segunda-feira, outubro 10, 2011

CQC: Marcelo TAS fala sobre Rafinha Bastos

No último domingo Marcelo TAS rompeu o silêncio e falou ao iG sobre a polêmica envolvendo Rafinha Bastos e a infame piada sobre Wanessa Camargo e seu bebê. Entre os assuntos abordados estão a suspensão do companheiro de bancada, limites do humor e como se dá importância a assuntos banais em nosso país.


Marcelo Tas: “Se você faz uma coisa que agride alguém, chegou no limite”
Em entrevista ao iG, apresentador do CQC fala sobre polêmico afastamento de Rafinha Bastos do programa.

por Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro
http://ultimosegundo.ig.com.br/festivalrio/marcelo-tas-se-voce-faz-uma-coisa-que-agride-alguem-chegou-no-limite/n1597265232507.html


CQC: Marcelo TAS fala sobre polêmica envolvendo Rafinha Bastos




Até então em silêncio sobre a última polêmica do programa CQC, Marcelo Tas deu sua opinião sobre o episódio que culminou com o afastamento de Rafinha Bastos do programa da Band.

“O politicamente correto é uma peste que veio para infernizar a vida dos seres humanos, sou totalmente contra. O humor tem que ser engraçado. Agora, se você faz uma coisa que agride alguém e não é engraçado, aí para mim você chegou no limite”, disse. E depois suavizou a polêmica. “Isso não é nada grave para ser debatido como a coisa mais séria do mundo”, continuou.

Tas concedeu uma entrevista exclusiva ao iG dentro da programação oficial do Festival do Rio, logo após participar de um debate sobre formas de se fazer sucesso.

Foto: George Magaraia


Marcelo Tas em entrevista exclusiva ao iG
iG: Você acaba de fazer um debate no Festival do Rio associando o sucesso do CQC no País com o uso da internet. Pode explicar melhor?
MARCELO TAS: A internet sempre foi fundamental para o CQC. Atribuo a rapidez pela qual o programa foi recebido no Brasil por causa das redes sociais. A maioria de nós tem uma presença consistente na internet. Isso foi transferindo aos poucos para a TV. É uma geração que não quer a interrupção, quer continuar com aquilo além do programa da televisão.


iG: Tem também o lado negativo, o de dar mais espaço para críticas...
MARCELO TAS: É o efeito colateral da internet. Você fica mais exposto, não controla tanto a informação, é mais criticado. Você é mais vidraça. Acho saudável, convivo muito bem com críticas. Principalmente as críticas sinceras. Isso ajuda a melhorar o que faço. É uma vida mais difícil. Mas não gostava daquela vida que a gente ficava falando e o telespectador acompanhava calado.

iG: O CQC é o programa mais polêmico da TV atualmente?
MARCELO TAS: Olha, o CQC é objeto de muito embate. Às vezes é exagerado. Qualquer coisa do programa vira debate. Tem gente que acha isso bom. Acho que é bom você debater coisas conscientes. Mas não fujo de brigas. O cara que vê o CQC, por a gente ser ousado, também é, quer desafiar, joga casca de banana para gente escorregar. O telespectador atual não é passivo, quer criticar, quer participar. Não tem volta, a vida da gente agora é assim.

iG: O que você achou da declaração do Rafinha Bastos, que gerou seu afastamento do programa? MARCELO TAS: Creio que a TV é um lugar que a gente atinge uma audiência muito maior do que se pensa. Acho legal ter consciência disso e enxergar nossos limites. É o que está acontecendo agora. A gente está conhecendo os limites. Acontece em todo programa. É uma excelente oportunidade para amadurecer e superar, enfrentar esta crise e fazer um programa cada vez melhor.

iG: Rafinha foi apenas afastado temporariamente ou será substituído em definitivo?
MARCELO TAS: Não sei. Não sou eu que tenho que responder, não tenho nada a ver com este assunto. Cuido da parte editorial, não é um assunto meu.

iG: Houve um pedido de desculpas formal para Wanessa Camargo?
MARCELO TAS: Não sei, não sei. Não tenho a menor ideia (risos).

iG: Qual é o limite do humor? Até onde se pode ir com uma piada?
MARCELO TAS: O limite do humor é a graça, é ser engraçado. O politicamente correto é uma peste que veio para infernizar a vida dos seres humanos, sou totalmente contra. Acho um nojo ter que falar “afro-brasileiro” ao invés de negro. Não poder fazer piada para judeu? O humor tem que ser engraçado. Se você faz uma coisa que agride alguém e não é engraçado, aí para mim você chegou no limite. Agora, isso não é nada grave para ser debatido como a coisa mais séria do mundo. É uma coisa inútil, parece mesa-redonda de futebol discutindo se foi impedimento ou não.

iG: O programa vai passar por alguma censura? Será mais policiado?
MARCELO TAS: Não acho. A gente não reage por causa de críticas ou pelo que as pessoas pensam. Gosto de ouvir o público e a sua pulsação sincera. O programa não reage a críticas. Até porque a gente tem críticas muito favoráveis.

