apesar de divertido, no final das contas.
Imagem Revista Mensch

Em frente, eis novamente Rafael Cortez, dessa vez no lançamento da segunda Playboy de Adriane Galisteu. É sério que essa matéria foi mesmo gravada? Seja como for, o bom humor de Cortez, puxa-saquismo à parte, foi a salvaguarda da matéria, não a colocando entre os pontos baixos, ao qual, suponho, todos julgavam seu verdadeiro lugar.

Finalmente, só me resta citar a reportagem de Felipe Andreoli no evento de F1 organizado por Felipe Massa, e o “O Povo Quer Saber”, com Andre Abujamra.


Pontos Baixos:
Aqui, talvez já seja mais do que óbvio para meus leitores fiéis, se é que eles existem, os pontos baixos que se seguem. Em primeiro lugar, a festa do Dia do Solteiro, organizada por algum jogador de futebol e coberto por Felipe Andreoli. Imagino que não preciso discorrer sobre o que trouxe essa matéria até aqui. E, por fim, é claro que não poderia deixar passar em branco ele, o meu bom e velho “CQTeste”, com Ed Motta. Porém, talvez seja hora de dar algum crédito para o “CQTeste”. Enquanto o resto do programa aos poucos torna-se vergonhosamente ruim, o “CQTeste” se mantém integro! Afinal, ele é o único quadro de todo o CQC que sempre foi igualmente ruim, não passando por um processo de decadência. Palmas.


Nota: 7

Audiência: O CQC marcou 6.6 de média, pico de 8.7 e 13% de share.

E vocês, leitores incultos? O que acharam do programa desta segunda-feira? Será mesmo o fim? Deixe sua opinião ali nos comentários e vamos celebrar a democracia porque, pelo menos por enquanto, a internet ainda é um espaço livre do controle governamental. Até semana que vem!



Rech, nasceu na primavera de 1992 em Caxias do Sul, RS. Após concluir o ensino fundamental e médio sem grandes destaques, cursa jornalismo na Universidade de Caxias do Sul, igualmente sem grandes destaques. Quando criança gostava muito de assistir Chapolin e hoje considera o bacon a oitava maravilha do mundo. Twitter pessoal: @pedroffr

Leia todas as análises do CQC escritas pelo Pedro http://www.cqcblog.com/analise do cqc


Outros posts do CQC 150 http://www.cqcblog.com/CQC151
Posted By: Viviane Pereira

Analise do #CQC 151 - por Pedro Rech

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8 comentários:

  1. Pois é Pedro, infelizmente ando sentido o mesmo desencanto pelo o CQC. Se este blog não tivesse tantos seguidores...

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  2. O curioso é que o programa foi ruim e audiência aumentou. Mulher pelada e festa de jogador de futebol rules.

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  3. uma pequena correção, Pedro: quem foi o convidado do "O Povo Quer Saber" foi ANDRÉ Abujamra e não o ANTÔNIO Abujamra

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  4. Se esse blog não tivesse tantos seguidores vc já teria fechado ele, Vivis, é isso? o_O
    Eu não ando desencantada com o CQC. Só acho q as pessoas deviam ser menos exigentes. Eles sabem muito bem oq devem manter (pq se mudar fica ruim, ou pior na opinião de alguns) e oq devem mudar e/ou suspender.

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  5. Qual é a musica q tocou pouco antes da reportagem da festa do jogador de futebol?

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  6. Eu também acho que o CQC precisa de mudanças drásticas. Preferi dormir que assistir. Infelizmente está nesse ponto. Enquanto no primeiro ano eu ficava chateada quando perdia segundos da abertura.

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  7. Não vejo absolutamente nada no CQC desde a estreia, perdoem-me por dizer isso. :( Boa parte dos "repórteres" é sem carisma, sem graça e sem algo de bom ou inteligente para dizer.
    E isso porque dizem que é "humor inteligente".

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  8. Não ve nada demais no CQC e vem comentar em um blog sobre o programa? Vai entender...

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