iG: Considera um exagero a polêmica em torno deste assunto do Rafinha?
MARCELO TAS: A gente perde muito tempo no Brasil falando de coisas que não têm importância. Na história recente do programa, tivemos uma grande luta contra preconceito de gays, com o episódio do Bolsonaro. Colocamos na parede o grande líder do Congresso, que é o Renan Calheiros. Para um programa de humor, está de bom tamanho enfrentar os grandes coronéis da política brasileira, que são o Renan e o Sarney. O quadro “Proteste Já” trouxe recentemente uma denúncia contra um partido que a grande imprensa costuma tratar com benevolência, o PSDB. Sobre o uso de uma prefeitura como comitê eleitoral. E a gente aqui perdendo tempo falando de piadinhas. Leia sobre o Festival do Rio: Cobertura completa do festival Cinema no Alemão muda rotina de moradores Noite de gala nabre festival de cinema no Rio Tas e Tonico Pereira debatem como fazer sucesso

iG: A exacerbação de comediantes vindos do stand up banalizou o profissional do humor?
MARCELO TAS: A banalização das coisas depende da gente. O stand up abriu a possibilidade do surgimento de humoristas que não tinham espaço no rádio e na TV. Isso não quer dizer que todo stand up é engraçado. Não é uma marca de qualidade. Tem stand up banal, sem graça e os que são excelentes.

iG: Humorista costuma ganhar bem, certo?
MARCELO TAS: Isso é um fato. Se você pega a rede americana, o maior salário é do David Letterman. Na TV brasileira, quem tem o maior salário? Fausto Silva, Jô Soares, Tom Cavalcanti. E a razão disso é que fazer humor é uma tarefa difícil. São poucos os bons humoristas. Cadê o bom roteirista de humor? São poucos. Então eles têm que ganhar mais. Lei da oferta e procura.

iG: Os repórteres do CQC vieram do stand up. O improviso é o elemento primordial do programa? MARCELO TAS: Tem muito do DNA do improviso com a coisa do humor e rapidez. É justamente a mistura do jornalismo com o humor. E tem a categoria invisível que é a dos editores, que montam a matéria e tiram fora a parte que não tem graça. São 40 pessoas no total, sendo oito na frente da câmera. Geralmente a polêmica que sai na imprensa é sobre estas oito. E as outras 32?


O CQC de hoje terá na bancada o reporter Oscar Filho no lugar de Rafinha Bastos
Posted By: CQC Blog

CQC: Marcelo TAS fala sobre Rafinha Bastos

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15 comentários:

  1. Vocês perderam o crédito, agora o Tas vem com este "blá blá" de "agrediu passou dos limites". É cristalino que a censura foi do poder econômico dos "sertanejos" e outros "filhinhos de pai rico", como o senhor Buaiz. Lamentável. Admirava vocês, como jornalista, achei o CQC inovador. Mas agora, vocês perderam totalmente a moral. AQUI NO SUL, VOCÊS ESTÃO FORA!! ADEUS CQC.

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  2. Acredito que todos queiram falar algo a mais e não podem por uma pressão das pessoas acima. Eles estão enfrentando pessoas que acham realmente que com convicção absoluta da certeza universal que o dinheiro compra tudo.

    Vocês sabem que emissoras, advogados bem pagos de pessoas que não tem maturidade para entender brincadeiras e qualquer outra pessoa que tenha interesse em ver um humorista que sabe alfinetar no ponto certo pessoas que realmente merecem isso, estão pressionando de forma absurda para que simplesmente aproveitem a situação para tentar afundar ele mais na mídia, vide que políticos não perderam tempo em tentar escapar de críticas abrindo inquérito sobre ele.

    Rafinha fora? Se for, a frase: "Brasil: Onde politicos são levados na brincadeira e comediantes são levados a sério" terá um efeito mais absurdo do que nunca, visto que políticos brasileiros tentaram escapar pela tangente, mas não se preocupem, pois vocês realmente acham que não existem brasileiros que pensem como o Rafinha também?

    Bem, nós estamos na segunda era da ditadura desde 1985, muita coisa não me espanta, mas eu ainda tenho fé, como bom brasileiro que sou, que o povo irá reagir sobre tudo isso um dia, graças as pessoas como ele que mostram que ainda temos chance.

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  3. cara se a wanessa e seu marido se ofenderam com a piada o problema é deles. humor nao tem que ter responsabilidade. humor é humor. pior que a piada do rafinha e ter que escutar as musicas dela.

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  4. Puxa vida!!! Será que foi tão difícil assim entender a piada?!?! "Wanessa foi considerada tão gostosa que Rafinha comeria ela mesmo grávida." Pronto, cadê o grave problema em se considerar uma mulher grávida gostosa? A palavra "bebê" foi o problemão??? Uma mulher grávida, esperando um bebê não pode ser desejada??? Marcus Buaiz ficará 9 meses sem comer sua mulher??? Coitados!!! Perdendo tempo com pouca coisa. Parece que o Brasil não tem nada mais consistente para ser discutido.

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  5. acho que estamos na era manda quem tem dinheiro obedece quem trabalha ela e ronaldo que nao esta com esta bola toda vanessa esta querendo ser notada pois suas musicas sao ruim ew marcos luque e tass sao falso hipocritas nao deveria se manifestar ocorreram em falta de companherismo

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  6. Nunca mais assisto o CQC. Fiquei muito decepcionado!!
    Ao invés da empresa e colegas se voltarem contra essa censura absurda, parece-me que quase todos eles agiram como aqueles que eles sempre criticaram.
    Agora o que vemos são pessoas de baixissimo nível como o Senador Magno Malta deitando e rolando em cima da situação.
    Uma pena...
    Meu nome é Germano de SP
    germanopires@ig.com.br

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  7. Um programa tão democrático agora censurando seus integrantes, voces já pensaram como vai ser agora terão que tomar cuidado com tudo o que falarem. Humor não pode ter censura. Não tem substituto para o Rafinha ele é único. Ninguém ligou para a piada. A Band quer agradar os mafiosos sertanejos, que por sinal já deu o que tinha que dar. Música sem conteúdo. A Vanessa não é nenhuma santinha ela é uma mulher e sempre
    buscou ser notada pelos seus dotes físicos. Uma mulher grávida não deixa de ser mulher e o resto que ele falou foi coisa de improviso, coisa de mesa de bar, piada, só. Sem importância nenhuma. Eu acho que o Tas tem razão quando fala que tem coisas muito mais importantes acontecendo. O Rafinha é um gênio e tem um coração enorme, ficou provado quando conseguiu tirar o 13 das ruas. Vamos colocar uma pedra encima e continuar o programa senão ninguém vai acreditar mais no CQC.

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  8. Quando o Rafinha voltar será a maior audiência que o CQC alcançará.O público do CQC é diferente ele não é ignorante, sabe diferenciar uma difamação e maldade de uma piadinha improvisada e talvez infeliz e como diz o Tas se não foi engraçada passou do limite. Esse tipo de público ataca e é atacado é adulto não acredito que ficam analizando piadinhas sujas. Quem analiza piadinha suja ou é tão sujo quanto ela ou não tem o que fazer.Com certeza os oportunistas estão querendo acabar com um dos melhores programas da TV.Ficou mal para a Band cortar o Rafinha, muito mal, como eles querem ter um programa no nível do CQC com censura.

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  9. Rafinha Bastos disse uma besteira e todos estão sujeitos a dizer algo e se arrepender depois (Frases mal pensadas são ditas toda hora por todos). Já escutei coisas piores entre homens contando piada e todos riram.

    Se o Rafinha Bastos sair do CQC por causa disso estamos dando vez a censura e eu NUNCA MAIS VEREI O CQC, assim como fiz a muito tempo com o caceta e planeta (Inclusive quando amigos falavam sobre caceta e planeta eu fazia questão de não comentar por atitudes parecidas por parte da Globo).

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  10. O CQC aceitando a censura da Band e se vendendo ao Ronaldo (aquele dos 3 travestis, ou será que já se esqueçeram disto, que moral um cara destes tem para questionar uma piada?). Sr. Buaiz, filho dos donos do ES. Dona Wanessa, filha dos "sertanejos de terno" e calça colada ...
    A empresa Argentina DONA DA MARCA CQC tem que fazer alguma coisa ... A saída do Rafinha mostrou que o CQC está sob intervernção da cúpula da BAND ... A BAND, a mesma que VENDE SEU HORÁRIO MAIS NOBRE para o "Pastor" de ovelhas idiotas, o R.R. Soares, um digníssimo vendedor de "óleo de cobra".

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  11. Realmente o país tá cheio de gente burra, o caso minha gente não foi a piada mas sim como ela foi dita, "comeria ela e o bebê"? Ele simplesmente poderia ter excluído a criança, isso deixou a piada nojenta, quem tem filho ou está para ter entende o quanto isso é grosseiro!

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  12. Marcelo Tas, e se o Rafinha estivesse dito a você que comeria um neto seu?
    Você não se sentiria ofendido?
    Parem de falar em censura estamos falando em respeito ao ser humano.

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  13. não consigo mais assistir cqc , antes não perdia um , agora não consigo olhar 30 seg , troco pra um filme na tv a cabo ou outra coisa mas cqc perdeu a magia , a graça apos esse episodio , tipo um desilusão com o unico programa que considerava inovador , independente e ousado na tv , esse episodio desmascarou e fez vir a tona a realidade deste programa que nada e mais que um programinha de humor comum com fachada de radicais , polemicos e independentes mas e so fachada nas realidade e um programa controlado e cheios de scripts iguais a outros tantos !

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  14. Esse Marcelo Tas tem inveja do Rafinha só pq o Rafinha é muito foda e é muito engraçado, coisa q o Marcelo Tas nunca foi, não é e jamais será... #FATO

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  15. Quero o Rafinha de volta no CQC, já!
    Querido Marcelo Tas, mostre a todos que você não tem medo que o Rafinha tome o teu lugar...

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